Lista de Poemas
Perpétuos afazeres
o infinito, perpétuo,
é só a matéria
em manifesto
dada ao cúmulo
de seus gestos
o grande bang
é só um embate
dos afazeres do tempo
em que nunca se baste
o pulsar da consciência
é só mais um detalhe
de quem fotografa a si
nas páginas do espaço
Reminiscência LXXXIX
no açude, boiando,
o menino sonhava
todas as hipóteses
que a vida transitava
as que vivia no tempo
as que guardava na alma
o mundo girando
dado à alegria
sorria nas águas
os sonhos que dizia
o menino era bandeira exata
das maravilhas do dia
Insurgente trama
insurgente
humana fábrica
a vida desenha
suas marcas
as que vigem no tempo
as que pesam na alma
as escaramuças
postas na vontade
ressoam a matéria
como liberdade
guerrilhas do sentimento
nas vias da vontade
Humana colheita
camponesa de si
roçado humano
a matéria cava
como enxada
sua substância
dada a gente
ensimesmada
consome como alheia
sua própria alma
as sinapses do mundo
soltas no tempo
ensaiam suas falas
Trilhas da vida
resto em mim
como arcabouço
dos tantos que fui
mesmo dos poucos
quando viajante
cheguei ao outro
múltiplo e contrito
permaneço no rito
de estar multidão
mesmo sozinho
o gosto do tempo
amansa o caminho
Das fugas da vida
íntimo do tempo
no barco das horas
o homem caminha
transeunte e vítima
de suas demoras
as que arquiva em si
as que tece na história
peregrino da vida
vagando a vontade
adormece manhãs
adia as tardes
o homem esquece as ruas
quando adia a liberdade
da matéria andante
curvas do tempo
na imensa jaula
trancafia o homem
nas penas da alma
a saga humana
ainda inadimplente
sonha-se matéria
com a faca nos dentes
até que o futuro
urdindo-se em ondas
construa-se como tempo
da liberdade humana
Ensimesmada dúvida
a vida humana
conchavo da matéria
um olhar-se no tempo
nos espaços da terra
dado a tanto
auto transeunte
esquece no homem
suas dúvidas
esse voo egoísta
apartado de si mesma
construindo ilusões
como não fora natureza
Das medidas do poema
camarada Aurélio
o poema te admite
grite as palavras
derrame-as na vida
nas estrofes do tempo
mansamente construídas
é que ao dize-las tanto
a consciência permita
arruma-las no verso
em sua exata medida
o tamanho do poema
sempre cabe
nos poetas que decida
Instâncias do combate
o homem
quando desate
as rédeas de si
em seu combate
avie as razões
de seus enlaces
é que a luta
nunca é disfarce
pois consome em todos
a instância civil
de quem se cabe
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.