Lista de Poemas
Das interferências e das ações
da pedra
informe-se
o gesto bruto
de ser bólide
ou, à contraluz,
assim esculpida
deixe-se estar aviso
nas costas da vida.
informe-se
o gesto bruto
de ser bólide
ou, à contraluz,
assim esculpida
deixe-se estar aviso
nas costas da vida.
👁️ 142
Poema em tanta desproporção
Há manhãs destemperadas
em que minha pátria havia
em quase nada
lavrava eu
um quanto abraço
que abarcasse meu povo
em seu cansaço
e que se dissesse único
mesmo vário
e a compreensão
desse destino
fez-se contrária ao peito
que carrego em desalinho
não que a desavença
houvesse convencido
que o coracao é um decreto
que revoga todos os sentidos.
em que minha pátria havia
em quase nada
lavrava eu
um quanto abraço
que abarcasse meu povo
em seu cansaço
e que se dissesse único
mesmo vário
e a compreensão
desse destino
fez-se contrária ao peito
que carrego em desalinho
não que a desavença
houvesse convencido
que o coracao é um decreto
que revoga todos os sentidos.
👁️ 68
Das metragens de tudo
Nada, por um triz,
é quase tudo
na conveniência da gente
e na constância do uso
é que não cabe a metragem
de matemática distância
nos caminhos que a vida
decreta a esperança
pois o verbo é máscara
de inventar circunstâncias
quando a razão improcede
no medir das constâncias
tudo, por um triz,
é quase nada
vista a divergência da vida
e a intenção das estradas
é que descabe a invenção
das humanas atitudes
quando a razão procede
assim adredemente
e tenta construir a vida
sem tudo que é de gente.
é quase tudo
na conveniência da gente
e na constância do uso
é que não cabe a metragem
de matemática distância
nos caminhos que a vida
decreta a esperança
pois o verbo é máscara
de inventar circunstâncias
quando a razão improcede
no medir das constâncias
tudo, por um triz,
é quase nada
vista a divergência da vida
e a intenção das estradas
é que descabe a invenção
das humanas atitudes
quando a razão procede
assim adredemente
e tenta construir a vida
sem tudo que é de gente.
👁️ 115
Das ações e das formas
por mais viver
não vingue o dia
em espalhar a noite
pelas entrelinhas
é que o discurso
é só uma forma
de enquadrar o fato
em cada norma
viver é cavalgar o tempo
com as rédeas da lógica
e a certeza guerrilheira
das revoltas.
não vingue o dia
em espalhar a noite
pelas entrelinhas
é que o discurso
é só uma forma
de enquadrar o fato
em cada norma
viver é cavalgar o tempo
com as rédeas da lógica
e a certeza guerrilheira
das revoltas.
👁️ 128
Arquitetura e drama
Desarquiteto o voo
na vontade
de consumir em vão
todos os meus ares
e, pássaro,
nem me sinto
nos sonhos
que não me consinto
e, por vezes,
quando, à noite, tardo
rasgo as manhãs
da minha face.
na vontade
de consumir em vão
todos os meus ares
e, pássaro,
nem me sinto
nos sonhos
que não me consinto
e, por vezes,
quando, à noite, tardo
rasgo as manhãs
da minha face.
👁️ 178
Das estradas do meu país
A estrada adivinhava
no seu lúdico curso
os passos de quem viaja
com a certeza do discurso
é que o povo que lhe caminha
tem um jeito do futuro.
no seu lúdico curso
os passos de quem viaja
com a certeza do discurso
é que o povo que lhe caminha
tem um jeito do futuro.
👁️ 97
Oratória empedernida
É que no curso da fala
o tempo se espreguiça
e tange os rumos do verbo
pelos descampados da vida.
o tempo se espreguiça
e tange os rumos do verbo
pelos descampados da vida.
👁️ 105
Dos ventos nas madeixas da pátria
E quando o vento penteia
a cabeleira do mundo
o sonho sonha na gente
a nossa sede de tudo
é que o vento levanta
pelos ombros da paisagem
os cabelos fartos da terra,
das árvores e da saudade.
👁️ 110
dos enredos lacrimais e outras facetas
A lágrima do riso
tem um jeito diferente
é algo assim como um rio
que não tivesse corrente
e que ancorasse a paz
na alegria da gente
e esse cartório de águas
nem lavra a certidão
de que permanece corrente
apesar da mansidão.
tem um jeito diferente
é algo assim como um rio
que não tivesse corrente
e que ancorasse a paz
na alegria da gente
e esse cartório de águas
nem lavra a certidão
de que permanece corrente
apesar da mansidão.
👁️ 67
No amanhecer em tardes
E quando o sol amanhece
nas costas da terra dormida
o mundo acorda a preguiça
e a gente lembra da vida
E quando o sol se esconde
querendo brincar de tarde
a gente inventa uma noite
no meio dessa saudade.
nas costas da terra dormida
o mundo acorda a preguiça
e a gente lembra da vida
E quando o sol se esconde
querendo brincar de tarde
a gente inventa uma noite
no meio dessa saudade.
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.