Lista de Poemas
Curso em voga
havia um tempo
solto no espaço
pulsando o coletivo
desembestado
na confluência de si
em seus abraços
a contingência
seus futuros
criaram passos
agora em muros
a contração coletiva
em privado uso
resta forjar um tempo
cordas da história
que o abraço aconteça
fora da memória
do rumo avante
jogue no tempo
sua arquitetura
trace seus vínculos
no vão da luta
as que vinguem de si
as que sejam da rua
mares que consiga
nadando em tanto
humano tubarão
traçando o horizonte
tudo do que seja a vida
posta avante pelos braços
avança humana ainda cedo
em todas noites em que tarde
Rasante onírico
o sonho
nem era tanto
que escondesse a vida
pelos cantos
trazia em si
rasgos do tempo
um jeito de pulsar
desejos inadimplentes
rompia a noite
embrulhado no sono
construindo saídas
em seus lances
o sonho era o palco
em seus recados
voluntariamente posto
como coxia dos atos
das dolosas culpas
o dolo
é estar em culpa
militando a vida
no vão da luta
a culpa
é estar doloso
compartindo a luta
dentro do povo
estar culpado
é viver doloso
a inocência exata
de quem vive todo
Becos da vida
tudo do que tanta
seja assim a vida
possa estar caminho
de ser construída
nos degraus de si
nos passos coletivos
tudo do que tanta
seja assim a luta
possa estar constante
no colo das ruas
comício farto da vida
nos passos do futuro
Poema em meada
o fio da meada
é estar em verbos
soletrando o tempo
pela madrugada
o sonho
sem palavras
escancha o poema
pela alma
o poeta, livro de si,
lavra palavras
como transeunte
em suas páginas
Parâmetros
até que um dia
o único possessivo
seja apenas modo
de viver o infinito
até que um dia
propriedade
seja apenas modo
de viver a liberdade
até que um dia
todo indivíduo
só saiba de tanto
quanto coletivo
até que um dia
como única estrada
a trama humana
seja instaurada
vívido flagrante
resumida
ia a vida
boiando o tempo
à deriva
de repente
quando desejo
deu-se rio
cachoeira
a vontade
vestindo o ato
de repente
deu um salto
fez-se como sonho
já nos braços
Tempo em cena aberta
ao pretender o dia
o tempo esgarça
e penteia a noite
como madrugada
à tarde
envelhecendo o dia
o tempo joga rugas
em suas vias
até que a noite
anciã das horas
dê-se às estrelas
como senhora
ao sol
resta o enfado
de gerente da luz
em seus enlaces
Reminiscência CIV
no meio da praça
o megafone fala
as ordens do povo
o pulsar da alma
a vida
dada em comício
grita ao mundo
seus indícios
o jovem
militante do mundo
asfaltava em si
as ruas do futuro
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.