Lista de Poemas
Temporal missiva
o tempo
esconde a tarde
no tramitar nos olhos
suas veleidades
raramente permite
ver-se relativo
nas réguas dos homens
medindo o infinito
como tempo
esconde nos lapsos
sua conjunção intrínseca
com o espaço
o homem vive as horas
como transeunte inato
Crônica em inteira rima
até que a felicidade
seja apenas um jeito
de navegar todas as vidas
no mar exato do peito
construída pelo tempo
nos braços de todos
nos futuros moldados
na argamassa do povo
tenha em si a compleição
de um infinito domado
nos metros que pactua
com a vivência dos fatos
Humana via
e assim
como fosse tanta
a vida pode dar-se
coletiva trama
construção exata
da nação humana
tudo que era o homem
deu-se chama
o futuro
como trânsito
é sempre estrada
de um tempo unânime
Passeata
rio de gente
intensa fábrica
o povo constrói
a passeata
as ruas
grávidas vias
pulsam humanas
suas veias
no vão do tempo
como discurso
os homens entoam
as vésperas do futuro
Do tempo em cena
o tempo ensaia
o espaço que ocupa
curvas urgentes
dos passos da luta
ânsia recorrente
ponteiros da vida
as horas relatam
a pressa consentida
parâmetro da vontade
dado como régua
o tempo apenas finge
aquilo que entrega
muralhas consentidas
os muros que pulei
nas ruas da vida
nas vias do sonho
nos medos do dia
sempre disseram a luta
como saga consentida
tudo que era salto
nas veias da vontade
mediram todos os muros
como braços da liberdade
tudo que era pulo
era um futuro disfarçado
Crônica em inteira rima
até que a felicidade
seja apenas um jeito
de navegar todas as vidas
no mar exato do peito
construída pelo tempo
nos braços de todos
nos futuros moldados
na argamassa do povo
tenha em si a compleição
de um infinito domado
nos metros que pactua
com a vivência dos fatos
Celeste fingimento
a estrela
piscando o céu
navegava nos olhos
o jeito do universo
como fora a matéria
nas estrofes do tempo
tudo que era palavra
jazia mudo
nas rimas concretas
postas no mundo
Poema de circunstância
caçando o lixo
o homem tocaiava
os traços da fome
em seus indícios
treinando a vontade
como armistício
o mundo
ainda apodrecido
ruminava nas ruas
o humano desperdício
o homem lamentava
o vão dos instintos
Lapso vietcong
Vo Nguyen Gyap
tinha como imagem
as léguas que construía
nos palmos de sua farda
o Vietnam urgente
abraçando a vida
navegava o mundo
no barco da guerrilha
o jeito da liberdade
Gyap dizia com o povo
nos verbos da luta
e uma certa intimidade
Gyap era só um humano
construído na vontade
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.