Lista de Poemas
Cênicos dramas
pela rua
a fome gravita
e vige crua
no que consome
tripas e sonhos
vias do homem
ainda vida encena
em falso ato
a cena capital
do que lhe causa
o teatro do tempo
navega a matéria
como arma
Das virtuais andanças
virtual
o poema enquadra
o poeta e as palavras
nas telas da alma
metaverso
de humana lavra
o verbo dá-se a tanto
por quase nada
enfeitar a vida parece
sinapse desgarrada
solilóquio do homem
embrulhado na palavra
Degraus da vida
campo de batalha
a razão avança
trincheira humana
da matéria em dança
projétil da vontade
chama dos braços
na fala dos atos
sonho transposto
humano alvoroço dos fatos
a vida vaga inteira
aos pedaços
anzóis verbais
o poema
alvoroçado
deixa o poeta
nos seus rastros
fisga o pensamento
anzol imaginário
nas letras do tempo
com seus laços
o poeta
vítima do verbo
nada os mares
do seu cérebro
rasgos da humana lida
quando fosse riso
a vida bastaria
nos metros do tempo
em que se media
quando fosse triste
a vida restasse
nos risos arquivados
nas rugas que montasse
nessa romaria
de neurônios abraçados
a vida permaneça humana
enquanto coletiva baste
Da humana viga
meu rumo
é estar em riste
apontando a matéria
em que existo
laivo humano
de átomos e desejos
curso de mim
como enredo
a volúpia de ser
comício coletivo
palavra de ordem
do partido da vida
Saudade armada
a saudade dói
à feição de arma
dardos da memória
cravados na alma
laivos da história
alegria ensimesmada
tudo que era tanto
da-se a um nada
cheio de infinitos
grávido de palavras
Misiva del tiempo
alrededor del mundo
por supuesto
habrá humanos
en manifiesto
vuelo de golondrinas
en el cielo de las manos
juego del infinito
tarde o temprano
el futuro es solo sonrisa
de la voluntad construida
Reminiscência LIII
o vento
beliscando o tempo
arrastava a vida
pelo pensamento
o sonho
ainda dormindo
tentava acordar
o sono do menino
a noite
ainda entardecida
esperava anoitecendo
os sonhos da vida
Óbvia sanção
o futuro
meio lógico
deixa-se estar nos braços
quase óbvio
pegada da vontade
no âmbito da história
gesto da liberdade
nada utópico
da sanha do povo
como invólucro
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.