Lista de Poemas
Dos alinhavos da vida
que aquilo que alinhavo pela vida
na extensão inteira do seu curso
possa dizer exatamente tanto
quanto de verbo tenha o discurso
pois por te-la assim sob medida
em todos os seus vãos desenfreada
admita a hipótese de morrê-la
com a certeza de todas as estradas
é que o vão de te-la assim disposta
é um terçar de armas diuturno
em que o braço quase sempre tenta
atravessar o vão do seu discurso
e a meta de vivê-la fartamente
nos contornos mais simples da vontade
é quase um exercício dos abraços
nas avenidas do país que se abrace
e assim caminhem verbo e vida
pelas estradas grávidas do povo
construindo o futuro que vigia
a plenitude de tudo que é novo.
da África dançando
da África dançando
de-se o indício
de que Madiba é vivo
em cada comício
da África dançando
entenda-se o ofício
que o povo tem de lutar
pelo seu riso
da África dançando
decrete-se um infinito
das léguas todas do povo
que Mandela traz consigo
Verbo meu em verso latente
meu verso
apenas tenta
derramar nas palavras
minha crença
não que o verbo
nas trincheiras da vida
tenha os mesmos metros
do que se acredita
antes delibera
nas esquinas do novo
aquilo que a palavra
mede em todos
meu poema
apenas convoca
todos os meus afetos
todas as minhas portas
e se o prolato
e se as invoco
é por ser o futuro
aquilo que eu posso.
Aparências II
sósia de mim
me desconheço
nos outros tantos eus
em que apareço
é que viver
é quase um jeito
de trazer multidões
dentro do peito
histórica saga
a história
encardida
joga a memória
à deriva
assuntando a tática
de torná-la vida
o mundo, sobrando de si,
humana avença,
corrói as horas
do sistema
Da largura do amor em larga pauta
A Lane Pordeus
Só ao amor
cabe o absoluto
guardadas as proporções
e as léguas do seu curso
é que não lhe trai
o uso moderado
de tudo que a razão
Interdita aos incautos
só ao amor
cabe o infinito
e a capacidade lúdica
de nunca medi-lo
o amor é só medida
de quem possa senti-lo.
Das circulares em torno do sempre
de modo algum
é muito sempre
pra medir os modos
das incertezas do tempo
de modo algum
é quase sempre
um jeito comum
de desalento
é que a matéria
tem modos e momentos
de sempre escrever a história
no avesso dos tempos.
Vivência
empírico
nada é tão lúdico
que me faça viver
aqualquer custo
é que viver
menos que um susto
é a travessia de um tempo
a longo curso
é construção
de uma praça coletiva
guardada a proporção
dos singulares que se viva
empírico
nada é tão lógico
que me faça viver
fora dos ossos
viver é apenas a função
dos verbos que eu possa
Do acaso em trânsito
o acaso
talvez consiga
tornar-se íntimo
da vida
os braços de todos
pelas avenidas
construindo uma paz
intensamente coletiva
o futuro é um acaso
devidamente construído
Das medições dos olhares
Os horizontes
nunca terminam
a gente é que esquece a régua
e as medidas
de trazê-los sempre ao passo
da vida.
Na verdade
contra os destinos
o horizonte é só mais um passo
a que nos consentimos
medir os horizontes é só tarefa
de réguas comprometidas
com os freios que se criam
nas andaduras da vida
só ao povo
cabem os horizontes medidos
pela certeza de que todos
cabem nos seus sentidos.
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.