Lista de Poemas
Declinio da dor
Que do céu doce e puro se desprenda;
A primeira lagrima de sofrimento;
Pois eu só quero que você entenda;
O porque de todo este sentimento;
Não estou pedindo que se arrependa;
Ou que se perca no esquecimento.
Não se prenda a minha nobre razoa;
E nem se comova com a minha emoção;
Ele só quis segura suas frágeis mãos;
Para que você não se entregue a perdição;
Ele transformou seu corpo em um simples pão;
E por amor sofreu até a maldosa traição.
A primeira gota trouxe consigo muito dor;
E todo o fel que os anjos sentiu;
Quando o santo foi morto pelo pecador;
Mais hoje você certamente ainda viu;
A raiva nos olhos daquele pequeno sofredor;
Que com tanto ódio brincando nos feriu.
Não esquece do Irmão que esta no lar;
Ele morreu de tanto você e eu amar;
Saiba que se acha que só precisa tentar;
Ele ainda morrerá quando você inocentemente falar;
Ou o mal ao próximo simplesmente proclamar;
E quando você morrer quem vai te ressuscita?
Desfile da morte
À noite, o descanso do dia, cobre lentamente o planeta;
Passos de solidão a cada metro, formado pelo fel que cai do céu;
Diamantes de pedaços de vidros cobrem as ruas;
Venha peçonha gasosa, adentre meus pulmões, leve esta vida também;
De a este corpo a tão almejada tranqüilidade, e como preço...
Separe esta alma do corpo que são inimigos juntados pelo castigo.
Que seja o sonho tão desejado, leva-me aonde tenho esperado;
Facho os olhos, mas ainda vejo você indo com mensageiros;
Homens a lado, que inveja, possuem beleza e não podem mostrar;
Que brilhe o olhar de quem amo, como o Sol que clamo;
Quer-se me encontrar, venha buscar onde estou;
Não há luz, nem sonhos, mas há gritos, dores e pesadelos que não acabam.
Acordo sufocado com minha própria ansiedade, a madrugada continua...
Este desfile fúnebre rasteja lentamente pelas ruas da cidade;
Doze horas, onde o inferno se levanta a reinar e fugir;
Seus piores pesadelos criam vida e morrem, levando-te com eles...
Ligo o abajur ao meu lado, não levanto, apenas olho;
Um quadro que se ilumina, porque de você só isto restou.
Caminhando
Caminhando entre relâmpagos, na noite;
Estes clarões levam-me ao que busco, a existência do inexistente;
Passo a vida numa busca sem sentido, quero algo que não devo ter;
Quem sabe um amor perfeito ou uma aventura louca...
Tenho o que quero em mãos, só que não tenho braços;
Vago nesta Terra como fantasma sem rumo, apenas caminhando ao horizonte;
A cada passo ele se torna mais perto e a cada olhar fica mais longe.
Caminhando pelos relâmpagos, na noite;
Minh’alm é ferida pelas chicoteadas da eletricidade;
Uma auto penitencia por um perdão não concebido;
Quantas vezes Atena, me acariciou, deusa preciosa;
Deixando-me a marca de Zeus no coração com amargura;
Fel este que caminha comigo e acompanhando-me ao tumulo.
Caminhando entre relâmpago, na noite;
Agora purifico-me com a tempestade, gota a gota, meus pecados se vão;
São lagrimas de anjos por minhas injustiças;
A dor que causei em meus semelhante, ele sentem;
Deixam na lagrimas as lembranças da minha vida;
Nada fiz, nada sou, nada quero...
Apenas estou aqui na existência.
Comentários (1)
MUITO BOM MESMO
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