Lista de Poemas
Do desmazelo temporal do medo
Nunca é tarde
para dizer o que é cedo
à história, às vezes,
é um disfarce do medo
e o tempo inventa porções
para demorar seus atropelos
ao homem cabe gritar
e construir seu enredo.
para dizer o que é cedo
à história, às vezes,
é um disfarce do medo
e o tempo inventa porções
para demorar seus atropelos
ao homem cabe gritar
e construir seu enredo.
👁️ 113
Das andaduras do tempo
Do século passado
trago-me infante ao futuro
com as dúvidas nas mãos
e as certezas no discurso
nada do tempo
me limita e invade
palavras são atos
diagramados na vontade
resta encostar os verbos
nos atos da liberdade.
trago-me infante ao futuro
com as dúvidas nas mãos
e as certezas no discurso
nada do tempo
me limita e invade
palavras são atos
diagramados na vontade
resta encostar os verbos
nos atos da liberdade.
👁️ 95
Ode ao eletron
na escandalosa química
em que te tens à custo
nunca foram revogadas
as disposições do teu uso
e te promulgas
desde um não tempo
em que te misturam à vida
como um pensamento
e te constatas
tão impunemente
cerzido às costas do mundo
como um invento impertinente.
em que te tens à custo
nunca foram revogadas
as disposições do teu uso
e te promulgas
desde um não tempo
em que te misturam à vida
como um pensamento
e te constatas
tão impunemente
cerzido às costas do mundo
como um invento impertinente.
👁️ 63
Das impresenças consentidas
Minhas mortes
trago-as frequente
no exercício fugaz
de ser presente
e nem importa
que transitem avaras
pela moratória geral
de minhas falas
no fundo
elas consentem
que a vida assim se afirme
em tudo quanto eu me apresente.
trago-as frequente
no exercício fugaz
de ser presente
e nem importa
que transitem avaras
pela moratória geral
de minhas falas
no fundo
elas consentem
que a vida assim se afirme
em tudo quanto eu me apresente.
👁️ 91
Do mar e tudo
No cartório de tuas águas
decretas a revolução
com a mesma simplicidade
com que habitas teu vão
no depósito de tuas lógicas
invades a contradição
com a intimidade das grandezas
e a parcimônia dos nãos
na cama dos teus líquidos
nem a dinâmica respeitas
pois nem debruças o corpo
quando te deitas
decretas a revolução
com a mesma simplicidade
com que habitas teu vão
no depósito de tuas lógicas
invades a contradição
com a intimidade das grandezas
e a parcimônia dos nãos
na cama dos teus líquidos
nem a dinâmica respeitas
pois nem debruças o corpo
quando te deitas
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Poema ambiental
Toda árvore
acima de tudo
é uma bandeira hasteada
no peito urgente do mundo
e assim tremulando
é uma cachoeira latente
que inventa a vida do povo
nos pulnões que se consentem
em ser fábricas de risos
nas matas todas da gente
toda árvore, em suma,
é uma súmula cogente.
acima de tudo
é uma bandeira hasteada
no peito urgente do mundo
e assim tremulando
é uma cachoeira latente
que inventa a vida do povo
nos pulnões que se consentem
em ser fábricas de risos
nas matas todas da gente
toda árvore, em suma,
é uma súmula cogente.
👁️ 141
Do poema em clara prospecção
Excerto de mim
o verbo intenta
esgrimir a vida
e suas consequências
palavra
nem se contenta
em só cutucar a alma
de quem pensa
o poema é um exercício
dos atos e das avenças.
o verbo intenta
esgrimir a vida
e suas consequências
palavra
nem se contenta
em só cutucar a alma
de quem pensa
o poema é um exercício
dos atos e das avenças.
👁️ 145
Dos dizeres do porvir em rasa cena
O futuro não é um tempo
é quase um rescaldo
daquilo que sobrou
do jeito do passado
e no tanger que damos
à sua infinita estrada
é só encontrar as palavras
que digitamos pela alma.
é quase um rescaldo
daquilo que sobrou
do jeito do passado
e no tanger que damos
à sua infinita estrada
é só encontrar as palavras
que digitamos pela alma.
👁️ 94
Da alma em retoques
A alma é só invólucro
daquilo em que se cabe
guardada a proporção
das pretensas liberdades
que a gente traz pelo peito
e, às vezes, nem sabe
e vige enquanto perdura
o gosto infante da alegria
no riso que a gente tange
pelos ombros da avenida
construindo com irmãos
as lutas todas as vida
a alma é só um detalhe
da singularidade coletiva.
daquilo em que se cabe
guardada a proporção
das pretensas liberdades
que a gente traz pelo peito
e, às vezes, nem sabe
e vige enquanto perdura
o gosto infante da alegria
no riso que a gente tange
pelos ombros da avenida
construindo com irmãos
as lutas todas as vida
a alma é só um detalhe
da singularidade coletiva.
👁️ 123
Da panfletária razão da luta
Meu coração
frequentemente
traça a razão das ruas
com a mesma insistência
com que os lampiões
infringem a noite
de todas as escuridões
da consciência
e o verbo –
persistente –
lava as manhãs do peito
tão profundamente
que constrói todos os andaimes
de que os homens se ressentem
é que a luta
é um gesto tão urgente
que nada do que é futuro
deixa de ser da gente.
frequentemente
traça a razão das ruas
com a mesma insistência
com que os lampiões
infringem a noite
de todas as escuridões
da consciência
e o verbo –
persistente –
lava as manhãs do peito
tão profundamente
que constrói todos os andaimes
de que os homens se ressentem
é que a luta
é um gesto tão urgente
que nada do que é futuro
deixa de ser da gente.
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.