Lista de Poemas
Lacrimoso riso
sempre, ao invés,
é tempo contrito
se a saudade cresce
dá-se a infinito
e cabe como lembrança
nas brechas do riso
até na alegria
molha a vida
jogando lágrimas
nos sorriso que consinta
das coincidências
o acaso
é lapso
traço quântico
do fato
as razões de tanto
em tê-lo fortuito
medem as ilações
de seus conluios
o acaso
é só um fato
escondido no vão
de seu transcurso
Clandestina cena
o futuro
salpicava a rua
com o tempo posto
nos passos da luta
os camaradas
em cada trama
vigiavam a vida
com suas armas
o riso da história
ainda clandestino
era só uma fresta
dos rumos do destino
Passeata
a rua
tangendo o povo
pulsava o mundo
em cada passo
os gritos
remoendo a história
jogavam no tempo
palavras de ordem
a vida
em sua lógica
tecia a liberdade
no vão das horas
Agrária contenda
a terra
talvez não caiba
em todas as enxadas
encravadas na alma
o afã de consumir
as veias do trabalho
arranha o coração
nessa contenda agrária
o camponês
plantado na vida
sonha os roçados
da alma e da lida
Limites do horizonte
o horizonte
é só um passo
da consciência
em seus saltos
dá-lo assim longe
como medida
agride os voos
postos na vida
as asas do tempo
passos do infinito
dizem o horizonte
que se consiga
Gênese das vias
restos do sonho
brincam na mente
inventando a vida
nas veias do que sente
o mundo
transitando o dia
mistura o tempo
das vias em que corre
a crise
vísceras de tudo
é o parto dialético
da matéria no mundo
Impaciências
o tempo
como gaivota
sonha o voo
pelas horas
o homem
a seu tempo
diz-se pássaro
na consciência
o desejo
voando a mente
abrevia o tempo
impunemente
Verbal batalha
circunspecto
o poema navalha
todos os verbos
em que se larga
dado ao trânsito
dessa íngreme fala
revolve o poeta
em sua lavra
os telhados de si
postos na palavra
acobertam o poeta
nos verbos que batalha
Coletiva dança
e como fosse dança
que a história consente
o povo cresce nas ruas
como um degrau urgente
dessas escadas da vida
que a matéria pretende
composto nessa urgência
de permitir-se construído
alavanca o tempo do mundo
como garra coletiva
as escaramuças do povo
tem um que do infinito
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.