Lista de Poemas
Quântica intrusão em veios possíves
dentro da cabeça
como um martelo
a consciência pulsa
no colo do cérebro
festa de elétrons
adormece quântica
em todas as razões
em que se diga tanta
pulsa-la é só um jeito
de afagar a esperança
como um martelo
a consciência pulsa
no colo do cérebro
festa de elétrons
adormece quântica
em todas as razões
em que se diga tanta
pulsa-la é só um jeito
de afagar a esperança
👁️ 161
Sistêmica ilação
o sistema,
incapaz e moribundo,
vomita farpas
no colo do mundo
terra e homens
desabraçados
dormem em si as curvas
do imenso fardo
tarda a manhã
em que seremos todos
um abraço recorrente
das armadilhas do novo
incapaz e moribundo,
vomita farpas
no colo do mundo
terra e homens
desabraçados
dormem em si as curvas
do imenso fardo
tarda a manhã
em que seremos todos
um abraço recorrente
das armadilhas do novo
👁️ 206
Da construção da vida em livre conivência
os desejos da vida
bordados de caminhos
inundam as manhãs
em claros escaninhos
permiti-los
em declarada construção
é como inventar futuros
com o tempo nas mãos
o homem cabe inteiro
em cada palmo do seu vão
bordados de caminhos
inundam as manhãs
em claros escaninhos
permiti-los
em declarada construção
é como inventar futuros
com o tempo nas mãos
o homem cabe inteiro
em cada palmo do seu vão
👁️ 213
Gaia em estupro e saídas recorrentes
Gaia,
estuprada,
escorre ferida
pelas madrugadas
o horizonte da luta
imitando o futuro
mostra aos homens
as veias do seu curso
e a vontade humana
nas energias que comporta
permanece construindo
a chave dessa porta
estuprada,
escorre ferida
pelas madrugadas
o horizonte da luta
imitando o futuro
mostra aos homens
as veias do seu curso
e a vontade humana
nas energias que comporta
permanece construindo
a chave dessa porta
👁️ 261
Do sofrer como desculpa informe
o sofrimento
nunca é prova
tudo que lhe mede
é a demora
em percebê-lo culpa
no laço que lhe joga
o sofrimento é um jogo
no meio da história
nunca é prova
tudo que lhe mede
é a demora
em percebê-lo culpa
no laço que lhe joga
o sofrimento é um jogo
no meio da história
👁️ 175
Do maleável cérebro em decantadas poses
o cérebro
estático
lança infinitos
em nossos braços
máquina,
o corpo deflagra
tudo que lhe tange
pela alma
vivê-lo em invenções
é cometê-lo como arma
na construção ainda humana
de todas as jornadas
estático
lança infinitos
em nossos braços
máquina,
o corpo deflagra
tudo que lhe tange
pela alma
vivê-lo em invenções
é cometê-lo como arma
na construção ainda humana
de todas as jornadas
👁️ 221
Andanças sonhantes em manifesto fazer
o sonho
embutido na mente
é como um futuro embrulhado
descoberto de repente
trazê-lo sempre nos olhos
no sono ou na vida
é quase cometê-lo
pelas avenidas
o seu prenúncio é um jeito
de construir suas medidas.
embutido na mente
é como um futuro embrulhado
descoberto de repente
trazê-lo sempre nos olhos
no sono ou na vida
é quase cometê-lo
pelas avenidas
o seu prenúncio é um jeito
de construir suas medidas.
👁️ 214
Infantes jornadas em sonolento acinte
a calçada
rasga a carne
no sono intransigente
da cidade
o menino
coberto de papéis
bebe o frio da noite
nas letras dos jornais
o mundo ressona podre
as vergonhas em que jaz
rasga a carne
no sono intransigente
da cidade
o menino
coberto de papéis
bebe o frio da noite
nas letras dos jornais
o mundo ressona podre
as vergonhas em que jaz
👁️ 164
Matutina reflexão com atemporais perfomances
o esgarçar da manhã,
desabraçando-se da noite,
é um caminhar dolente
das luzes em que coube
o tempo, em cambulhadas,
nos espaços e nas horas,
debulha seu desenrolar
pelos ombros da história
e os homens recolhem a vida
nos futuros em que apostam
desabraçando-se da noite,
é um caminhar dolente
das luzes em que coube
o tempo, em cambulhadas,
nos espaços e nas horas,
debulha seu desenrolar
pelos ombros da história
e os homens recolhem a vida
nos futuros em que apostam
👁️ 211
Fatos e atos em teoria empírica
nada da prática
resta indefinido
nos atos que deflagra
nos ombros da vida
a teoria, como uma flecha,
estica todos os arcos
argumentando a vazão
e a consistência do fato
o homem, debruçado em si,
é uma rebelião em cada ato
resta indefinido
nos atos que deflagra
nos ombros da vida
a teoria, como uma flecha,
estica todos os arcos
argumentando a vazão
e a consistência do fato
o homem, debruçado em si,
é uma rebelião em cada ato
👁️ 203
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.