Lista de Poemas
Temporal vivência
as datas
doem na saudade
afrontas do tempo
nesgas de escravidão
na liberdade
quando postas
no amor vivido
é um míssil volátil do passado
agora solto no infinito
resta conte-lo ainda no peito
como um privado grito
Reminiscência LII
em cada acorde
um som subentendido
ajustava a canção
no colo dos sentidos
como se fora arpejo
das cordas do infinito
o jovem
regia na alma
a sinfonia dos sentidos
Dos rumos reticentes
o caminho
nunca é dizente
de todos os destinos
que consente
sua direção
vige reticente
solta na vontade
espalhada na gente
as pedras do caminho
são só discursos
que a história espalha
nas vias do futuro
Saudade armada
a saudade dói
à feição de arma
dardos da memória
cravados na alma
laivos da história
alegria ensimesmada
tudo que era tanto
da-se a um nada
cheio de infinitos
grávido de palavras
Traslados vitais
meu voo
é estar sem asas
flutuar no tempo
as ondas da alma
trazê-la avulsa
pela vontade
vivê-la de tanta
no vão dos fatos
contê-la militante
de cada voo
construindo em mim
um jeito do outro
Guevara ainda sempre
cada vez mais,
a cada outubro,
Guevara presente
habita o mundo
é que a vida
posta em jogo
transborda sempre
o tempo do povo
Gaza ensaiada
Gaza
atravessada
na garganta
é grito, dor e lança
apontada no futuro
como dança
vaga recorrente
que o povo ensaia
com a faca nos dentes
passos que instala
nas escaramuças do tempo
laço temporal
largar o tempo
como divisa
entre o sonho
e o jeito da vida
a vontade premedita
braços correntes
artefatos vigentes
nos fatos que habita
largar o tempo
privado arquivo
na ação genérica
do sonho coletivo
Reminiscência LI
no palanque
a fala intentava
as veias do tempo
no colo das palavras
no meio de tanto
o jovem pulsava
todas as contingências
plantadas na alma
a história
deitada na praça
jogava no mundo
a vontade dos braços
Reminiscência L
na varanda dos olhos
a manhã vigia
sentinela do tempo
carregando o dia
a vida,
meio esquecida,
abraçava o vento
atravessando a avenida
de repente, a passeata
explodindo os passos
derramou o comício
no peito da praça
tudo que era povo
plantava história nos braços
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.