Lista de Poemas
Guerrilha vital
exercício de tanto
lavre-se a vida
revolta humana
matéria em guerrilha
tê-la aos trancos
solta nas ruas
vigência combatente
batalha lúdica
marcha de todos
mesmo única
instância coletiva
vaga transeunte
a vida milita o mundo
matéria combatente
Das humanas atas e atos
lavre-se da vida
ata humana
atos de tanto
de quem ama
de quem arma
dado a chama
objeto da luta
em cada trama
forja coletiva
como tanta
usina pessoal
de quem proclama
a inata prontidão
da invenção humana
Vias do homem
a via humana
reverbere
unânime plenitude
da matéria
dê-se aos atos
lúdica constância
nexo causal
da militância
subtraia o tempo
espaço da luta
como vão criador
itinerante discurso
a construção do mundo
desenha seu rumo
como fora um salto
nos limites de tudo
Do quanto ser
o encontro
é deixar-se tanto
prontidão de outros
como quanto
viger o mundo
em seus pedaços
infinitos que teime
pelos passos
laçar a vida
em cada rodeio
na raia arquitetada
dos desejos
rio grávido do tempo
a vida escorre dos braços
pelo pensamento
Unânime prontidão
útero da manhã
o sol encabulado
arquiteta as luzes
de seus passos
estrela
acorda a cidade
gerente do tempo
dono da paisagem
o mundo
nave incontida
gasta os homens
no calor da vida
prontidão do universo
nesse estar incontido
Et al e tantos
quando outro
esteja o homem
veias de si
unidade pelo todo
trâmite exato
de quem trama
trânsito farto
prontidão humana
rasgos construídos
da inata vontade
de estar sempre
preso na liberdade
a vida é exata bandeira
de tremular quem a invade
Vigência temporal
tudo do tempo
quanto vontade
da-se ao agora
quando saudade
arquivo humano
viés dos sentidos
em seus ritos
alinhamento do passado
futuro presumido
a vida atrasa as horas
como fora espaço
construção temporã
de nesgas do passado
a saudade é um mar afoito
à procura de seus barcos
Do andejar humano
arrastando a vida
segue o homem
as vias de si
seus enredos
do tempo
constrói o espaço
na instância do desejo
e seus lapsos
flui suas veias
insone esforço
quando a lua
boiando na noite
enfeita a rua
nos olhos do povo
andejar humano
transcurso da matéria
em busca do novo
Das versões do pensar
o sol acordado
olho da madrugada
acende a saudade
arquivo exato da alma
o homem
navegante de si
finge-se mar
como disfarce
o mundo
rastejando a vida
forja o real
como oitiva
as paisagens do tempo
inundam cada tentativa
Do verbo em vida
a palavra arde
intransigente
curvas do verbo
que se sente
rio imaginário
sentimentos
cachoeira exata
quando gente
a palavra arde
ainda insistente
comício humano
de quem sente
as correntes de si
os ruídos do tempo
na gramática humana
a vida é um verbo cogente
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.