Lista de Poemas
Das vias do povo
a rua
entristecida
alinha o povo
no vão da vida
os passos
em ritmo triste
embalam a manhã
em que insistem
os desejos
ainda vigentes
adiam o futuro
arma recorrente
as ruas largas do tempo
inventam o povo insistente
Reminiscência CI
a montanha
dormindo o tempo
sentia o horizonte
nos ombros do vento
geográfica saga
de estar presente
carne da história
Andes combatente
o camarada
embrulhado no sonho
trafegava os sentidos
nas estradas do mundo
a Bolívia açoitava a vontade
como um abraço em tudo
Fluvial travessia
o tempo conta e canta
tudo que raia a vida
tecendo no vão das horas
os infinitos que consiga
nos laivos humanos
da matéria construída
dado assim ao homem
no transcurso vivente
inventa-se como foz
da coletiva corrente
o tempo é rio urgente
desembocando caudaloso
nos mares que se sente
Dialética dúvida
a dúvida
é só trejeito
da certeza transitar
seu tempo
no desembrulhar-se largo
da matéria em movimento
a verdade
em temporária dança
tramita suas horas
nas dúvidas que avança
a síntese do mundo
divide as vias de tudo
Reminiscência CI
onda do rio
Oxum disfarçada
surfava a natureza
nos ombros da madrugada
o tempo
pulsava a energia
derramado na terra
plantado na vida
o menino
quase navegante
sonhava nos olhos
seus transatlânticos
Aparências
a manhã
inconformada
deixa restos de si
no vão da tarde
o tempo
atrapalhado
escapa dos olhos
em seus retalhos
o homem
vestindo as horas
embaralha o tempo
na memória
a vida veste o tempo
montada na história
Vias da vida
gerente da vida
de-se ao contrato
te-la mancomunada
com seus atos
dos coletivos em si
dos ensimesmados
razão de geri-la
íngreme vertente
custo perdulário
de ser vivente
a vontade de conte-la
nos umbrais do tempo
como saga coletiva
matéria em movimento
Jornada flagrante
dada a razão
a matéria pulsa
eixo incontroverso
das vias da luta
grávida de si
ávida e lúdica
humana ronda
distrato coletivo
ruas de tantos
veias construídas
deixar-se militante
marchar esse rumo
deflagrada vontade
de estar futuro
Da vida nos passos
A vida
é tudo ou nada
quando o desejo
dá-se à vontade.
A vida
é ainda sempre
mesmo os nuncas
postos no tempo.
A vida
como viagem
mesmo cedo
ainda é tarde.
Ao homem cabe inventa-la
no tempo que se caiba
Teatral sindicância
peça íntima
palco consentido
os atos do tempo
encenam a vida
vaga histórica
teatro humano
diz-se a matéria
em íntimo plano
construção recorrente
das ruas possíveis
em todos os becos
em que esteja viva
a matéria constrói em si
o teatro do tempo
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.