Lista de Poemas
Palavras em fala
a palavra
diz a vida
recurso do verbo
em sua lida
de jogar os homens
em seus ouvidos
a palavra
grafa a fala
recurso das letras
em suas raias
como um nado verbal
na piscina da alma
Da saudade posta
a saudade
vitalícia
rasga a manhã
aborrecida
vaga no tempo
quase infinita
nas léguas que esconde
no vão da vida
a saudade
nem duvida
das certezas que traz
como divisa
tudo em que se esconde
o tempo afirma
Verbos em estranha cena
o poema
ainda sonolento
acorda o sonho
no pensamento
a palavra
em mortais carpados
rasga o sono
em seus saltos
o poeta, perplexo,
sente o manifesto
uns ares de cãibra
do universo
Palavras em fala
a palavra
diz a vida
recurso do verbo
em sua lida
de jogar os homens
em seus ouvidos
a palavra
grafa a fala
recurso das letras
em suas raias
como um nado verbal
na piscina da alma
Matéria em humana cena
flagrante
em seus resquícios
a matéria pulsa a vida
no vão de seus indícios
os que estejam à vista
os que sejam subjetivos
flagrante
em seus indícios
o homem pulsa o tempo
em seus comícios
os mantidos na vida
os largados no infinito
os dizeres da matéria
são humanos artifícios
Exercício inato
o exercício da vida
quando medido
perde as razões
do infinito
o tempo
dado a cada hora
esconde a vontade
de sonhar demoras
basta como tanto
perdido nas medidas
assim aos poucos
cicatriz consentida
Vívida trança
a vida vem à tona
posta na vontade
como redemoinhos
da liberdade
por dar-se tanta
nas raias da luta
atravessa no homem
suas disputas
a vida é recado
que a matéria inventa
e publica nos homens
como infinita avença
Degraus em razão posta
a razão
insuflando o tempo
dá-se à verdade
incitando a diferença
urdindo as equações
em que se estabeleça
esse cálculo virtual
derramado na vida
tende a tê-la material
em todas as saídas
a razão
por saber-se consumida
tem-se mais à mão
quando coletiva
Da renitência do dever
e de tanto
quanto fossem
as rasuras do tempo
pudessem as rugas
transitar mansamente
as insistências da luta
na plural continência
dos tempos tantos de todos
de todos que estejam sempre
a vida é urgente cachoeira
dos rios da resistência
Saudosa imanência
a saudade
dor reticente
fustiga musculosa
o pensamento
tudo que era tanto
que fingia infinitos
dá-se, assim, aos poucos
com ares de contrito
coisas pulsam a lembrança
construindo nos sentidos
um tempo que habitavam
um sonho exato da vida
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.