Almejos

Atira-te dentro desta onda, na frente das dores;

O próprio tempo se encarregara de deixar-te, a carcaça;

Em um abismo com o medo e a solidão;

Que já decompõem a alma ainda viva.

 

O esquecimento, onde caminhas, não dará-te auxilio;

Volta-se a contra ti, com a força da tua ignorância;

Deixando-te a restos ainda dormente da história tua;

Furtando-te o começo e fim, privando a morte tua.

 

Venha, deite ao meu lado, revida os golpes da fúria;

Com os braços doloridos de ataques antecedente;

E permita que a cólera de su’alma se liberte.

 

Caminhe, até que não mais possa caminhar...

Sorri até que não mais possa sorrir...

E morra, quando não mais puder existir.

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