Lista de Poemas
Materialidade em discurso corrente
a matéria
que por ser eterna
conclui-se na não conclusão
de suas perdas
força de si mesma
figura plástica do sempre
marca causal das energias
que vivem variavelmente
menina eterna
gestos indefinidos
na revolução carente
em busca dos sentidos
fotons e fatos
geridos nesse ventre
de máquina mater
do desenvolvimento
que por ser eterna
conclui-se na não conclusão
de suas perdas
força de si mesma
figura plástica do sempre
marca causal das energias
que vivem variavelmente
menina eterna
gestos indefinidos
na revolução carente
em busca dos sentidos
fotons e fatos
geridos nesse ventre
de máquina mater
do desenvolvimento
👁️ 119
Despedida
o adeus
murchou minha mão
e uma paz insurgente
fez-se à frente
chorei
e toda lágrima
era um lago exato
da prática
e como água
era um lago intacto
de quem sobrou da ausência
cheio de cansaço
murchou minha mão
e uma paz insurgente
fez-se à frente
chorei
e toda lágrima
era um lago exato
da prática
e como água
era um lago intacto
de quem sobrou da ausência
cheio de cansaço
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Caminhos do poema em trânsito corrente
que o poema
mais que palavra
seja panfleto e paz
além de arma
e diga-se,
transeunte em seus vãos,
pedaços de vontade
esculpidos pelas mãos
e sinta-se
qual metralhadora e lógica
em espalhar-se informe
pela história
mais que palavra
seja panfleto e paz
além de arma
e diga-se,
transeunte em seus vãos,
pedaços de vontade
esculpidos pelas mãos
e sinta-se
qual metralhadora e lógica
em espalhar-se informe
pela história
👁️ 64
Das amortizações humanas no tempo
a palavra
posta em fios e íons
atravessa o mundo
em desvarios
morse
agora engavetado
escuta a cibernética
em dígitos desesperados
e os correios da vida
esparramados no tempo
vivem a ânsia fugitiva
das ondas do pensamento
e o homem digitaliza
todos os sentimentos
posta em fios e íons
atravessa o mundo
em desvarios
morse
agora engavetado
escuta a cibernética
em dígitos desesperados
e os correios da vida
esparramados no tempo
vivem a ânsia fugitiva
das ondas do pensamento
e o homem digitaliza
todos os sentimentos
👁️ 37
Novamente aos torturados com indícios
o corpo moi a tortura
no vão da consciência
e o ferro que fere a razão
explicita a luta
que se engravida da prática
sem as doses de culpa
que tangem a inocência
de quem habita as ruas
o ferro grava chamas
na carne escorraçada
mas do vão da razão
como uma nesga de força
a consciência explode um grito
engravidado do povo
que essas grades virem pão
nos braços do povo
e que a liberdade
louca pelas ruas
transite todas as alegrias
e deite-se confortável
nos braços dos torturados
como uma grave bandeira.
no vão da consciência
e o ferro que fere a razão
explicita a luta
que se engravida da prática
sem as doses de culpa
que tangem a inocência
de quem habita as ruas
o ferro grava chamas
na carne escorraçada
mas do vão da razão
como uma nesga de força
a consciência explode um grito
engravidado do povo
que essas grades virem pão
nos braços do povo
e que a liberdade
louca pelas ruas
transite todas as alegrias
e deite-se confortável
nos braços dos torturados
como uma grave bandeira.
👁️ 62
Introspecção
sou agora
o tão empírico
no comício geral
dos meus sentidos
sou
além da certeza
a dúvida e o achado
pela natureza
vivo o cosmos
com a filosofia no bolso
a distribuir em cada sentimento
o povo
sou
exageradamente antigo
essa certeza intacta
das mortes que consigo
o tão empírico
no comício geral
dos meus sentidos
sou
além da certeza
a dúvida e o achado
pela natureza
vivo o cosmos
com a filosofia no bolso
a distribuir em cada sentimento
o povo
sou
exageradamente antigo
essa certeza intacta
das mortes que consigo
👁️ 48
Verborrágica vazão da dor em síntese
a dor
possui os resquícios
que as palavras lançam
em seus comícios
eis que avança
como dor e verbo
e flui em ondas
em destempero
lanhadas todas as ternuras
pelo chicote do medo
a dor é só um disfarce
dos verbos sem enredo
possui os resquícios
que as palavras lançam
em seus comícios
eis que avança
como dor e verbo
e flui em ondas
em destempero
lanhadas todas as ternuras
pelo chicote do medo
a dor é só um disfarce
dos verbos sem enredo
👁️ 131
Olga Benário em rápida preleção
Olga
tinha nas faces
todas as verdades
em que lutasse
íntima do futuro
discursava a luta
como um verbo farto
livre e sem culpas
e num abril
morta em sua carne
deixou-se pela história
como uma grande nave
Olga era um rompante da vida
em sua grave humanidade
tinha nas faces
todas as verdades
em que lutasse
íntima do futuro
discursava a luta
como um verbo farto
livre e sem culpas
e num abril
morta em sua carne
deixou-se pela história
como uma grande nave
Olga era um rompante da vida
em sua grave humanidade
👁️ 133
Do riso como vontade
tanger os ventos
com o riso
é como inventar
todos os indícios
de que a vontade
é um precipício
onde desembocam
todos os atos
em que sejamos coletivos
construir o futuro em suas costas
é trafegar o tempo em comícios
com o riso
é como inventar
todos os indícios
de que a vontade
é um precipício
onde desembocam
todos os atos
em que sejamos coletivos
construir o futuro em suas costas
é trafegar o tempo em comícios
👁️ 38
Do poema em formas e substância
o poema
não é milagre
mas pode estar cedo
quando tarde
é que o verbo é conteúdo
mesmo quando a forma
nem sabe
o poema
não se deixa indiferente
é sempre um discurso
mesmo desarrumado
e reticente
a forma é só uma palavra
dos conteúdos em que assente
não é milagre
mas pode estar cedo
quando tarde
é que o verbo é conteúdo
mesmo quando a forma
nem sabe
o poema
não se deixa indiferente
é sempre um discurso
mesmo desarrumado
e reticente
a forma é só uma palavra
dos conteúdos em que assente
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.