Lista de Poemas
das larguras de mim e do futuro
nada me
joga público
andante
de mim
discurso
e súbito
deixo os repentes
em que me culpo
sou um barco,
enfim,
de todos os mares
do meu curso
o sonho
é só um jeito
em que me uso
Da sinergia e da alma com ligeiros falsetes
minha alma
tem avarias
que nem percebo
é que lhe sobra a sinergia
um jeito sectário
de ser só alegria
antes fosse trazê-la
circunspecta
nos desvãos da filosofia
que toma sempre
como arcabouço
de qualquer sabedoria
mas é que o mundo
antes dessa antinomia
faz-se muito mais dos risos
que o futuro anuncia.
Tempos e movimentos do sonhar
adormeço
em todos os sonos
em que me esqueço
é que lembrar no dormir
é esquecer-se avesso
e deixar os ombros do sonho
partir nos tempos do cedo
antes que a noite infrinja
a persistência do medo.
das direções e dos tempos
é meu guia
em tudo que intenta
e nem por tê-la avara
nos desvãos da consciência
possa merecê-la intacta
como me convenha
é que lhe sobra uma incerteza
que em tudo se completa
por não dizê-la inteira
nos pedaços em que gesta
a vida
é meu guia
em todos meus meandros
e nem por tê-la clara
da cor dos meus enfados
possa dizê-la segredo
de tudo que declaro
a vida
é meu guia
em todos meus destempos
é que lhe sobra espaço
a cada vão momento
para apenas parecer intacta
nos descaminhos que tenho
a vida
é meu guia
mesmo nas demoras
é que sempre há um tempo
de sonhar as horas
e permanecer sonhando
em todas as portas
a vida
é meu guia
no riso que prolato
sentença que seja tanta
do tamanho do abraço
que o mundo teima em dar
em quem lhe baste
a vida
é meu guia
no tamanho das perdas
pois não há como medi-las
sem vivê-las
nos metros de quem se acha pouco
no rumo de entendê-las
a vida
é meu guia
em todos os meus medos
e é de tê-los todos
pelas pontas dos dedos
como as teclas de um piano
em que se toca nosso enredo.
Das imanências e outras vertentes
é só um jeito
do discurso
falta-lhe
a imanência
e a presteza do uso
e, se às vezes entorna,
está precluso
a vida
é sempre relativa
guardadas as proporções
de todos os seus cursos.
Das demoras e do futuro
antes é um ofício
que o tempo teima em dar
é como se fosse preciso
que a rédea curta das horas
independente das demoras
que a vontade às vezes dá
a vida não é demora
mas é um depois dessa hora
nas costas largas do tempo
é quase como um invento
da vontade de lutar
que abraça o corpo da gente
num gesto em que nem se sente
quando o futuro virá
pois está quase presente
em cada passo do povo
na construção de um novo
que cada um conspirar
Das contrarazões da crise
logo insisto
a consciência do mundo
é um enorme precipício
caber a razão é um jogo
de descaber o infinito
a crise é só um arremate
da matéria em seu ofício.
Das itinerâncias de mim
um jeito monótono
de mostrar a vida
e o mundo
no cartório dos trilhos
sonha velocidades
nos meus risos
o trem de mim
na sua lógica itinerante
inventa estações
por onde eu ande
como não amar
tudo que me tange?
Das impresenças do mundo
a saudade é apenas
um resto de tudo
nada do que é você
permanece ausente
do mundo
Das circulares em torno do tempo
é muito sempre
para medir os modos
das incertezas do tempo
de modo algum
é quase sempre
um jeito comum
de desalento
é que a matéria
tem modos e momentos
de sempre escrever a história
nos avessos do tempo
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.