Lista de Poemas
Prazos vitais
a vida
finge-se de tarde
quando vive-la cedo
é só vontade
da-la ao tempo
aprazada
apenas desconstrói
suas datas
as que se tenha no corpo
as que tramitem na alma
a vida é sempre infinita
quando se desmarca
Humanas medidas
maestra dos sentidos
a razão tramita
em todos seus voos
a constância da vida
deixa-la pássaro
de becos do infinito
farejando léguas
em passos medidos
ao homem cabe
na humana militância
consumir criando
suas distâncias
Das feituras da vida
atrás da manhã
a noite dormia
no jogo do tempo
ao redor da vida
atrás da manhã
o homem dormia
jogado no sonho
em busca do dia
noite e homem
postos no tempo
urdiam a vida
simplesmente
Ofício ritmado
grávido ritmo
insurgente
a vontade decreta
o pensamento
sinapses e atos
conjugados
declaram a vida
no vão dos fatos
o homem
exercício de tanto
deixa-se como ofício
construir-se humano
Gaza em rompante
Gaza
inflamada
vomita a história
nos canalhas
a vida
trucidada
constrói os vincos
da madrugada
cada palestino
carrega no grito
todos os futuros
ainda escondidos
as veias postas no tempo
são capazes do infinito
Do poema em íntima via
o poema
nunca milita
em ser palavra
que o poeta dita
antes do vínculo
na verbal labuta
o poema apalavra
o poeta, o sentir e a luta
dado aos caminhos
veias do futuro
tem-se ainda presente
nos passados que usa
o poema e o poeta
furtam-se nos verbos
do sentimento militante
de seus versos
Raias da vida
as raias do homem
postas na vida
assumem os tempos
na luta que consiga
navega-las vastas
no suor dos dias
na inata prontidão
da humana lida
cabe-las intrínsecas
na vontade lúdica
de construir o mundo
nos desvãos da luta
Rimado futuro
cada fração de tudo
seja assim de todos
como parto coletivo
da gestão do povo
construído pari-passu
nas encostas da vida
seja rumo da luta
solta nas avenidas
haja como sonho
embrulhado nos braços
no tempo das vésperas
desse largo abraço
os caminhos do povo
como tanto
são infinitos laços
Tempos e vias
nem a tarde
encherá o tempo
quanto as razões
que se invente
nas manhãs do homem
postas na mente
derramar-se na vida
como nascente
de rios caudalosos
grávidos e recorrentes
tempos assim criados
firmam os dormentes
nas ferrovias da alma
nos trilhos da gente
Temporário vagar
as rédeas do tempo
tramitando as horas
instauram o homem
em suas demoras
as vindas do corpo
as postas na memória
lapsos intrusos de si
como instrumento
das montanhas egóicas
do pensamento
nada do espaço humano
resta vago no tempo
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.