Lista de Poemas

Conselhos da Morte

Eu sou a Morte, a única certeza dos mortais,
E venho falar, não com voz de temor,
Mas com a sabedoria dos séculos:
Assuma suas escolhas, não culpe o tal destino,
A vida é feita de decisões.

Cada um molda o caminho que trilha.
É tomar para si a responsabilidade,
De cada ato, de cada passo
E pouco pensar no meu golpe final.

O passado já se foi, o futuro é incerto,
Aproveite cada momento, teu rápido capítulo 
No mundo, sua breve página de prazeres.
Esteja presente para os que ama, para as 
Experiências que as circunstâncias oferecem.

Eu sou a única certeza que têm,
Aceitar isso é valorizar o tempo que resta.
Não viva para agradar aos outros,
Ou seguir papéis impostos pela sociedade.

Seja sincero consigo mesmo,
Faça escolhas baseadas em seus valores,
Em suas convicções mais profundas.
A vida é absurda, cheia de contradições,
Mas é nesse confronto com a realidade
Que se encontra contentamento (mesmo efêmero).

Eu sou a Morte, a única certeza,
E venho lembrar que a vida,
Apesar de tudo, vale a pena a ser trilhada,
Um breve instante de luz,
Que deve ser gozada plenamente.

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Lembra o Que Já Possui

Lembra o que já possui, o que agora tem,

Já foi sonho, já foi desejo, já foi guardado no fundo do peito.

Os problemas familiares que perturbam,

Mas são vencidos em batalhas diárias.

 

Lembra o que já possui, o que agora tem,

Já foi miragem, astro inalcançável.

Aquela casa que antes era um desejo,

Agora faz parte de teus dias.

 

Lembra o que já possui, o que agora tem,

É fruto da espera, resultado da persistência.

As inseguranças do trabalho que depois de

Muitas dificuldades foram suportadas.

A mulher amada por quem tanto lutou

E tanta coisa vivenciou,

Agora é prazer constante em teus braços.

 

Lembra o que já possui, o que agora tem,

É a absurda vida sorrindo, é o tempo de bonança,

As chagas que foram difíceis de serem vencidas,

Mas agora foram sanadas.

Os problemas existenciais que demoliram

O ânimo e agora têm respostas para eles.

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O Refúgio Diante do Caos Reinante Mundo Afora

É sempre importante afirmar:
A vida acontece aqui e agora, 
Neste fétido mundo, na imunda realidade, 
Há necessidade sobre a vida dar um significado,
Buscar a real felicidade antes das falsas 
Riquezas que são materiais que a muitos iludem.

O contentamento é ter ao lado
Tudo que há no lar, na família, 
Tudo o que se precisa neles é encontrado. 
Real riqueza é ter com quem dividir
Um bom café, boas conversas, almoços 
Dominicais, dias bons e ruins.

Ao amanhecer, levantar do leito depois de um sono castigante,
Saltar no lago límpido onde as moscas da vaidade
Não voam e as margens são feitas de pequenas coisas.
Na simplicidade, na calmaria do lar, 
Se cria um mundo inteiro de descanso, 
De refúgio do caos reinante no mundo lá fora.

 

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Na Hora Mais Escura

De repente, no azul da vida, vem o cinza,
Uma cor sem paixão descolore os céus. 
Preso como marionete a um absurdo palco,
Tento resistir à hora mais escura.

A monotonia do cinza causa desmoronamos,
O monótono cotidiano faz a cabeça pesar toneladas. 
Fora disso há a circunferência do pavor lá fora:
Genocídios, corpos caquéticos de fome, 
Ditaduras, mandonismos sem fim, alienações.

Na minha hora mais escura é 
Vital lembrar os bons momentos, 
Os que vivi e os que estou construindo. 
Mesmo com o pânico batendo na porta, 
Me procurando nas calçadas,
É necessário se agarrar aos bons momentos.

Então, nos dias mais cinzas, 
Crio meu próprio sentido diante
Da vastidão de pérolas e porcos mundo afora.
Independente dos tesouros talhados pela sociedade,
É em mim que vou me definir.

Construo meu próprio lar, meus alicerces,
Atribuo meus próprios valores, 
Os vivo da melhor forma ao saber
Que o vasto universo não é consciente,
E que sou temporária partícula a respirar
No canto de alguma galáxia.

O que importa é o que sinto,
O que faço a cada instante,
O que faz dar sentido à vida.
Fazer valer os momentos
Em situações que eu vivencio. 
 

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Na Hora Mais Escura

De repente, no azul da vida, vem o cinza,
Uma cor sem paixão descolore os céus. 
Preso como marionete a um absurdo palco,
Tento resistir à hora mais escura.

A monotonia do cinza causa desmoronamos,
O monótono cotidiano faz a cabeça pesar toneladas. 
Fora disso há a circunferência do pavor lá fora:
Genocídios, corpos caquéticos de fome, 
Ditaduras, mandonismos sem fim, alienações.

Na minha hora mais escura é 
Vital lembrar os bons momentos, 
Os que vivi e os que estou construindo. 
Mesmo com o pânico batendo na porta, 
Me procurando nas calçadas,
É necessário se agarrar aos bons momentos.

Então, nos dias mais cinzas, 
Crio meu próprio sentido diante
Da vastidão de pérolas e porcos mundo afora.
Independente dos tesouros talhados pela sociedade,
É em mim que vou me definir.

Construo meu próprio lar, meus alicerces,
Atribuo meus próprios valores, 
Os vivo da melhor forma ao saber
Que o vasto universo não é consciente,
E que sou temporária partícula a respirar
No canto de alguma galáxia.

O que importa é o que sinto,
O que faço a cada instante,
O que faz dar sentido à vida.
Fazer valer os momentos
Em situações que eu vivencio. 
 

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Na Hora Mais Escura

De repente, no azul da vida, vem o cinza,
Uma cor sem paixão descolore os céus. 
Preso como marionete a um absurdo palco,
Tento resistir à hora mais escura.

A monotonia do cinza causa desmoronamos,
O monótono cotidiano faz a cabeça pesar toneladas. 
Fora disso há a circunferência do pavor lá fora:
Genocídios, corpos caquéticos de fome, 
Ditaduras, mandonismos sem fim, alienações.

Na minha hora mais escura é 
Vital lembrar os bons momentos, 
Os que vivi e os que estou construindo. 
Mesmo com o pânico batendo na porta, 
Me procurando nas calçadas,
É necessário se agarrar aos bons momentos.

Então, nos dias mais cinzas, 
Crio meu próprio sentido diante
Da vastidão de pérolas e porcos mundo afora.
Independente dos tesouros talhados pela sociedade,
É em mim que vou me definir.

Construo meu próprio lar, meus alicerces,
Atribuo meus próprios valores, 
Os vivo da melhor forma ao saber
Que o vasto universo não é consciente,
E que sou temporária partícula a respirar
No canto de alguma galáxia.

O que importa é o que sinto,
O que faço a cada instante,
O que faz dar sentido à vida.
Fazer valer os momentos
Em situações que eu vivencio. 
 

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Contra as Lógicas Previsíveis

Não sou gado humano de corte, não perpetuo lógicas previsíveis.
Nascer, trabalhar, ser explorado, pagar contas
Sobreviver, girar o ânimo na órbita do consumir,
A lógica do dinheiro aprisiona e tudo deteriora.
A vida está além das necessidades econômicas,
Do imediatismo de acumular posses,
É preciso encontrar contentamento em algo mais,
Ao lado de alguém, em afazeres que preencham
O espírito, coisas que não são monetizadas.
Projetar uma existência autêntica no crânio teimoso.
Descendo das encostas do cotidiano maçante,
Da reprodução de padrões nulos, mecânicos,
Semear algo diferente, expandir o horizonte,
Beber das fontes das paixões.
Alimentar a mente contra o corpo vago,
Enfrentar fraquezas e restos do espírito em conflito.
Sentado à soleira do incerto, está aberto as possibilidades,
Cantar a existência em versos, sem rimas,
Resistindo à morte e os vícios do cotidiano.

👁️ 203

Tiros e Desejos no Velho Oeste

Tiros ressoam no couro da bota,
Minha cabeça, com um zumbido incessante,
Inimigos se aproximam, ameaçam,
Querem minha cabeça exposta ao xerife.

Desejo conhecer e conquistar o mundo inteiro,
O velho oeste já não me basta.
Diziam-me para acostumar com esta vida,
Com a monotonia do cidadão comum,
Seguir o caminho certo, uma passiva ovelha humana.

Mas tenho meu revólver de seis balas,
Ressurgindo do fundo do poço,
Com minha velha arma e cartas do baralho,
Quero jogar, experimentar todas as apostas do mundo.
Ganhar algumas, perder outras, aceito tudo.
Apostando, arriscando pelo prêmio mais desejado.

Nada farei pela metade.
A luta pela vida nem sempre é justa,
Mas tenho plena força e vontade
De conseguir algo nela.
Mesmo que a rocha absurda, chamada realidade, 
Não me obedeça, persistirei contra ela, 
Buscando meu contentamento.

👁️ 185

Além das Vitrines Virtuais

Na era das vitrines virtuais,
Onde o consumo reina absolutamente, Propagandas sussurram, insistentes,
Que a felicidade está no comprar afoitamente.
Mas é necessário olhar além das sombras,
Das imagens idealizadas nas redes sociais.
Olhar para além do próprio umbigo,
Viver para si e os outros que são próximos.
Não é no acúmulo de bens materiais,
Nem na busca incessante por mais,
Que encontramos a plenitude do ser.
É nas pequenas coisas, nos gestos singelos,
Que a felicidade se revela, sem exageros.

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A Função da Poesia

Para que serve a poesia? 
Seus versos não curam enfermos, 
Suas rimas não geram dinheiro, 
Suas mensagens não produzem alimentos. 
No mundo pragmático ela não tem serventia.

Mas ela nos une em símbolos e desejos, 
Oferece sentidos aos dúbios humanos. 
Comemos, dormimos, crescemos, 
Procriamos, sobrevivemos dia após dia.
Mas a poesia nos eleva além
Da dimensão usual do viver.

Ela é o coração que pulsa,
O olhar que se perde no horizonte.
Nos faz chorar, rir, refletir, 
Nos faz humanos em toda nossa complexidade.
A poesia não precisa de razão prática
Para existir ou ser importante.
Ela nos define como seres que sentem.

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