Lista de Poemas

Sonhos nas sombras

Silêncio que rasgo no intento

De trazer essa luz à tua morada

 

Qual essa estrela de amor

Que antecede a alvorada

a bruma, o orvalho

esse algo de brio

Lembrando

a noite sonhada

 

E se deixa ficar,

nesse lugar ancorada

quando tudo esmorece

e a forma se enaltece

no que se definia

à luz do novo dia

assim permanecia
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A Vasilha bem amada

E esta vasilha

vai aguardando

Que desta forma

 

Sendo modelada

Essa lama vivente

Pelo amor desta vida

A mais terna morada

 

Que se fez assim despida

Para ser bem-nascida

Para bem ser amada

 

E nesse algo que nos anima

A cuidar desse bem amar

Que se instila

qual fogo lento

Em tudo o que vibra

por dentro

 

se expressa no brilho do olhar

nesse sorriso suave e sereno

nesse crer e confiar

nesse algo que não sabemos

 

E nesse mais amplo vagar

sendo qual passo apertado

até se embevecer do licor

que é graça de se ter amado
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Mergulho no Infinito

Neste mergulho no infinito

Desde onde se tenha escrito

À chegada mais se espera

Nesse olhar que se eleva

Ao se reconhecer

a gente cega

Que nasce

entre luz e treva

 

E no amor sendo forjada

aliança mais que sagrada

silêncio que prenuncia

nesse grito pleno dizia

Que o sorrir mais ameno

Era desse encanto pleno

 

Qual em grito de ave altiva

Qual em onda no mar alto

luz sobre a montanha antiga

Tudo em volta iluminando…

 

Nesse ribombar de alvorada

No cintilar de estrela amada

 

Manhãzinha tão sublime

ao peito assim se exprime

 

Nessa vaga que se aconchega

Nessa praia sempre se lembra

De se achegar a segredar

A força das marés

O amor do mais amplo mar
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Poesia para sempre

Um poema é para sempre

a poesia que abraça a mente

E traz o coração bem ao lado

 

E se se inspira

Nesse algo

que nunca é contado

 

Mas voga e salta

Em todos os poemas

que neste mundo

se tenham entregado
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Poema para perder o fôlego

Era a poesia era o canto

Era o parto mais incerto

De quem se quer tanto

 

Era o ritmo,

era a alegria

era a sintonia

se elevando…

 

Era esse manto

de fantasia

entretecida

Nesse algo

de esperanto

 

Era a pintura mais garrida

Alguma vez sonhada

 

Era a fantasia renascida

Alimentada pelo pranto

 

era falar sem saber que se dizia

até ler a letra vazia

preenchida desse algo mais alto

 

Era a noite mais luzidia

Anunciando a chegada

 

De tudo o que se bem sentia

Assim qual sendo a alvorada

 

Dessa compaixão

Comezinha

 

Misturada

 

Com a humanidade mais luzidia

Que ainda vaga pela estrada…

 

Assim traçada pelos dias

Pelas horas já marcadas

 

Pelas rotinas de si mesmas vazias

Se não se planta o que nos salva

 

De ser assim tão humildes

Cheios dessa maior inspiração

 

Canais ainda mais firmes

Para trazer de volta o coração

 

À razão mais inquieta

A essa humanidade que é a meta
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Frenesim de poesia

Neste frenesim inquieto

Nesse sentir irrequieto

Que nos invade e permeia

Quando se entrega

à luz do segredo

Esse cantar mais ledo

Que se entrelaça

E nos abraça

E acende

por dentro

quando se passa

Assim ao se entregar

Esse algo mais íntimo

Para se deixar levar

Esse segredo escondido

Ali onde se tenha esquecido

Deixado

Assim plantado

Para ser recolhido

Mesmo entre a luz da alvorada

 

Nessa orla orvalhada

Água íntima

Suor ardente

Ou nessa página marcada

Para ser assim enviada

A quem fosse leitor presente

 

Desse algo que voga na mente

E que advém desse algo mais quente

Que palpita no saber ser e estar

Qual na forma de se deixar levar

 

Pelas letradas palavras

Pelas linhas mais claras

Que nos é dado a entrelaçar

 

Por essas horas vagas

Preenchidas não levadas

De volta ao mar de amar

De onde emanam

Para onde regressam

Se não se fizer lugar

 

A que preencham

O tempo

Com a sua força imensa

A nos saber levar

Para esse momento que se não pensa

Para essa linha tão tensa

Que basta um toque

para a fazer vibrar…

E acender a melodia mais íntima

Que nos foi dado a saber cantar
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Aldeias das nossas terras

nesse tempo sabias

que o que mais querias

era voltar a andar

pelos tempos

pelos fundamentos

de tudo o que nos é dado a amar

e nesses trilhos comezinhos

nesses recantos sozinhos

nesses montes esquecidos

nessas aldeias banidos

ainda estavam

os que vogavam

entre o tempo a se rever

e o espaço a jamais se esquecer
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Nesse teu lei, jazendo em meu peito

Se neste mar de silêncio ficasse

sem o teu alento que passe

Neste meu rosto bafejado

Por tudo o que é

por dentro desejado

Ainda que ignorado

Por tudo o resto em meu redor

Se ficasse sem a tua canção de amor

Sem esse teu encanto

Sem esse som melodioso

Luz de vida que amo tanto

 

Se ficasse sem a tua água viva

Tão pura, transparente e cristalina

Para preencher os meus espaços

Esses onde me movo e que abraço

 

Esperando expressar

Espremer devagar

 

Esse algo sumarento

Do qual estou sedento

Para voltar a entregar

 

Nessa forma singela

Que nunca se gela

Assim o calor a nos abraçar

 

E essa humildade silvestre

Dessa flor que me deste

Um dia para plantar

 

Aromas de sonho e cetim

Pétalas nesse jardim

No meu peito poisado

Nesse teu leito sonhado
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Brado de poeta

Se nesse caminho traçado

No peito bem-amado

Se nesse destino velado

Que nos é entregue

 

Qual brado

A ser elevado

Nessa vida

Que nos definia

 

Assim qual recinto quebrado

Pelo ir mais além do que o fado

E encontrar nesse novo lugar

 

Assim sempre a palpitar

Oceano imenso

Que vai mais além

do que sinto e penso

Em ondas a sussurrar

Palavras de vida

e de encantar

 

Que permeiam minhas veias

E enchem estas artérias

Desse fluir vital

Entre o normal e o fenomenal

 

Que se apresenta

em cada virar de esquina

Que nos aquece e ilumina

Em momentos de divagar

 

Que pinta cores de fantasia

Onde a realidade morna se abria

E nos eleva ao mais amplo patamar

 

Ao se entender devagar

A mensagem

que esse sopro mais vivo

Passa entre o que leio e digo

 

Em silêncios ardentes

Nestas linhas que amamos

Preenchidas quais presentes
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poema longo II

Nessa linha desenhada

Pela mão sendo traçada

Amada

Delicada

Fina

Suave

Perfumada…

 

Por sonhos de alvorada

 

Pela seda mais fina

Transparecida

Pela luz da madrugada

 

Assim em traços

cintilantes

Desenhada

 

Qual estrada

No firmamento

Periclitante

Nesse alento

Algo sedento

Dessa água salgada

Que nos anima e nos afaga

Que nos fulmina para ser lavrada

 

Entre gotas

Dessa tinta

Íntima

Tão amada

 

Deixada

À solta

Nessa volta

Do destino

 

Que dá brilho

E equilíbrio

A esse princípio

Não nascido

Assim recriado

 

Pelo artista

Mais Divino

 

Em graça

Que se não passa

Se entretece

E se abraça

 

Se doa

Ainda que a mágoa

Esteja instilada

 

Entre cada pincelada

Dessa tela esbranquiçada

Esperando ser rasgada

Pela realidade mais amada

 

Ou ainda

Bafejada

Qual imagem espelhada

Assim sendo esbatida

Qual aquarela renascida

Nessa orla orvalhada

 

Onde se deixava

Prendada

Em gotas

pingentes

Transparentes

Frio fio fino

Que se destilava

 

Entre o suor

Bem quente

Que em areolas

Perladas

Se elevava

 

Calor de quem se amava

 

E nessa folha

Tão suavemente poisada

 

Na palma da mão

Sendo levada

 

No coração

Ainda guardada

 

Esperava

A palavra

 

Verbo distante

O ser substrato

Nesse solo

humidade

humanidade

sorvida qual apelo

pela pele sem segredo

 

revelada

nesse mais fino facto

 

Que se sonhava

E na realidade

A barca varada

Que se imaginava

 

E nas margens

Dessa fina folha

Ainda vogava

 

O mar de amores

Que se preparava

 

Nessas areias

Sendo aquecidas

Pelas peugadas

Assim levadas

Pelo som

Desse emoção

Quais vagas

 

Densas

Perfumadas

 

Pelo som da maré

a teu pé

nesse sopé

cume sem nome

 

Sendo lavrada

 

A imagem

Em ponto claro

Desse algo

Que se tenha amado

 

E nessa transparência

Doce sentença

Que se disfarça

 

Aparecem

Arcos de volta

E arcadas

 

E nessas letras

Sonhadas

 

Sem se deixar

Assim desenhar

Abraçadas

Nesses olhares…

Se chegar a entrever

 

Olhares de crer

E mais bem querer

 

Nesse voltar

Sem se saber

 

Nesse descobrir

Sem querer

 

Assim tanto

Se vai voltando

 

A escrever

 

O por enquanto

O momento

Que vai ficando

 

E entre tanto

Se vai passando

 

Esse fio

Mais fino

Que o cabelo

Mais pristino

Orlado

Dessas gotas

De mais puro cristal

que se têm emanado

 

Suor desse amor

Que se tem prezado

 

Calor dessa imensidão

Qual maior união

Nesse abraço dado

 

E nessa orvalho

Qual flor silvestre

Em pétalas de vestes

Que se tenham

assim desenhado

 

Nesse teu ser

Que veja sem ver

 

Nesse algo

Que ainda

chegará a o ser

 

E nesse veludo

Mais bem calado

 

Que fala e nos diz

O que nos tem contado

(…)
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