Lista de Poemas
buscas sonhantes
meus olhos
sobram na noite
como naves urgentes
em busca do sonho
como um archote
no vão do sono
lampeja a vontade
na onírica fonte
abraçado à manhã
o sonho ainda vaga
como fora horizonte
dos mares da alma
Desejo em raia urgente
o desejo
veio urgente
posta a emoção
nas minas do que sente
trava a demora
na humana senda
esculpindo a vontade
em sua agenda
o desejo é corcel
desabalado
galopando a memória
das raias do passado
Da guerrilha em fases
guerrilheiro de si
dê-se à oitiva
de todos os sentidos
postos na vida
cometa o tempo
como íntima arma
de arquivar o povo
no vão da alma
invente a manhã
quando tarde
madrugue as razões
da liberdade
Agrária fala
a enxada
lambe a terra
camponesa saga
em que se enreda
nada lhe dói
rasgar o mundo
abrindo feridas
do futuro
a enxada tem a certeza
na agrária vertente
que apenas borda a natureza
naquilo que intente
Da humana valsa
a dança
dispensa o salão
nas ruas dos passos
dos pés no chão
a história
já valsa a vida
como dança humana
recorrente e infinita
o homem
no frevo do mundo
já dança o tempo
abraçado em seus pulos
Poema em trama
o poema
é terapia e tratativa
no triste do tempo
no riso da vida
tem a postura
a consistência
de quem soletra
a consciência
o poema é só corrimão
das escadas que consente
Do pensar flotante
o tempo do pensar
vagando à deriva
deixa-se à mercê
das brechas da vida
sua matemática
quântico flagrante
adormece a razão
nos números que esconde
o tempo do pensar
quando flutuante
inventa todos os portos
a seus navegantes
Vindoura estrada
ser vindouro
trazer-se em tudo
traço militante
nesga do futuro
deixar-se transitar
nos tempos do mundo
a vida
caminha o corpo
como fábrica larga
dos atos construídos
no vão da alma
Excertos ...
do outro ter-se-á a lógica
de inventar-se em mim
como se fosse própria
toda a ilação humana
de quem se constrói
por dentro da história
e há de ter-se assim
humanamente conjugado
como se gente fosse então
uma espécie de gado
que rumina verbos e futuros
em todos os cercados
e fosse a própria identidade
do que lhe era o todo
por ser só de si o contrassenso
de parecer tão pouco
quando não existe o espelho
para refletir o outro
é que a vida se constrói
quase sempre aos poucos
e há um futuro reservado
nos desvãos dos outros
que teimam em ser passado
do que em nós é futuro e porto
futuro escriturado
nas costas do mundo
cada um será todos
no tempo construído
no humano alvoroço
a contradição
em dialética mostra
dar-se-a como ação
da matéria em suas portas
tudo que será do homem
coletiva propriedade
será apenas a escritura
da humana liberdade
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.