Lista de Poemas
Basta!
Tem de haver um momento em que dizer basta é mesmo
basta.
Um momento em que tudo cessa no mais quieto instante
porque tu queres.
Como um botão que desliga o tempo
e interrompe o devir.
E assim ficar suspenso num astro ou estrela, sem pensamentos
ou memórias.
Sem ruído ao fundo
apenas aragem na carícia da pele,
Existir em fotografia captada nesse instante
e depois,
quando apetecer viver
encontrar o mundo mais adiante.
19/09/2019
C. A. Afonso
basta.
Um momento em que tudo cessa no mais quieto instante
porque tu queres.
Como um botão que desliga o tempo
e interrompe o devir.
E assim ficar suspenso num astro ou estrela, sem pensamentos
ou memórias.
Sem ruído ao fundo
apenas aragem na carícia da pele,
Existir em fotografia captada nesse instante
e depois,
quando apetecer viver
encontrar o mundo mais adiante.
19/09/2019
C. A. Afonso
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Neófito, quem és?
Não sei como chegaste até mim!
Vieste suavemente
Descer ao centro da terra
Onde ficaste encerrado.
Ali despiste a vida e renasceste,
Ali cada ideia em ti morreu
Como os teus preconceitos,
Um novo tu se forjou na terra de breu.
Permaneceste longo tempo calado
À espera que a palavra te encontrasse.
Para que o teu novo eu,
Despido de todos os metais,
Se revelasse com audácia.
E agora és matéria de um novo universo
Tudo o que és se revelou à sombra da acácia.
Neófito, doaste o teu coração
Para construir um templo de alegria,
O teu caminho, trilhado de imperfeição,
Molda as cordas do templo de Salomão,
Talhas a pedra da meia-noite ao meio dia.
30.12.2017
C. A. Afonso
Vieste suavemente
Descer ao centro da terra
Onde ficaste encerrado.
Ali despiste a vida e renasceste,
Ali cada ideia em ti morreu
Como os teus preconceitos,
Um novo tu se forjou na terra de breu.
Permaneceste longo tempo calado
À espera que a palavra te encontrasse.
Para que o teu novo eu,
Despido de todos os metais,
Se revelasse com audácia.
E agora és matéria de um novo universo
Tudo o que és se revelou à sombra da acácia.
Neófito, doaste o teu coração
Para construir um templo de alegria,
O teu caminho, trilhado de imperfeição,
Molda as cordas do templo de Salomão,
Talhas a pedra da meia-noite ao meio dia.
30.12.2017
C. A. Afonso
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Acontecer
Onde estiveres
está inteiro.
Quando olhares uma flor
vê apenas uma flor.
Se respirares a maresia
partilha esse aroma contigo
e sente alegria.
Quando escurecer, vive a noite
e se a manhã acordar
abre os olhos com ela sem hesitar.
Não percas tempo a estar noutro local
que não seja onde estás.
A tua memória é o instante em que a vida acontece.
Tudo o resto esquece.
2018
C. A. Afonso
está inteiro.
Quando olhares uma flor
vê apenas uma flor.
Se respirares a maresia
partilha esse aroma contigo
e sente alegria.
Quando escurecer, vive a noite
e se a manhã acordar
abre os olhos com ela sem hesitar.
Não percas tempo a estar noutro local
que não seja onde estás.
A tua memória é o instante em que a vida acontece.
Tudo o resto esquece.
2018
C. A. Afonso
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Apocalipse
Relembro dias intactos
Noites perdidas de sono
Instantes que mudaram os factos
Vidas de abandono.
E relembro tardes anãs
Desesperos tolhidos à sorte
Dias sem ter amanhãs
Crianças que abraçaram a morte.
Relembro os grandes mistérios
Que deixam o povo sozinho,
Homens que roubam hemisférios
À custa do pão e do vinho.
E relembro verdades perdidas
Por entre a sombra dos dias
Mentiras que roubam as vidas,
Solidões ferozes e vazias.
11/09/2018
C. A. Afonso
Noites perdidas de sono
Instantes que mudaram os factos
Vidas de abandono.
E relembro tardes anãs
Desesperos tolhidos à sorte
Dias sem ter amanhãs
Crianças que abraçaram a morte.
Relembro os grandes mistérios
Que deixam o povo sozinho,
Homens que roubam hemisférios
À custa do pão e do vinho.
E relembro verdades perdidas
Por entre a sombra dos dias
Mentiras que roubam as vidas,
Solidões ferozes e vazias.
11/09/2018
C. A. Afonso
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Memórias
Relembro dias intactos
Noites perdidas de sono
Instantes que mudaram os factos
Vidas ao abandono...
E relembro tardes anãs
Desesperos perdidos à sorte
Dias sem ter amanhãs
Crianças que abraçaram a morte.
Relembro os grandes mistérios
Que deixam o povo sozinho
Homens que roubam hemisférios
À custa do pão e do vinho.
E relembro verdades perdidas
Por entre a sombra dos dias
Mentiras que roubam vidas,
Solidões ferozes e frias.
28/09/2018
C. A. Afonso
Noites perdidas de sono
Instantes que mudaram os factos
Vidas ao abandono...
E relembro tardes anãs
Desesperos perdidos à sorte
Dias sem ter amanhãs
Crianças que abraçaram a morte.
Relembro os grandes mistérios
Que deixam o povo sozinho
Homens que roubam hemisférios
À custa do pão e do vinho.
E relembro verdades perdidas
Por entre a sombra dos dias
Mentiras que roubam vidas,
Solidões ferozes e frias.
28/09/2018
C. A. Afonso
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C. A. Afonso
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
https://www.facebook.com/psicologiajudiciaria/
https://www.facebook.com/contosdemontesinho/
https://www.facebook.com/clubeleiturafernandopessoa/
https://www.facebook.com/cadernosibericos/
Nascido em 1962 em Nuzedo de Cima-Vinhais, Licenciado em Psicologia Clínica e representado pela Ordem dos Psicólogos, Mestrado em Comportamento Desviante e a desenvolver Doutoramento em Ciências Forenses.
Foi Oficial Miliciano no Centro de Instrução em Operações Especiais-RANGERS em Lamego de 1983-1985.
Encontra-se desde outubro de 2022 na disponibilidade depois de 37 anos consecutivos ao serviço da Polícia Judiciária, onde foi coordenador de investigação criminal na Secção de Informação da Unidade de Cibercrime.
É formador certificado pelo IEFP e pelo Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
É Diretor de Psicodrama , Sócio Titular da Sociedade Portuguesa de Psicodrama tendo realizado a supervisão clínica com o Professor José Luís Pio de Abreu de Coimbra e Professor Roma Torres do Porto.
Professor Convidado pelo ISCSP desde 2012 na Pós-Graduação de Antropologia Biológica e Forense onde fundou o Tema de PROFILLING CRIMINAL.
Foi dirigente da ASFICPJ, fundador do Gabinete de Psicologia e Aconselhamento deste sindicato, Gabinete que dirigiu de 2005 a 2022.
Diretor da Revista de Investigação Criminal e Ciências Forenses pertencente a este sindicato da Polícia Judiciária de 2019 a 2022.
Fundador do Observatório da Investigação Criminal e Ciências Forenses e da Associação Portuguesa de Psicologia Judiciária e Ciências Forenses.
Fundador da Academia de Letras de Trás-os-Montes da qual é o Sócio nº 3.
Associado da Academia de Letras e Artes de Portugal.
Participou em diversos programas televisivos sobre criminalidade, nomeadamente nos Casos O Estripador de Lisboa para TVI e ANÓNIMOS na RTP1 e comentou muitos outros casos mediáticos nacionais e estrangeiros.
Representado pela Sociedade Portuguesa de Autores e é autor de diversos Livros nas modalidades de Poesia, Romance e Conto, tendo iniciado a sua atividade literária nos Jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Poetas e Trovadores.
Três dos seus livros fazem parte do plano nacional de leitura em escolas nacionais como o caso do romance A ESPADA DE SANTA MARIA, em Portimão e Aveiro, ANTOLOGIA BREVE em Portimão e A HORA DO LOBO em Caldas da Rainha.
Tem efetuado diversas intervenções em escolas um pouco por todo o país nomeadamente em Lisboa, Leiria, Aveiro, Portimão, Guimarães, Angra do Heroísmo, Ferreira do Alentejo, Caldas da Rainha entre outros.
A sua poesia e contos foram ainda trabalhados como tema anual em escolas noutros países de língua portuguesa como foi em São Paulo - Brasil onde participou em debates com alunos e professores através de ligações online.
Em termos bibliográficos tem uma obra dispersa no tempo que se iniciou em 1982 e prossegue até aos dias de hoje conforme seguidamente descrita:
BIBLIOGRAFIA:
Edições individuais:
1982 - A Sombra da Minha, Poesia.
1995 – Paisagem da Lua-verde, Poesia
1996 – Circulo Ardente, Poesia,
2014 - A Espada de Santa Maria, Romance.
2018 – A Hora do Lobo, Contos de Montesinho
2018 – Antologia Breve, Poesia, Antologia Poética.
2020 – A Forma das Horas, Poesia, Antologia Poética.
Coletivos:
1986- III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, Poesia. Lisboa.
1996 – Bosque Flutuante, Poesia, Antologia Poética contemporânea. Lisboa.
1998 – Um outro olhar, Poesia e Conto, Colectânea da Polícia Judiciária. Lisboa.
2016 – Love Box de Ricardo Passos, Textos de vários autores e ilustrações de Ricardo Passos. Lisboa.
2019 – Poetas D’hoje Cantam a Saudade, Colectânea do Grupo de Poesia Beira Ria – Aveiro.
2022 – Um diamante de histórias, Colectânea de contos da Polícia Judiciária. Lisboa.
Páginas facebook:
https://www.facebook.com/cesar.alexandre.77128/
https://www.facebook.com/cesar.afonso.10/
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