Lista de Poemas
Embaralhos
espaço de quando
tempo de onde
a vida embaralha
quando tanta
inventa caminhos
joga-se planta
projeto reticente
da gestão humana
interlúdio vital
matéria lúdica
da vazão coletiva
de sua música
a vida é brinquedo exato
de quem a luta
Matéria em rito
o beija-flor
lúdico astronauta
finge-se helicóptero
como tática
as flores
em seus descuidos
jogam o beija-flor
em suas culpas
essa mania intensa
de bica-las avulsas
pássaro e vegetal
matéria em rito
brincam de vida
montados no infinito
Vi(d)as
a vida
assim lavrada
pesa mais
que a palavra
dize-la como tanta
verbo ilusório
denega ilações
músculo retórico
a vida dá-se discurso
como fato cogente
revoada de atos
da matéria vivente
a vida constrói em si
palavras que sente
verbos construídos
daquilo que consente
Volitiva marcha
a vontade
desejo militante
régua da vida
posta no homem
mede os fatos
que confronte
dizê-la avante
remonta a vida
futuros que ata
vínculos temporais
soltos na estrada
o desejo é larga seta
cravada na alma
Vazões infindas
a matéria engole a si
íntimo exercício
ansiedade lúdica
de lamber-se infinita
espaço e tempo
dão-se inaptos
terminal estrela
em seu cansaço
fusão nuclear
infinito em transe
parto inato de estrelas
velório de horizontes
o universo posta em si
todas as jusantes
as delatadas apócrifas
as cumpridas no homem
Dos bemóis da luta
a história
marcha o tempo
no caderno da vida
construção da matéria
lapso humano
de suas investidas
o homem
traçado nas ruas
constrói nos passos
as léguas da luta
bordando nos fatos
aquilo que construa
a história é o compasso
na pauta de sua música
Declaração
fica declarado
como escambo
o sentir da vida
pelo estar lutando
fica declarado
como desafio
construir-se único
mesmo coletivo
fica declarado
quanto avença
as razões de todos
que se tenha
fica declarado
quanto ofício
descobrir os modos
do infinito
Voluntário curso
a vontade
oficina da vida
trama no homem
suas armas
as vias dos fatos
as vias da alma
trança-las
instâncias avulsas
misturam o tempo
em suas culpas
as vindas do homem
as vindas da luta
assim entrelaçadas
joga-las no mundo
coletiva senda
é a prontidão de tudo
Dos ares de si
dos céus de si
o homem transita
naves do desejo
nos ares da vida
a vontade
combustível inato
ressoa o tempo
em suas asas
bólide recorrente
prontidão humana
vigência quanta
de estar sonhando
o universo dá-se a pouco
nos seus passos de tanto
Dos olhos em trânsito
os olhos
buscam o horizonte
nas ruas abertas
dentro do homem
laçam o tempo
quando saudade
constroem as vistas
da liberdade
dado à paisagens
mesmo ocultas
riscam na visão
os meandros da luta
fotografam no homem
a vontade implícita
de pintar o mundo
nas cores da vida
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.