História de um Poema
Nesse lugar sem retorno
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
Que vive no viver a medo
Nesse estranho segredo
De crer
Sem saber
O que irá acontecer
E deixar-se levar
Nesse poema
que paira no ar
Que estará no ignorar
Se o momento presente
Sendo silente
Se vai iluminar
Nesse espaço
entre a gente
Voltar
A caminhar
A dar passos
E voar
Nas asas do momento
Que evocamos por dentro
E nos volta a afagar
E entrançar
Fios de prata bordada
Nessa veste tão amada
Que se pensava rasgada
Pela realidade ancorada
À espera de voltar a vogar
e nessa barca
Solitária
Que se destina
a um outro dia
E que voga
para a madrugada
Que anuncia
esse algo que se dizia
Que renascia na alvorada
Nessa melodia fugidia
No sabor do vento marcada
Nessa brisa citadina
Maresia tão bem sonhada
Que nos leva
Em vagas esmeriladas
Nessas pedras
Preciosas se imaginadas
À mão lavradas
Assim quais os campos
Sendo tantos
De verde tingidos
Desse algo
que no imenso
Do espaço
Perseguimos
E nesse momento
que se consegue
Na palma da mão
Ver a saltitar
Eco de coração sorridente
Que no meio da gente
Assim em melodia
Em algo de magia
Começou de novo a cantar
E o tempo se pinta de branco
Para o preencher devagar
Com linhas de letras imaginadas
Com sonhos dessas antigas alvoradas
Nessas vertentes
em nós cravadas
Assim desatadas
Pelas avalanches de lágrimas
Tão contidas como sonhadas
Alegrias vespertinas
Tristezas ignoradas
Sonhos de amarguras cuidadas
Plantadas na noite mais fria
Filhas do estio lembradas
Nesses momentos de estiva
Recolhidas
Assim sendo bem-amadas
Entre as linhas esguias
Entrelaçadas
Estendidas
Quais tranças
Da infância
renovada
nesses novos cordéis
Tão bem elaborados
Bordados entre cores
Desses momentos almejados
Em relances jamais alcançados
Ainda assim se estender a mão
Essa que sempre lançamos
Nesses abraços apertados
Que nos demos
Que entregamos
Quando de novo nos encontramos
Na página em branco
Silente
À nossa frente
Folha pairando
Nesse lugar poente
Esperando cores
De outros amores
A se saber pintar
E nesses lugar
encontrados
Voltar a semear
nesses momentos
apagados
afastados
desse querer
e voltar a crer
e saber amar
esse algo imaginado
sempre a passar a nosso lado
nesse impasse de se ser humano
todo teu viver assim iluminado
Até renascer
Devagar
Nessa melodia renovada
Uma fagulha a pairar
Nesse peito guardada
À espera de se incendiar
Na folha em branco deixada
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