Lista de Poemas
Do poema e sua infringência teológica
o poema
não se mede
com a régua volátil
das preces
suas léguas
resumidas
parcelam os infinitos
do que digam
não há céus dispostos
a arcar com seus arbítrios
não se mede
com a régua volátil
das preces
suas léguas
resumidas
parcelam os infinitos
do que digam
não há céus dispostos
a arcar com seus arbítrios
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Desmond Tutu em itinerâncias
Desmond nem sabia
das léguas de tudo
que espalhava, em gestos,
pelas costas do mundo
verdadeiro, não media,
a persistência do ato
em que se dizia
é que sobrava verdade
nas carnes em que vivia
como cidadão itinerante
do Mundo Rainha.
das léguas de tudo
que espalhava, em gestos,
pelas costas do mundo
verdadeiro, não media,
a persistência do ato
em que se dizia
é que sobrava verdade
nas carnes em que vivia
como cidadão itinerante
do Mundo Rainha.
👁️ 95
Visões do avante na crise
o gosto do futuro
debruçado na crise
desenha ilusões
em quem insiste
olhar furtivo
pelos ombros do tempo
aponta nos sonhos
o que se pressente
a crise abraça o futuro
nas razões e seus repentes
debruçado na crise
desenha ilusões
em quem insiste
olhar furtivo
pelos ombros do tempo
aponta nos sonhos
o que se pressente
a crise abraça o futuro
nas razões e seus repentes
👁️ 67
Sentimental digressão em dialética performance
assim que me trago
nos ombros do que sinto
como não ser dialético
nas curvas desse labirinto
as encruzilhadas do peito
nas farturas dos caminhos
carecem de certo escopo
para decretarem-se destino
o leme do melhor esforço
dirige o rumo dos sentidos
nada que não seja novo
terá a cepa dos sorrisos
nos ombros do que sinto
como não ser dialético
nas curvas desse labirinto
as encruzilhadas do peito
nas farturas dos caminhos
carecem de certo escopo
para decretarem-se destino
o leme do melhor esforço
dirige o rumo dos sentidos
nada que não seja novo
terá a cepa dos sorrisos
👁️ 92
Das lavraturas do poema em roçados aparentes
assim lavrado
no eito das palavras
o poema é um roçado
nos canteiros da alma
flui tão desenfreado
pelas bordas da consciência
como um rio encantado
que desemboca de repente
o poema é um recado
bordado dentro da gente
ao poeta cabe colhe-lo
e bebe-lo como semente
no eito das palavras
o poema é um roçado
nos canteiros da alma
flui tão desenfreado
pelas bordas da consciência
como um rio encantado
que desemboca de repente
o poema é um recado
bordado dentro da gente
ao poeta cabe colhe-lo
e bebe-lo como semente
👁️ 101
Volitivo manifesto em gesta
e assim que a vontade
tenha o jeito manso de fato
possa o homem debruçar-se
nos futuros que acate
é que no desvão do tempo
nas parcimônias dos gestos
a vida apequena o incenso
que sempre joga nos protestos
o futuro não é um tempo
é um espreguiçar-se do universo
tenha o jeito manso de fato
possa o homem debruçar-se
nos futuros que acate
é que no desvão do tempo
nas parcimônias dos gestos
a vida apequena o incenso
que sempre joga nos protestos
o futuro não é um tempo
é um espreguiçar-se do universo
👁️ 106
Do frevo em Olinda adormecida
nas ruas de Olinda
dorme uma alegria
um carnaval embutido
nas costas do dia
o frevo mesmo calado
assanha a ventania
e drapeja seus tons
nos ouvidos da avenida
o frevo é uma lembrança
nos asfaltos em que silencia
dorme uma alegria
um carnaval embutido
nas costas do dia
o frevo mesmo calado
assanha a ventania
e drapeja seus tons
nos ouvidos da avenida
o frevo é uma lembrança
nos asfaltos em que silencia
👁️ 140
De almas e cursos em sonhos da vontade
almas não usam máscaras
almas sentem as marcas
as que construimos nos sonhos
as que fabricamos na prática
os cursos de suas fontes
são os rios da vontade
os que desaguam no tempo
os que navegam a liberdade
vivê-los em todos os caminhos
é a forma exata de abraçá-las
almas sentem as marcas
as que construimos nos sonhos
as que fabricamos na prática
os cursos de suas fontes
são os rios da vontade
os que desaguam no tempo
os que navegam a liberdade
vivê-los em todos os caminhos
é a forma exata de abraçá-las
👁️ 150
À guisa de samba em bemóis verbais
no meio da noite desatado
como uma cachoeira incontida
o samba acorda a madrugada
enchendo de favela a avenida
e o surdo cantando pelo vento
imita os corações em seu compasso
tamborins entoam seus lamentos
voando nas mãos todos seus pássaros
o samba é um comício recorrente
da vontade de todos os abraços
como uma cachoeira incontida
o samba acorda a madrugada
enchendo de favela a avenida
e o surdo cantando pelo vento
imita os corações em seu compasso
tamborins entoam seus lamentos
voando nas mãos todos seus pássaros
o samba é um comício recorrente
da vontade de todos os abraços
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Legislativa decretação do futuro
no artigo primeiro
fica decretado:
todos os humanos
serão abraçados
e em parágrafo,
único, como instituto,
diga-se desse abraço
a amplitude de seu custo
no artigo segundo,
fique assim definido
tudo será de todos
em todos os sentidos
fica decretado:
todos os humanos
serão abraçados
e em parágrafo,
único, como instituto,
diga-se desse abraço
a amplitude de seu custo
no artigo segundo,
fique assim definido
tudo será de todos
em todos os sentidos
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.