Lista de Poemas
Da passeata em avanço
a passeata navega as ruas
com a exata compostura
de uma nau que singra as praças
dos combates, dos verbos e da luta
cada transeunte em passo
é um descompasso consentido
das dores todas que atiça o povo
e joga os homens na avenida.
a passeata navega também as luas
que o futuro dos passos realiza.
com a exata compostura
de uma nau que singra as praças
dos combates, dos verbos e da luta
cada transeunte em passo
é um descompasso consentido
das dores todas que atiça o povo
e joga os homens na avenida.
a passeata navega também as luas
que o futuro dos passos realiza.
👁️ 60
Do poema e da luta em concisão
que o poema
não se constranja
em embrenhar-se na luta
que se tanja
que a luta
não se engane
que o poema é bandeira
de tremular pelo sangue
é que poema e luta
derramados nas ruas
são duas armas do homem
um atiça a verdade
que a outra consome.
não se constranja
em embrenhar-se na luta
que se tanja
que a luta
não se engane
que o poema é bandeira
de tremular pelo sangue
é que poema e luta
derramados nas ruas
são duas armas do homem
um atiça a verdade
que a outra consome.
👁️ 84
Das velas de mim em teu encalço
Dos mares que velejo
perdido assim em teu abraço
tolerarei as ondas que não meça
dividirei os tempos que não possa
porque de nada-los a cada passo
do que eu consiga em teu encalço
deixe-me restar infinito em tua graça
profundamente livre de mim mesmo
perdido assim em teu abraço
tolerarei as ondas que não meça
dividirei os tempos que não possa
porque de nada-los a cada passo
do que eu consiga em teu encalço
deixe-me restar infinito em tua graça
profundamente livre de mim mesmo
👁️ 101
Mãe
minha mãe
tem caminhos
por onde ando displicente
como se fosse uma romaria
de passados e presentes
jogados no coração
assim tão constantemente
como a razão do amor
que cai dos olhos da gente
tem caminhos
por onde ando displicente
como se fosse uma romaria
de passados e presentes
jogados no coração
assim tão constantemente
como a razão do amor
que cai dos olhos da gente
👁️ 90
Do futuro e suas saudades
nada do que vivo
sempre morre
guardo em baús
uns futuros enormes
que chegam a fingir saudades
quando, cedo, tardo
é que lhes aturam insones
os tempos em que lhes lavro.
sempre morre
guardo em baús
uns futuros enormes
que chegam a fingir saudades
quando, cedo, tardo
é que lhes aturam insones
os tempos em que lhes lavro.
👁️ 82
Poeminha filosófico com travos de incoerência
A possibilidade de tudo
nunca é definida
não há tempo que lhe caiba
sob medida
o curso de sua hipótese
é só perspectiva
que enche o peito de uma paz
etérea e presumida
Para havê-la era preciso um futuro
que contivesse todos os tempos
e se contasse em passados
embrulhados em presentes
e coubesse no desconforto
de ser um tempo a desoras
e inventasse todas as razões
nos ombros largos da história.
nunca é definida
não há tempo que lhe caiba
sob medida
o curso de sua hipótese
é só perspectiva
que enche o peito de uma paz
etérea e presumida
Para havê-la era preciso um futuro
que contivesse todos os tempos
e se contasse em passados
embrulhados em presentes
e coubesse no desconforto
de ser um tempo a desoras
e inventasse todas as razões
nos ombros largos da história.
👁️ 68
Dos alinhavos da vida
que aquilo que alinhavo pela vida
na extensão inteira do seu curso
possa dizer exatamente tanto
quanto de verbo tenha o discurso
pois por te-la assim sob medida
em todos os seus vãos desenfreada
admita a hipótese de morrê-la
com a certeza de todas as estradas
é que o vão de te-la assim disposta
é um terçar de armas diuturno
em que o braço quase sempre tenta
atravessar o vão do seu discurso
e a meta de vivê-la fartamente
nos contornos mais simples da vontade
é quase um exercício dos abraços
nas avenidas do país que se abrace
e assim caminhem verbo e vida
pelas estradas grávidas do povo
construindo o futuro que vigia
a plenitude de tudo que é novo.
na extensão inteira do seu curso
possa dizer exatamente tanto
quanto de verbo tenha o discurso
pois por te-la assim sob medida
em todos os seus vãos desenfreada
admita a hipótese de morrê-la
com a certeza de todas as estradas
é que o vão de te-la assim disposta
é um terçar de armas diuturno
em que o braço quase sempre tenta
atravessar o vão do seu discurso
e a meta de vivê-la fartamente
nos contornos mais simples da vontade
é quase um exercício dos abraços
nas avenidas do país que se abrace
e assim caminhem verbo e vida
pelas estradas grávidas do povo
construindo o futuro que vigia
a plenitude de tudo que é novo.
👁️ 73
Das saliências introspectivas do medo
No medo
rescindo meu segredo
e construo de tarde
o que era cedo
nada do que me é tanto
é tão discreto
mesmo que pública
sua razão e manifesto
no medo, ao inverso,
navego a coragem
do meu verso
palavra que seja planta
no verbo a que me empresto
construindo a paisagem
das estradas do que meço.
rescindo meu segredo
e construo de tarde
o que era cedo
nada do que me é tanto
é tão discreto
mesmo que pública
sua razão e manifesto
no medo, ao inverso,
navego a coragem
do meu verso
palavra que seja planta
no verbo a que me empresto
construindo a paisagem
das estradas do que meço.
👁️ 84
Do grito insubstituível da vida
Meu vínculo
é o que sinto
pensar é só preciso
naquilo que o coração
é meu indício
A razão é quase gesto
de que prescindo
quando o coração aponta
os verbos do que digo.
Meu vínculo
é o que grito
na rua geral da vida
em que me infinito.
é o que sinto
pensar é só preciso
naquilo que o coração
é meu indício
A razão é quase gesto
de que prescindo
quando o coração aponta
os verbos do que digo.
Meu vínculo
é o que grito
na rua geral da vida
em que me infinito.
👁️ 115
Dos egos e das avenidas
É que a vida
posta na avenida
antes de ser minha
é sempre coletiva
as larguras do eu
medem exatamente
onde se souber nos outros
tão completamente
que trazê-los no coração
seja um jeito da gente.
É assim como uma procissão
de tudo que se sente.
posta na avenida
antes de ser minha
é sempre coletiva
as larguras do eu
medem exatamente
onde se souber nos outros
tão completamente
que trazê-los no coração
seja um jeito da gente.
É assim como uma procissão
de tudo que se sente.
👁️ 43
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.