Lista de Poemas
História de um Poema V - Lembrança
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses ternos amores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses ternos amores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
👁️ 2
Beleza elevada
Profunda beleza enlevada
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
Seda acetinada
Suavidade embelezada
Linha marcada
Entre tudo e o nada
assim rimada
Para se corresponder
À letra marcada
A essa linha acompassada
A essa métrica bem afinada
A essa musicalidade bordada
Em linhas entrançadas
Pelo pensamento elevadas
E no sentimento fundadas
👁️ 8
História de um poema II - acreditar
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
👁️ 2
História de um Poema
Nesse lugar sem retorno
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
👁️ 28
História de um Poema - IV - alegria e tristeza - emoção, sentimento - devoção
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
👁️ 2
Neve na Cidade III
e neste frio
que congela a vontade
gentes saíram
conquistaram a cidade
e nesse recanto
o mais simples
brincaram
como crianças
ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças
ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio
que separa
a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
que congela a vontade
gentes saíram
conquistaram a cidade
e nesse recanto
o mais simples
brincaram
como crianças
ergueram bonecos
e celebraram
com as crianças
ficaram
no meio da neve
deslizaram
e nesse frio
que separa
a vontade
a cidade parada
veio à estrada
para lembrar
um dia de branco
qual bodas
novas
a se celebrar
👁️ 21
Caminhos bens reais
nesse sol
dentro ancorado
nesse calor
sendo doado
assim humano
nesse esplendor
que irradia
nesse ver nascer
a luz do novo dia
nesse ocaso se silencia
nascendo por dentro
se anuncia e se deixa
para vir a decorar
estrelas de mil cores
flores de mil amores
sonhos de encantar
e nessa estrela tua amiga
pairando à tua frente
sem aura nem lugar
para se mostrar
apenas cintilando
na noite se elevando
até que o dia
a venha apagar
e a tua melodia
essa que se erguia
em momentos de verdade
na aveludada suavidade
entre a brisa
sustida
pela voz do vento
retida
nessa maresia ancorada
nesse monte elevada
nesse trilho
tão comezinho
plantada
pé ante pé decorada
com a tua vida
lavrada
qual pedra preciosa levada
nesse peito onde brilhava
dentro ancorado
nesse calor
sendo doado
assim humano
nesse esplendor
que irradia
nesse ver nascer
a luz do novo dia
nesse ocaso se silencia
nascendo por dentro
se anuncia e se deixa
para vir a decorar
estrelas de mil cores
flores de mil amores
sonhos de encantar
e nessa estrela tua amiga
pairando à tua frente
sem aura nem lugar
para se mostrar
apenas cintilando
na noite se elevando
até que o dia
a venha apagar
e a tua melodia
essa que se erguia
em momentos de verdade
na aveludada suavidade
entre a brisa
sustida
pela voz do vento
retida
nessa maresia ancorada
nesse monte elevada
nesse trilho
tão comezinho
plantada
pé ante pé decorada
com a tua vida
lavrada
qual pedra preciosa levada
nesse peito onde brilhava
👁️ 9
Neve na Cidade II
Nesses dias de se ficar
Por não se ver alguém passar
A não ser os que cuidamos
Dos que assim estamos
A cuidar
E nesses tempos
De afastamento
Sendo o ser social
tão sedento
desse bem humano
Adquirido
Y levado
No íntimo
Jamais separado
Ver surgir a natura
Que leva a sair à rua
Para caminhar de boca aberta
Nas ruas de carros – deserta
Para ver uma capital inteira
Vir a beira e ver nevar
E nesse lugar
mais especial
ficar varado
A ver brincar
por todo o lado
O mais desconhecido
Com o mais amigo
A criança que deslizava
O adulto que anjos
na neve desenhava
Os bonecos
Pequenos enormes
Intensos
Que se mascarava
sem graça
E que ficavam
na praça
A sorrir
E a brilhar
Com ramos
de par em par
A bem nos abraçar
Por não se ver alguém passar
A não ser os que cuidamos
Dos que assim estamos
A cuidar
E nesses tempos
De afastamento
Sendo o ser social
tão sedento
desse bem humano
Adquirido
Y levado
No íntimo
Jamais separado
Ver surgir a natura
Que leva a sair à rua
Para caminhar de boca aberta
Nas ruas de carros – deserta
Para ver uma capital inteira
Vir a beira e ver nevar
E nesse lugar
mais especial
ficar varado
A ver brincar
por todo o lado
O mais desconhecido
Com o mais amigo
A criança que deslizava
O adulto que anjos
na neve desenhava
Os bonecos
Pequenos enormes
Intensos
Que se mascarava
sem graça
E que ficavam
na praça
A sorrir
E a brilhar
Com ramos
de par em par
A bem nos abraçar
👁️ 24
Entre abraços
Navegar
Nas asas do vento
Nesse momento ao relento
Que entra bem dentro
E nos faz divagar
Nesse recanto sedento
Desse algo de portento
Que nos eleve no tempo
E faça o espaço sangrar
Dessa formosura desmesurada
Dessa desmesura entre tudo e nada
Dessa fagulha na madrugada
Que foi acesa quando se levava
Assim esse outro olhar a brilhar
Nesse sal mergulhada
Vendo como deslizava
Nessa face perfumada
Nesse rosto sendo gravada
A letras de prata lavradas
Pelo teu querer
Sem se ver
Seu princípio final
E nesse algo
Entre banal e fenomenal
Que se pensa estar a mal
Com essa linha comezinha
Entre ocaso e a manhãzinha
Que se fez estrada fiada
Por pontos de luz bordada
Assim no ébano aveludado
Desse teu rosto velado
Pelo cabelo mais amado
Que se possa assim tocar
E voltar a mergulhar
Nessa tua madrugada
Nessa palavra velada
Suspiro desse cetim
Avermelhado
Assim no rosto orlado
Nessa estela orvalhada
Que se espalhava
por todo o teu ser
Assim a se deixar
Entrever
Na areola
Desse sol renovado
Que paira ao teu redor
Em todo o lado
E nesse aroma tão lavado
Flor silvestre em campo arado
Por esse algo que se quer tanto
Isso que nos inspira o encanto
Desse momento ofegando
Para to sibilar devagar
Segredar sem cessar
Entregar devagar
Até ser todo teu
O que estou a pensar
O lugar que era meu
E que se deixou vagar
Nesse tempo
Que passava
nessa imensidão
que ficava…
Nas asas do vento
Nesse momento ao relento
Que entra bem dentro
E nos faz divagar
Nesse recanto sedento
Desse algo de portento
Que nos eleve no tempo
E faça o espaço sangrar
Dessa formosura desmesurada
Dessa desmesura entre tudo e nada
Dessa fagulha na madrugada
Que foi acesa quando se levava
Assim esse outro olhar a brilhar
Nesse sal mergulhada
Vendo como deslizava
Nessa face perfumada
Nesse rosto sendo gravada
A letras de prata lavradas
Pelo teu querer
Sem se ver
Seu princípio final
E nesse algo
Entre banal e fenomenal
Que se pensa estar a mal
Com essa linha comezinha
Entre ocaso e a manhãzinha
Que se fez estrada fiada
Por pontos de luz bordada
Assim no ébano aveludado
Desse teu rosto velado
Pelo cabelo mais amado
Que se possa assim tocar
E voltar a mergulhar
Nessa tua madrugada
Nessa palavra velada
Suspiro desse cetim
Avermelhado
Assim no rosto orlado
Nessa estela orvalhada
Que se espalhava
por todo o teu ser
Assim a se deixar
Entrever
Na areola
Desse sol renovado
Que paira ao teu redor
Em todo o lado
E nesse aroma tão lavado
Flor silvestre em campo arado
Por esse algo que se quer tanto
Isso que nos inspira o encanto
Desse momento ofegando
Para to sibilar devagar
Segredar sem cessar
Entregar devagar
Até ser todo teu
O que estou a pensar
O lugar que era meu
E que se deixou vagar
Nesse tempo
Que passava
nessa imensidão
que ficava…
👁️ 25
Tempos de Fragilidade
Nesses tempos difíceis que passamos
Nesses frentes de frio que enfrentamos
Nessas dúvidas que se semeiam
E nos permeiam roendo a vontade
Que nos deixam em fragilidade
Perante a enorme sensibilidade
De se entretecer devagar
Fios de seda prateada
Qual caminho de estrelas
Na abóbada aveludada
nesse alabastro levantada
Que marca caminhos
Comezinhos e bem estreitos
Para se aprender
a andar a direito
Entre os que vagam
Essa linha solitária
Que traz a esta barca varada
As gentes que do mundo inteiro
Ainda se afagam com o olhar
Ainda se estremecem ao se abraçar
Ainda caminham do sol ao luar
E se deixar assim mostrar
Em lugares mais bem sonhados
E momentos tão preenchidos
Como bizarros
E se trazes essa luz de esperança
Do crer, do creditar
Do teu ser criança
Ainda a poderás vir a plantar
Entre corações sendo a par
Entre momentos
de lugares a se celebrar
Nesses tempos
Nos que te é dado
Ficar varado
À espera da maré
Ou encher com bases fortes
Esses rios enormes
Que jorram de ti sem se ver
E chegar a se preencher
quem te venha a chegar a ler
Nesses frentes de frio que enfrentamos
Nessas dúvidas que se semeiam
E nos permeiam roendo a vontade
Que nos deixam em fragilidade
Perante a enorme sensibilidade
De se entretecer devagar
Fios de seda prateada
Qual caminho de estrelas
Na abóbada aveludada
nesse alabastro levantada
Que marca caminhos
Comezinhos e bem estreitos
Para se aprender
a andar a direito
Entre os que vagam
Essa linha solitária
Que traz a esta barca varada
As gentes que do mundo inteiro
Ainda se afagam com o olhar
Ainda se estremecem ao se abraçar
Ainda caminham do sol ao luar
E se deixar assim mostrar
Em lugares mais bem sonhados
E momentos tão preenchidos
Como bizarros
E se trazes essa luz de esperança
Do crer, do creditar
Do teu ser criança
Ainda a poderás vir a plantar
Entre corações sendo a par
Entre momentos
de lugares a se celebrar
Nesses tempos
Nos que te é dado
Ficar varado
À espera da maré
Ou encher com bases fortes
Esses rios enormes
Que jorram de ti sem se ver
E chegar a se preencher
quem te venha a chegar a ler
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