Declinio

Viver na iniqüidade do desejo e chorar o fracasso do almejo;

Que seja conquistadas a luz e a treva, enquanto na fraqueza...

De mãos dadas passeiam pelos ramos das almas dos homens;

Há momentos de veracidade na hipocrisia;

Há momentos de realidade nos sonhos;

 

Toquei com os lábios o chão, quando buscava a liberdade;

Agora fujo da tempestade que se forma com seus temores;

Vejo o tempo em câmera lenta caindo nas rochas;

Quando enfrentarei meus temores?

Quando olharei o reflexo de meu semblante?

 

Renego inconstantes vezes a solidão que eu procuro encontrar;

Muito tempo será necessário para secar estas lagrimas;

E as ferrugens dos meus ossos o que farei?

Há momento da liberdade nas carceragens;

Há momento de igualdade nas diferenças;

 

Busquei o toque da vida na abiose;

Encontrei ossos e outras decomposições;

No jazigo da minha família encontrei meu cadáver;

Quando viverei e deixarei a morte de lado?

Quando realizarei o sonho que não tenho?

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