Lista de Poemas
Da genérica mudança
tudo habita em mim
no panorama manifesto
que a matéria guarda em si
em sua máscara genérica
e dou-me ao geral
quando, disperso,
deixo de estar nas sinapses
em que me esqueço
a morte é só um desalinhar-se
da genérica função do que, hoje, teço
no panorama manifesto
que a matéria guarda em si
em sua máscara genérica
e dou-me ao geral
quando, disperso,
deixo de estar nas sinapses
em que me esqueço
a morte é só um desalinhar-se
da genérica função do que, hoje, teço
👁️ 87
Das construçōes intimoratas
quando esquece o tempo
montado em si mesmo
o homem inventa horas
nas curvas de seu enredo
e desfia-lo pela vida
como um novelo
é embrenhar-se de futuro
nos passados que teve
o homem constrói a si
com a constância de ter-se
montado em si mesmo
o homem inventa horas
nas curvas de seu enredo
e desfia-lo pela vida
como um novelo
é embrenhar-se de futuro
nos passados que teve
o homem constrói a si
com a constância de ter-se
👁️ 76
Do trânsito em corrente medida
no trânsito, engarrafado,
do tempo e da vida
restam as léguas de si
e os metros das investidas
dizê-lo corrente
em conforme discurso
é traze-lo controlado
nas rédeas do uso
o trânsito da vida
é uma avenida do futuro
do tempo e da vida
restam as léguas de si
e os metros das investidas
dizê-lo corrente
em conforme discurso
é traze-lo controlado
nas rédeas do uso
o trânsito da vida
é uma avenida do futuro
👁️ 20
Do acaso intenso do destino
o destino,
à contraluz do tempo,
é só um acaso
solto no pensamento
sua trilha
segue a narrativa
da necessidade extrema
de medir-se a vida
o acaso, nos fatos que abriga,
é uma construção fugaz,
anonimamente consentida
à contraluz do tempo,
é só um acaso
solto no pensamento
sua trilha
segue a narrativa
da necessidade extrema
de medir-se a vida
o acaso, nos fatos que abriga,
é uma construção fugaz,
anonimamente consentida
👁️ 52
Das antecedências do amanhã
o amanhã, tardio
na verdade
vive embrulhado
na nossa vontade
semea-lo aos saltos
pelo tempo
é compreende-lo militante
do sentimento
o amanhã é só um jeito
de guardar o futuro no pensamento
na verdade
vive embrulhado
na nossa vontade
semea-lo aos saltos
pelo tempo
é compreende-lo militante
do sentimento
o amanhã é só um jeito
de guardar o futuro no pensamento
👁️ 105
Dos informes traços do universo
do universo
decrete-se a forma
de ter-se infinito
infenso a normas
porque de sê-lo
assim incontido
tenha-se já completo
em vários infinitos
as réguas de tê-lo abarcado
são artifícios do juízo
decrete-se a forma
de ter-se infinito
infenso a normas
porque de sê-lo
assim incontido
tenha-se já completo
em vários infinitos
as réguas de tê-lo abarcado
são artifícios do juízo
👁️ 2
Das andanças em notas e caminhadas
nas teclas do piano
palmilhando compassos
o músico inventa seu riso
nos bemóis a que se abraça
do raso dos dedos
caminhando o teclado
o pianista tece a trama
de notas abraçadas
a música é só um comício
numa grande passeata
palmilhando compassos
o músico inventa seu riso
nos bemóis a que se abraça
do raso dos dedos
caminhando o teclado
o pianista tece a trama
de notas abraçadas
a música é só um comício
numa grande passeata
👁️ 12
Tempos em vagas
quando as tardes
dormirem as manhãs
e derramarem-se nas noites
como um tempo claro
tenham os homens a noção,
adredemente arquitetada,
de que as horas teimam o mundo
nos coletivos que declara
nada será uno e tanto
sem a luta que se trava
dormirem as manhãs
e derramarem-se nas noites
como um tempo claro
tenham os homens a noção,
adredemente arquitetada,
de que as horas teimam o mundo
nos coletivos que declara
nada será uno e tanto
sem a luta que se trava
👁️ 54
Do infante exercício onírico
adormecida
a menina sonhava
e deixava cair, aos pedaços,
o sonho pela casa
de seus olhos, entreabertos,
brotava um onírico manifesto
dos risos que construía
entre o sono e a vigília
transbordava pelo rosto
a plenitude da vida
a menina sonhava
e deixava cair, aos pedaços,
o sonho pela casa
de seus olhos, entreabertos,
brotava um onírico manifesto
dos risos que construía
entre o sono e a vigília
transbordava pelo rosto
a plenitude da vida
👁️ 49
Da chuva em largada euforia
a chuva molhava os sonhos
nas ruas, em enxurradas
e derramava sorrisos
espalhados pelas calçadas
os meninos dançavam
os bailados da infância
e jogavam pelos ares
punhados de esperança
a felicidade apenas tangia
os compassos dessa dança
nas ruas, em enxurradas
e derramava sorrisos
espalhados pelas calçadas
os meninos dançavam
os bailados da infância
e jogavam pelos ares
punhados de esperança
a felicidade apenas tangia
os compassos dessa dança
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.