Lista de Poemas
do abraço fugitivo
Dos mares que velejo
perdido assim em teu abraço
tolerarei as ondas que não meça
dividirei os tempos que não possa
porque de nada-los a cada passo
deixe-me restar infinito em tua graça
profundamente livre de mim mesmo
do que eu consiga em teu encalço
Da alma em célere discurso
a alma
é só um disfarce
que o cérebro joga
no algoritmo da face
tudo que transborda
pelo vão da vontade
é um jeito peregrino
de navegar a liberdade
todas as razões da alma
habitam os verbos da carne.
Das pandêmicas visagens
Na pandemia
viajo em mim impunemente
como um trem carregado
de passados e presentes
cada estação
é um grito absurdo
dos passados e presentes
que alinhavam o futuro
ao tempo resta a razão
de inventar seu discurso
exercício popular do tempo
quando cessarem os verbos
abra o peito na avenida
e abrace o jeito do povo
entornando pela vida
navegue o sonho de todos
na simples dosimetria
de quem inventa o novo
nas costas da alegria
é que o futuro se encosta
nos alvoroços dessa lida
e fareja a igualdade
no descampado da vida
Das metragens cognitivas e das razões andantes
O sonho
é só o unguento
com que trato as viagens
do pensamento
é que por tê-las
alinhavadas no juízo
deixo-me sonhar atento
às distâncias do infinito
ao fim, caibo em mim,
viajante e quase contrito,
nas lonjuras do que, perto,
tange os metros do meu riso.
Reminiscências do futuro
o futuro,
constantemente,
inventa minha saudade,
de repente
é como assim um desembrulhar
do sonho que se sente.
De todos como um
é que no abraço
a gente se esquece no outro
como um aviso recorrente
de uma vida que é pouca
pra construir as razões
que nos fazem todos
é que no abraço
a gente se infinita
como se outro fosse usina
de construir a vida.
Dosimetria da vigência humana
e pelas franjas da alma
a vida é só o esforço
um completar-se de si
na esperança do outro
ninguém é humano sozinho
nas cordilheiras da vida
tudo é o tanto de todos
nos mares, nas avenidas
ao homem só cabe o tempo
de navegar essas medidas.
A Lane Pordeus
Entornas-me
com teu riso
e deixo-me em ti
para estar comigo
é que o amor
é um breve infinito
tudo que lhe mede
são as léguas do que sinto.
Dos egos e das avenidas
É que a vida
posta na avenida
antes de ser minha
é sempre coletiva
as larguras do eu
medem exatamente
onde se souber nos outros
tão completamente
que trazê-los no coração
seja um jeito da gente.
É assim como uma procissão
de tudo que se sente.
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.