Lista de Poemas
Dos paradigmas contínuos e outros
no meio da alma e dos ventos
voam meus ancestrais
nas palavras do tempo
tudo que havia deles
como um mapa indeciso
hoje cabe indócil
no jeito do meu riso
e é por sê-los e tê-los assim
que sempre me admito
como uma alma intensa
adredemente infinita.
voam meus ancestrais
nas palavras do tempo
tudo que havia deles
como um mapa indeciso
hoje cabe indócil
no jeito do meu riso
e é por sê-los e tê-los assim
que sempre me admito
como uma alma intensa
adredemente infinita.
👁️ 117
Do tempo em vazão corrente
Antigamente
eu tinha uns hojes diferentes
é que eu nem sempre punha
algum futuro no presente
hoje
adredemente
vivo num futuro
quase sempre
é que o tempo às vezes insiste
em ser todo da gente.
eu tinha uns hojes diferentes
é que eu nem sempre punha
algum futuro no presente
hoje
adredemente
vivo num futuro
quase sempre
é que o tempo às vezes insiste
em ser todo da gente.
👁️ 89
Das ranhuras de tudo
A vida
é uma morte invertida
tudo que em uma sobra
na outra é mantida
é que não há condição
de tê-las divididas
tudo que em uma medra
na outra é desmedida
a síntese de todas
é a própria vida
uma morte paulatina
quase consentida.
é uma morte invertida
tudo que em uma sobra
na outra é mantida
é que não há condição
de tê-las divididas
tudo que em uma medra
na outra é desmedida
a síntese de todas
é a própria vida
uma morte paulatina
quase consentida.
👁️ 125
Poema ao povo de Gregório Bezerra
o coração, camarada,
é um cigano desgarrado
que ainda pulsa a vida
apesar dos fardos
o povo, camarada,
ainda arranha o futuro
com a persistência do tempo
e a insistência do discurso
a revolução, camarada,
ainda é jeito apressado
de esparramar a verdade
nesse imenso descampado.
é um cigano desgarrado
que ainda pulsa a vida
apesar dos fardos
o povo, camarada,
ainda arranha o futuro
com a persistência do tempo
e a insistência do discurso
a revolução, camarada,
ainda é jeito apressado
de esparramar a verdade
nesse imenso descampado.
👁️ 128
Das margens da vida
Nos ombros do tempo
navego horas e envelheço
até nas mocidades
em que eu me esqueço
vivente dos meus egos
nas vezes em que nem me perco
o meu fim, adredemente,
é só um disfarce do começo
a velhice é só um jeito
de inventar-me pelo avesso.
navego horas e envelheço
até nas mocidades
em que eu me esqueço
vivente dos meus egos
nas vezes em que nem me perco
o meu fim, adredemente,
é só um disfarce do começo
a velhice é só um jeito
de inventar-me pelo avesso.
👁️ 111
Das confluência do eu
O entorno da vida
é também a vida
mesmo que a razão a contradiga
coisa que enseje
um tempo à deriva
como barcos e verões
em contradita
o entorno da vida
é também um trato
nada do que não seja eu
é meu compasso
minha régua é um tempo
em que sempre me abraço
é também a vida
mesmo que a razão a contradiga
coisa que enseje
um tempo à deriva
como barcos e verões
em contradita
o entorno da vida
é também um trato
nada do que não seja eu
é meu compasso
minha régua é um tempo
em que sempre me abraço
👁️ 107
Pequeno versejar sobre o fascismo em panfletária forma
em decúbito
o ódio esmaga o discurso
como se fora bólide do susto
o desespero da razão
é só o ritmo
de quem perdeu em vão
o humano indício
o fascismo
é só um grito
da podridão urgente
de neurônios vencidos
mas há que o povo tê-lo em rédeas
e tangê-lo fartamente ao abismo.
o ódio esmaga o discurso
como se fora bólide do susto
o desespero da razão
é só o ritmo
de quem perdeu em vão
o humano indício
o fascismo
é só um grito
da podridão urgente
de neurônios vencidos
mas há que o povo tê-lo em rédeas
e tangê-lo fartamente ao abismo.
👁️ 81
Da vida
Da vida
viva o tanto de vive-la
não tanto que nunca falte
não pouco que nunca seja
pois contê-la, assim, farta e avara,
é a exata proporção de merecê-la.
viva o tanto de vive-la
não tanto que nunca falte
não pouco que nunca seja
pois contê-la, assim, farta e avara,
é a exata proporção de merecê-la.
👁️ 150
De mim e outros
Sujeito de mim
me desconvoco
das diferenças do outro
em que me olho
tudo que leva a mim
é quase lógico
resta apenas a luta
e um desejo urgente
de viver o próximo
o tempo
é quase sempre
a janela em que me posto.
me desconvoco
das diferenças do outro
em que me olho
tudo que leva a mim
é quase lógico
resta apenas a luta
e um desejo urgente
de viver o próximo
o tempo
é quase sempre
a janela em que me posto.
👁️ 110
Poema de maternal instância
minha mãe
tem caminhos
por onde ando displicente
como se fosse uma romaria
de passados e presentes
jogados no coração
assim tão constantemente
como a razão do amor
que cai dos olhos da gente.
tem caminhos
por onde ando displicente
como se fosse uma romaria
de passados e presentes
jogados no coração
assim tão constantemente
como a razão do amor
que cai dos olhos da gente.
👁️ 75
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.