Depressão
Quando o rei sede o trono a rainha do céu;
A inocência aprisionada almeja liberdade;
Gota a gota dos olhos vai saindo;
De mãos dadas à tristeza descem pelo rosto;
Os olhos se fecham a verdade dolorosa;
E se abrem as mentiras confortantes;
Já passou, mas não foi embora, auto flagelo;
Na diversão, o destino fala que há cura pro mal;
E a loucura finge que tudo é normal;
Mas um dia você vai descansar;
E como ontem alguém diante do tumulo vai parar;
Estender-lhe a mão, cumprimentar e seguir;
De noite na cama deitado;
Chore a madrugada sozinho, esperando carinho;
Dos ossos frios da mão da morte.
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