Lista de Poemas
Balada do universo
Eu sou a carne intocada
Corpo saído dos céus
Sou a alma imaculada
Moldada nas mãos de Deus.
Eu sou o anjo que resta,
Um templo sem profanar;
A flor verde da giesta,
Rosa branca do altar.
Eu sou a mão da fortuna,
O último passageiro…
Sopro de areia na duna
Um pouco do mundo inteiro.
Sou a lágrima perdida
Que de rosto não caiu,
Sou a clareira da vida
Chama que a luz nunca viu.
20/05/1982, Lisboa
C. A. Afonso
Corpo saído dos céus
Sou a alma imaculada
Moldada nas mãos de Deus.
Eu sou o anjo que resta,
Um templo sem profanar;
A flor verde da giesta,
Rosa branca do altar.
Eu sou a mão da fortuna,
O último passageiro…
Sopro de areia na duna
Um pouco do mundo inteiro.
Sou a lágrima perdida
Que de rosto não caiu,
Sou a clareira da vida
Chama que a luz nunca viu.
20/05/1982, Lisboa
C. A. Afonso
👁️ 8
Mulher de março
A mulher de Março
Aquela que luta
Com desembaraço
Contra filhos da puta!
Os filhos da puta
Da porta da frente
Com coragem luta
Em contracorrente
Quebra as amarras
Ganha liberdades
Amor que separas
Mentiras verdades
A mulher de Março
Nasceu da semente
Moldada no aço
Da dor que não sente.
É alma, é corpo
É luz transparente
É instante, é sopro
A força da gente.
03/03/2017
C. A. Afonso
Aquela que luta
Com desembaraço
Contra filhos da puta!
Os filhos da puta
Da porta da frente
Com coragem luta
Em contracorrente
Quebra as amarras
Ganha liberdades
Amor que separas
Mentiras verdades
A mulher de Março
Nasceu da semente
Moldada no aço
Da dor que não sente.
É alma, é corpo
É luz transparente
É instante, é sopro
A força da gente.
03/03/2017
C. A. Afonso
👁️ 122
Um dia acordas num banco à beira da estrada
Um dia acordas num banco à beira da estrada
De uma noite em que foste ausência e dor
E mais nada,
E percebes que já não há amor
Espalhado pelo chão,
No seu lugar está um coração
Que desenha o pó;
A tua teimosia de ali permanecer
É de que o teu nó
Na garganta vá desaparecer.
Um dia vais deitar-te num banco à beira do cansaço
Venceste mas não tens ninguém
À espera de um abraço,
Ninguém.
Percebes que a vida passou
E que tudo mudou.
Mas tu permaneces com a mesma solidão nos pés
No fundo dos lábios tens esse fosso,
Onde cada palavra morre como as marés
E os teus olhos brilham como a água no poço.
03/04/2019
C. A.Afonso
De uma noite em que foste ausência e dor
E mais nada,
E percebes que já não há amor
Espalhado pelo chão,
No seu lugar está um coração
Que desenha o pó;
A tua teimosia de ali permanecer
É de que o teu nó
Na garganta vá desaparecer.
Um dia vais deitar-te num banco à beira do cansaço
Venceste mas não tens ninguém
À espera de um abraço,
Ninguém.
Percebes que a vida passou
E que tudo mudou.
Mas tu permaneces com a mesma solidão nos pés
No fundo dos lábios tens esse fosso,
Onde cada palavra morre como as marés
E os teus olhos brilham como a água no poço.
03/04/2019
C. A.Afonso
👁️ 136
Dias manhãs
e agora,
por onde desaba a palavra
de entre o odor putrefeito?
milhares de olhos tecidos de cultura
e leviatã intocável
hirto por dentro de cada verso do corpo.
no adn persistem as
suas garras sem memória nem destino
tudo é poeira no ciclo da água
vento, lama e fraga.
Tanta alegria imerecida
quanta tristeza de ser
a morte que nasce em ti antes da vida
a esquecer.
azuis os olhos que trazem o céu
tu já não estás aqui
nem eu.
14/03/2018
C. A. Afonso
por onde desaba a palavra
de entre o odor putrefeito?
milhares de olhos tecidos de cultura
e leviatã intocável
hirto por dentro de cada verso do corpo.
no adn persistem as
suas garras sem memória nem destino
tudo é poeira no ciclo da água
vento, lama e fraga.
Tanta alegria imerecida
quanta tristeza de ser
a morte que nasce em ti antes da vida
a esquecer.
azuis os olhos que trazem o céu
tu já não estás aqui
nem eu.
14/03/2018
C. A. Afonso
👁️ 24
Ser poeta
Ser poeta é maldição
É ter nascido sem ‘sperança,
É, dentro do coração,
Nunca ter sido criança...
É nunca existir agora
Partilhar de um outro olhar
É partir sem ir embora
Chegar sem nunca chegar.
É não querer explicação
Para tudo o que se sente
Colocar o coração
No lugar frio da mente.
Ser poeta é um destino
Que não leva a nenhum lado
Ser homem sem ser menino
Sem futuro nem passado.
19/01/2019
C. A. Afonso
É ter nascido sem ‘sperança,
É, dentro do coração,
Nunca ter sido criança...
É nunca existir agora
Partilhar de um outro olhar
É partir sem ir embora
Chegar sem nunca chegar.
É não querer explicação
Para tudo o que se sente
Colocar o coração
No lugar frio da mente.
Ser poeta é um destino
Que não leva a nenhum lado
Ser homem sem ser menino
Sem futuro nem passado.
19/01/2019
C. A. Afonso
👁️ 140
Palavras
Com palavras
Curtas ou compridas
Ditas em horas felizes
Ou amarguradas
Se constroem vidas
Se criam raízes
Se percorrem estradas.
Com palavras
Gestos do pensamento
Que pintam o que há em nós,
Emoção materializada
Estrelas de firmamento
Pedaços de tudo e de nada
A iluminar a voz.
19/11/2018
C. A. Afonso
Curtas ou compridas
Ditas em horas felizes
Ou amarguradas
Se constroem vidas
Se criam raízes
Se percorrem estradas.
Com palavras
Gestos do pensamento
Que pintam o que há em nós,
Emoção materializada
Estrelas de firmamento
Pedaços de tudo e de nada
A iluminar a voz.
19/11/2018
C. A. Afonso
👁️ 125
Morrer
Morrer
É deixar de ver a curva na estrada,
Mudar os olhos
Para outra morada
E deixar de acender
Os pensamentos,
Na vez de eles passar a ter nada.
Morrer
É perder a ideia de existir,
Apagar os sonhos
Deixar de dormir
É esquecer
Os sentimentos
É nunca chegar nem partir.
15/03/2019
C. A. Afonso
É deixar de ver a curva na estrada,
Mudar os olhos
Para outra morada
E deixar de acender
Os pensamentos,
Na vez de eles passar a ter nada.
Morrer
É perder a ideia de existir,
Apagar os sonhos
Deixar de dormir
É esquecer
Os sentimentos
É nunca chegar nem partir.
15/03/2019
C. A. Afonso
👁️ 137
Horas esculturas
Aqui estou,
A esculpir a tarde com os olhos doridos
Rasos de imagens que segredam memórias,
Imagens que não querem desprender-se do tempo,
Agarradas a cada gesto de pensar
Como se a qualquer momento
Nascessem para me levar.
Aqui estou,
Colado aos dias com vontade alheia
A não ouvir o que sinto, não pensar o que sou,
A força do meu braço
É como a chama da vela que serpenteia,
Há um mar de sargaço
A insistir na orla da praia sobre a maré cheia.
Aqui estou,
Onde não há mais nada do que haver aqui
Tudo o que faça é real do que é
Irreal do que eu sou,
O mais que me ficou
Permanece onde senti,
Por detrás do horizonte dos homens sem fé.
14/03/2018
C. A. Afonso
A esculpir a tarde com os olhos doridos
Rasos de imagens que segredam memórias,
Imagens que não querem desprender-se do tempo,
Agarradas a cada gesto de pensar
Como se a qualquer momento
Nascessem para me levar.
Aqui estou,
Colado aos dias com vontade alheia
A não ouvir o que sinto, não pensar o que sou,
A força do meu braço
É como a chama da vela que serpenteia,
Há um mar de sargaço
A insistir na orla da praia sobre a maré cheia.
Aqui estou,
Onde não há mais nada do que haver aqui
Tudo o que faça é real do que é
Irreal do que eu sou,
O mais que me ficou
Permanece onde senti,
Por detrás do horizonte dos homens sem fé.
14/03/2018
C. A. Afonso
👁️ 18
Urgência
É urgente o dia
Urgente a palavra
A gaivota que transcreve o silêncio;
É urgente amanhecer
Cada janela é urgente,
É urgente viver.
É urgente o amor
Urgente o olhar
Os lábios que dizem o instante;
É urgente ser
Mais do que si próprio,
É urgente morrer.
É urgente a poesia
Urgente a paixão
Um mundo que gira no olhar;
A saudade é urgente
Um pedaço de ilusão,
É urgente sonhar.
17/04/2018
C. A. Afonso
Urgente a palavra
A gaivota que transcreve o silêncio;
É urgente amanhecer
Cada janela é urgente,
É urgente viver.
É urgente o amor
Urgente o olhar
Os lábios que dizem o instante;
É urgente ser
Mais do que si próprio,
É urgente morrer.
É urgente a poesia
Urgente a paixão
Um mundo que gira no olhar;
A saudade é urgente
Um pedaço de ilusão,
É urgente sonhar.
17/04/2018
C. A. Afonso
👁️ 129
À espera
Estamos à espera
Da noite que chega
E depois acaba,
À espera do dia
Dia que aqui estava,
Este e outro mais
Sombra de desgraça.
À espera, quem sabe
De mais alegria.
Estamos à espera
De outra companhia.
Da noite, do dia
A hora acordada
Hora que não passa
Na tarde sombria
À espera de nada.
21/03/2020
C. A. Afonso
Da noite que chega
E depois acaba,
À espera do dia
Dia que aqui estava,
Este e outro mais
Sombra de desgraça.
À espera, quem sabe
De mais alegria.
Estamos à espera
De outra companhia.
Da noite, do dia
A hora acordada
Hora que não passa
Na tarde sombria
À espera de nada.
21/03/2020
C. A. Afonso
👁️ 138
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C. A. Afonso
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
https://www.facebook.com/psicologiajudiciaria/
https://www.facebook.com/contosdemontesinho/
https://www.facebook.com/clubeleiturafernandopessoa/
https://www.facebook.com/cadernosibericos/
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
https://www.facebook.com/psicologiajudiciaria/
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