Lista de Poemas
Palavras
o poeta
nem percebe
o poema sofrendo
sua verve
é que a palavra
quando cala
rasga o verso
em sua fala
o poema
em cada lavra
é só um discurso
pela alma
tudo que lhe conversa
é um verbo astronauta
voando versos
nas brechas do poeta
Navais instâncias
contumaz navegante
dou-me ao exercício
de construir meus mares
como civil ofício
submarino de mim
milito a vontade
na naval contingência
da liberdade
os navios do tempo
porventura encalhados
teimam na consciência
como uma saudade
o foro da minha resistência
são as ondas em que caibo
Parto em cena
o palco
era o útero
grávida cena
a cortina fingia
como placenta
o ator
dava-se ao parto
como parteiro inato
de seus atos
a vida ensaiada
montava o tempo
na vulva do teatro
Navais instâncias
contumaz navegante
dou-me ao exercício
de construir meus mares
como civil ofício
submarino de mim
milito a vontade
na naval contingência
da liberdade
os navios do tempo
porventura encalhados
teimam na consciência
como uma saudade
o foro de minha resistência
são as ondas em que caibo
Vivência in loco
o propósito
é estar in loco
vivendo tanto
a matéria posta
fração humana
sua lógica
o propósito
dá-se ao rito
de dividir possível
cada infinito
os que estejam vigentes
os que estejam consumidos
as dúvidas ainda sãs
as certezas pretendidas
a proposta é ser mar
das ondas consentidas
Ode à parteira Dinalva
motorista da vida
cegonha fictícia
Dinalva voava as mãos
o tempo, asas e vaginas
acostumada em tanto
da humana instância
Dinalva instrumentava
o parto como dança
do vão de seus braços
assim como alavancas
a matéria pulsante
deixava-se criança
o parto havia Dinalva
como bailarina circunstância
infante rastro em tudo
palco grávido do mundo
Panfleto em rimas
derramado nas letras
Marx ainda tramita
as veias rubras do mundo
pulsando a vida
deixá-las abertas
varizes do povo
vão das hemoptises
na insurgência do novo
o fulcro das ruas
perpetrando assaltos
deixa o peso dos ombros
derramar-se nos passos
o caminho exato do futuro
vive assim desembestado
como um tempo ainda roto
que precisa de bordados
Passadas viventes
envelhecer como tanto
não é deixar-se no tempo
antes é um debulhar-se
em coletivas presenças
assim como uma tempestade
de todos nossos ventos
é como montar as horas
em minutos divergentes
que leiam o rol da luta
nos manifestos que sente
envelhecer é montar as rugas
na mocidade do tempo
Ode à parteira Dinalva
motorista da vida
cegonha fictícia
Dinalva voava as mãos
o tempo, asas e vaginas
acostumada em tanto
da humana instância
Dinalva instrumentava
o parto como dança
do vão de seus braços
assim como alavancas
a matéria pulsante
deixava-se criança
o parto havia Dinalva
como bailarina circunstância
infante rastro em tudo
palco grávido do mundo
Parto em cena
o palco
era o útero
grávida cena
a cortina fingia
como placenta
o ator
dava-se ao parto
como parteiro inato
de seus atos
a vida ensaiada
montava o tempo
na vulva do teatro
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.