Lista de Poemas
A invenção da noite
De onde vieste ó noite
Apareces para que eu durma
Revelas-te para que eu sonhe
Quem te fez assim quieta ó noite?
Tranquila e serena por detrás do silêncio da tarde.
Ficas o dia empoleirada por sobre as árvores
A olhar o horizonte
À espera que a penumbra te desperte
E quando o sol te beija a tua cauda derrama-se na boca
do vento
E sinto um sopro em mim
Um sopro que desperta e adormece
Noite que velas o meu sono
Ó noite, cujo silêncio é a orla da vida
Noite que me encontra
E me abraça
Com olhos de despedida.
Ó noite que apagas o dia
E com ele o tempo vivido
A terra roda velozmente
Viaja sem ter partido.
14/03/2018
C. A. Afonso
Apareces para que eu durma
Revelas-te para que eu sonhe
Quem te fez assim quieta ó noite?
Tranquila e serena por detrás do silêncio da tarde.
Ficas o dia empoleirada por sobre as árvores
A olhar o horizonte
À espera que a penumbra te desperte
E quando o sol te beija a tua cauda derrama-se na boca
do vento
E sinto um sopro em mim
Um sopro que desperta e adormece
Noite que velas o meu sono
Ó noite, cujo silêncio é a orla da vida
Noite que me encontra
E me abraça
Com olhos de despedida.
Ó noite que apagas o dia
E com ele o tempo vivido
A terra roda velozmente
Viaja sem ter partido.
14/03/2018
C. A. Afonso
👁️ 18
Escrever
Quero falar
Retirar das palavras o pó
Deixar-me levar
Para onde possa esquecer
Esta forma de estar só
A escrever.
Levar a palavra
De boca em boca
Para que a alma abra
O significado de ser
Onde o corpo sufoca
O acontecer.
Quero falar
Sem nunca escrever.
Escrever é caminhar
Sem nada dizer,
E sem ter vivido
Morrer.
11/02/2019
C. A. Afonso
Retirar das palavras o pó
Deixar-me levar
Para onde possa esquecer
Esta forma de estar só
A escrever.
Levar a palavra
De boca em boca
Para que a alma abra
O significado de ser
Onde o corpo sufoca
O acontecer.
Quero falar
Sem nunca escrever.
Escrever é caminhar
Sem nada dizer,
E sem ter vivido
Morrer.
11/02/2019
C. A. Afonso
👁️ 19
Sol português
O relógio da torre
Já não sabe as horas.
Há muito que morre:
-Relógio que choras.
Mãos que se estendem
A tantos porquês…
Macias, que entendem
Falar Português.
E a hora é agora
Dissipa-se o mal
Por dentro e por fora
Nasce Portugal.
1989, Sintra
C. A. Afonso
Já não sabe as horas.
Há muito que morre:
-Relógio que choras.
Mãos que se estendem
A tantos porquês…
Macias, que entendem
Falar Português.
E a hora é agora
Dissipa-se o mal
Por dentro e por fora
Nasce Portugal.
1989, Sintra
C. A. Afonso
👁️ 20
Aqui o sonho
Contigo, o sonho
Nada em mim é disperso;
Para quê ser homo
Se posso ser universo?
Querer-te na palavra
Entre a paixão e a voz,
Uma chave que abra
A alma de estar a sós.
Talvez perder-me no gesto
Que materializa o desejo,
Em tudo o que é manifesto
Guardado à sombra de um beijo.
Existir sem resistir
Sem o toque das razões,
Chorar depois de sorrir
Ter no peito as emoções.
A vida é feita no traço
Que desenha o coração
Do tamanho de um abraço
Onde cabe a multidão.
04/01/2019
C. A. Afonso
Nada em mim é disperso;
Para quê ser homo
Se posso ser universo?
Querer-te na palavra
Entre a paixão e a voz,
Uma chave que abra
A alma de estar a sós.
Talvez perder-me no gesto
Que materializa o desejo,
Em tudo o que é manifesto
Guardado à sombra de um beijo.
Existir sem resistir
Sem o toque das razões,
Chorar depois de sorrir
Ter no peito as emoções.
A vida é feita no traço
Que desenha o coração
Do tamanho de um abraço
Onde cabe a multidão.
04/01/2019
C. A. Afonso
👁️ 15
Não ter pressa
Nunca ter pressa.
Ter pressa é perder-se do tempo,
Cair por dentro do instante, em movimento,
Passar para a frente do agora
E esquecer-se da aurora.
Ter pressa é sair a correr pela vida
Sem passar na porta de casa,
É não arder intensamente
Quando se é brasa.
Ter pressa é fugir da jornada
Não parar para escutar o que se é,
Seguir sem nunca mudar de estrada
E perder a fé.
17/01/2020
C. A. Afonso
Ter pressa é perder-se do tempo,
Cair por dentro do instante, em movimento,
Passar para a frente do agora
E esquecer-se da aurora.
Ter pressa é sair a correr pela vida
Sem passar na porta de casa,
É não arder intensamente
Quando se é brasa.
Ter pressa é fugir da jornada
Não parar para escutar o que se é,
Seguir sem nunca mudar de estrada
E perder a fé.
17/01/2020
C. A. Afonso
👁️ 123
Criança em ruínas
Tenho quatro anos
Que fiz no infantário
A mãe diz-me que estamos
A dois do ensino primário
Chega, ao fim da tarde
Conversa co’ a empregada
Por mais que eu a apresse
Ela diz: – Não demoro nada!
Eu quero ir embora
Preciso do meu quarto
É tão tarde esta hora
E eu sinto-me tão farto
Passei o dia inteiro
A cumprir tantos deveres
Que até lhe sinto o cheiro
Em todas as mulheres
Vou dizer ao meu pai
Que a mãe está cansada
Por vezes ela sai
E esquece-se da estrada
Senta-se e chora, perdida,
Como se fora outra alma
Como se fora outra vida!
Vida que não tem calma
E eu perco-me com ela
Ficamos os dois sem norte
Sem porta e sem janela
Que nos traga a luz da sorte
Não me posso dispersar
Preciso de ver o meu pai
Dizer-lhe para ficar
Que sem ele o mundo cai
Mas ele também se perdeu
Esqueceu-se da morada
Ou quem sabe morreu
Sozinho no vão da escada.
Percorro o secundário
Subo e desço as ermidas
Desde o ensino primário
Passaram-se tantas vidas
Preciso do meu quarto
Deitar-me na minha cama
É lá que ouço mais perto
Aquela voz que me chama
É lá onde estou comigo
E teço o meu horizonte,
O meu deserto o meu abrigo
Onde o mundo está distante.
É lá que vou encontrar-te
Ao chegar a minha hora
É lá que eu vou dizer-te:
– Pai, nunca foste embora.
C. A. Afonso
Que fiz no infantário
A mãe diz-me que estamos
A dois do ensino primário
Chega, ao fim da tarde
Conversa co’ a empregada
Por mais que eu a apresse
Ela diz: – Não demoro nada!
Eu quero ir embora
Preciso do meu quarto
É tão tarde esta hora
E eu sinto-me tão farto
Passei o dia inteiro
A cumprir tantos deveres
Que até lhe sinto o cheiro
Em todas as mulheres
Vou dizer ao meu pai
Que a mãe está cansada
Por vezes ela sai
E esquece-se da estrada
Senta-se e chora, perdida,
Como se fora outra alma
Como se fora outra vida!
Vida que não tem calma
E eu perco-me com ela
Ficamos os dois sem norte
Sem porta e sem janela
Que nos traga a luz da sorte
Não me posso dispersar
Preciso de ver o meu pai
Dizer-lhe para ficar
Que sem ele o mundo cai
Mas ele também se perdeu
Esqueceu-se da morada
Ou quem sabe morreu
Sozinho no vão da escada.
Percorro o secundário
Subo e desço as ermidas
Desde o ensino primário
Passaram-se tantas vidas
Preciso do meu quarto
Deitar-me na minha cama
É lá que ouço mais perto
Aquela voz que me chama
É lá onde estou comigo
E teço o meu horizonte,
O meu deserto o meu abrigo
Onde o mundo está distante.
É lá que vou encontrar-te
Ao chegar a minha hora
É lá que eu vou dizer-te:
– Pai, nunca foste embora.
C. A. Afonso
👁️ 132
O cheiro das palavras
As palavras
Cheiram a maresias
Cheiram a horas perdidas ou ganhas
Cheiram a tempo,
A peixe no pregão
Cheiram a meses e a dias,
Invisíveis e às vezes tamanhas
As palavras
Leva-as o vento
Cheiram a água da ribeira com sabão
cheiram a melodia
A vazio
Cheiram a razão
Cheiram a sim e a não
Cheiram a frio.
As palavras
Fervem por vezes entre a boca
Cheiram a infinito,
Bafo que nos sufoca
Cheiram a peixe frito.
Às vezes são silêncio
Outras, instante
Cheiram a sonho
Com sabor a amante.
As palavras
São por vezes indizíveis
Amargas ou magoadas
Um pedaço de impossível
Ásperas e alheadas.
Cheiram a tempo perdido
Por entre o coração
Perdidas no ouvido
Esquecidas do que são.
18/03/2019
C. A. Afonso
Cheiram a maresias
Cheiram a horas perdidas ou ganhas
Cheiram a tempo,
A peixe no pregão
Cheiram a meses e a dias,
Invisíveis e às vezes tamanhas
As palavras
Leva-as o vento
Cheiram a água da ribeira com sabão
cheiram a melodia
A vazio
Cheiram a razão
Cheiram a sim e a não
Cheiram a frio.
As palavras
Fervem por vezes entre a boca
Cheiram a infinito,
Bafo que nos sufoca
Cheiram a peixe frito.
Às vezes são silêncio
Outras, instante
Cheiram a sonho
Com sabor a amante.
As palavras
São por vezes indizíveis
Amargas ou magoadas
Um pedaço de impossível
Ásperas e alheadas.
Cheiram a tempo perdido
Por entre o coração
Perdidas no ouvido
Esquecidas do que são.
18/03/2019
C. A. Afonso
👁️ 124
Portugal
Este Portugal
É um país desigual.
A única verdade que toda a gente aceita
É que é tudo igual à esquerda e à direita.
Ser político é aceder às monarquias
É ter emprego e benefícios sem corte
Viver à grande, ser diferente todos os dias
Dividir o povo, esmagar quem nascer forte.
É tudo verde ou vermelho, tão singelo,
Dão-se vivas à diferença sem ter look
Todos somos um pouco de Marcelo
A fazer da presidência um facebook.
Vivemos na ilusão, tudo é simbólico
Há castelos e pontes a ruir
Em cada português um alcoólico
Um dia deixaremos de existir.
11/02/2019
C. A. Afonso
É um país desigual.
A única verdade que toda a gente aceita
É que é tudo igual à esquerda e à direita.
Ser político é aceder às monarquias
É ter emprego e benefícios sem corte
Viver à grande, ser diferente todos os dias
Dividir o povo, esmagar quem nascer forte.
É tudo verde ou vermelho, tão singelo,
Dão-se vivas à diferença sem ter look
Todos somos um pouco de Marcelo
A fazer da presidência um facebook.
Vivemos na ilusão, tudo é simbólico
Há castelos e pontes a ruir
Em cada português um alcoólico
Um dia deixaremos de existir.
11/02/2019
C. A. Afonso
👁️ 123
PAI
Qualquer dia, pai
Deixamos de existir,
Não porque tenhamos partido deste mundo
Ou ao contrário,
Este mundo tenha partido de nós!
Mas pela simples razão desconcertada
De nos quererem apagar do calendário.
Eles não sabem nem sonham
O que tu significas para mim,
Que para existir um sol
Tem de existir uma lua;
Que aos dias claros
Se sucedem noites escuras;
Que a vida é este desconcerto
É calma, agitação, movimento,
Que é sol, brasa, chuva, frio, é tormento;
Eles não sabem nem sonham
Que tu me deste a medida da distância,
Este meu olhar seguro para a verdade,
Que sem ti o amor não tinha dinâmica, nem constância,
Nem existia nos meus olhos a palavra Saudade.
Eles não sabem nem sonham, pai,
Que tu e eu somos a mesma palavra também
E dentro de nós existe uma outra ainda,
Tão linda como esta que é Mãe.
Dia do pai: 19/03/2016
C. A. Afonso
Deixamos de existir,
Não porque tenhamos partido deste mundo
Ou ao contrário,
Este mundo tenha partido de nós!
Mas pela simples razão desconcertada
De nos quererem apagar do calendário.
Eles não sabem nem sonham
O que tu significas para mim,
Que para existir um sol
Tem de existir uma lua;
Que aos dias claros
Se sucedem noites escuras;
Que a vida é este desconcerto
É calma, agitação, movimento,
Que é sol, brasa, chuva, frio, é tormento;
Eles não sabem nem sonham
Que tu me deste a medida da distância,
Este meu olhar seguro para a verdade,
Que sem ti o amor não tinha dinâmica, nem constância,
Nem existia nos meus olhos a palavra Saudade.
Eles não sabem nem sonham, pai,
Que tu e eu somos a mesma palavra também
E dentro de nós existe uma outra ainda,
Tão linda como esta que é Mãe.
Dia do pai: 19/03/2016
C. A. Afonso
👁️ 132
Cadernos matinais
Hoje
Quando a manhã acordou
Naquele preciso instante
Em que os primeiros raios de sol
Esventraram o dia,
Quando amanheceram as cigarras ao
Beijar das ondas de calor,
Precisamente no instante em que o rouxinol se calou;
O momento em que a frescura da aurora se perdeu,
Pensei em ti.
Pensei e demorei-te na memória:
O teu rosto que não olho há milhares de anos;
Esse rosto que me habita desde o princípio,
Desde o primeiro momento;
O rosto que hoje me falta
Porque foste embora
De tanto estares em mim;
Hoje
Quando a manhã acordou
Tu acordaste com ela,
Habitaste a despedida e partiste
Como quem chega a outro planeta;
Com a mesma alegria de quem viaja aceso de liberdade
pelo Universo;
Partiste em mim porque eu já não sei pensar-te
E não te pensar
É perder todos os instantes
Plantar árvores sem raízes,
Esquecer os dias em que fomos amantes
E estávamos felizes
Por não existir antes.
11/02/2019
C. A. Afonso
Quando a manhã acordou
Naquele preciso instante
Em que os primeiros raios de sol
Esventraram o dia,
Quando amanheceram as cigarras ao
Beijar das ondas de calor,
Precisamente no instante em que o rouxinol se calou;
O momento em que a frescura da aurora se perdeu,
Pensei em ti.
Pensei e demorei-te na memória:
O teu rosto que não olho há milhares de anos;
Esse rosto que me habita desde o princípio,
Desde o primeiro momento;
O rosto que hoje me falta
Porque foste embora
De tanto estares em mim;
Hoje
Quando a manhã acordou
Tu acordaste com ela,
Habitaste a despedida e partiste
Como quem chega a outro planeta;
Com a mesma alegria de quem viaja aceso de liberdade
pelo Universo;
Partiste em mim porque eu já não sei pensar-te
E não te pensar
É perder todos os instantes
Plantar árvores sem raízes,
Esquecer os dias em que fomos amantes
E estávamos felizes
Por não existir antes.
11/02/2019
C. A. Afonso
👁️ 23
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
C. A. Afonso
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
https://www.facebook.com/psicologiajudiciaria/
https://www.facebook.com/contosdemontesinho/
https://www.facebook.com/clubeleiturafernandopessoa/
https://www.facebook.com/cadernosibericos/
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
https://www.facebook.com/psicologiajudiciaria/
https://www.facebook.com/contosdemontesinho/
https://www.facebook.com/clubeleiturafernandopessoa/
https://www.facebook.com/cadernosibericos/
Português
English
Español