Lista de Poemas
Dos vieses do tempo
como fosse tanto
trazer-se fora do curso
o homem dá-se no tempo
ludibriando o futuro
nas curvas dos atos
na coletiva senda
vaga solitário
as horas que venham
contrato humano
matéria rediviva
nada foge à sanha
da saga coletiva
viver o tempo em si mesmo
como navegante
na multidão que consiga
Desejo engendrado
varal da consciência
desejos estendidos
a vida dá-se militante
derramada nos sentidos
instância a quo
tribunal da vontade
o homem veste o tempo
nos desejos que cabe
mante-los assim
como intensa lavra
é dobrar o futuro
no coletivo da alma
tudo do desejo
inventa sua fala
Das preventas datas
a vontade
encabulada
inventa processos
pela alma
prevento
dou-me ao ofício
de relatar o futuro
em meus indícios
dá-los à vida
em seus gritos
devolve à guerra
os sentidos
a sentença de tanto
é ver-me consumido
nas curvas do tempo
nos palmos do infinito
Circunstância
gravosa
a história intenta
vexames exatos
em suas tranças
avenças de si
como fora razão
de urgente dança
o futuro
como instância
é apenas um tempo
posto na lembrança
um desejo farto
que a vontade lança
os vexames da história
soluçam as esperanças
Retrato do dia
a manhã
debruçada na vida
fingia o tempo
como distraída
o sol
inteiramente encabulado
mirava entre nuvens
o calor de seus raios
o homem
embrulhado no tempo
fingia de si
no pensamento
a saudade como míssil
espalhava seus ventos
Pretérito vindouro
pretérito, no desejo,
o futuro ensaia o tempo
em seus enredos
posto na vontade
vago, fictício
espera a condição
de ser ofício
dar-se às vistas
contracenado
no palco dos desejos
nas vias de fato
o futuro relampeja
com a dúvida nos braços
como fora sinal
das curvas do passado
Do caber na vida
nunca se guarde
a vida, como medida,
é sempre maior
do que se cabe
sorve-la em léguas
quase infinita
é usina-la farta
mesmo contrita
tudo que a mede
no vão do tempo
é régua militante
do pensamento
a cada entrave
salte suas trilhas
saltar é confronto
com as rasuras da vida
Histórica vaga
a história
como serpente
rasteja a vida
impunemente
tudo de si
constrói-se humano
nas veias postadas
em suas tramas
dos seus rumos
tratam os braços
comícios da vontade
veios que traça
a história é um trajeto
que o homem instaura
Razões de outras e verbais andanças
como fosse verbo
dê-se à contingência
de manter-se fala
em qualquer avença
como fosse braço
dê-se à compostura
de estar intenso
no vão da luta
como fosse vontade
dê-se à engenharia
de sonhar o mundo
nos ombros do dia
como fosse passo
dê-se à circunstância
de andar a vida
como fosse dança
como fosse tanto
dê-se à parcimônia
de estar infinito
enquanto sonha
como fosse poema
dê-se à palavra
a todas as razões
que se tem na alma
Cerca da vida
a cerca
nunca limita
a vontade posta
como trilha
o cerco
que lhe habita
desabita o medo
quando vida
a batalha humana
em ter-se desafio
comete as cercas
em que se afia
tudo da vida pula
o cercado dos dias
os que dão na tarde
os que dão na vida
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.