Lista de Poemas
Dos foguetes em sideral floresta
no espaço,
como uma flecha,
o foguete desenha
uma indígena gesta
na mata sideral
corta o infinito
como um pássaro
veloz e decidido
o homem alinhava o universo
nas razões a que se permite
como uma flecha,
o foguete desenha
uma indígena gesta
na mata sideral
corta o infinito
como um pássaro
veloz e decidido
o homem alinhava o universo
nas razões a que se permite
👁️ 13
Procissão em transe
no andor, circunspecta,
a santa balançava
jogando pedaços de milagre
que a multidão adivinhava
a passeata transitava
tangendo as consciências,
afagando o peito de todos
em devidas providências
os santos assim viajantes
decretam-se pela ausência
e a vontade quase expressa
de permitir a obediência
a santa balançava
jogando pedaços de milagre
que a multidão adivinhava
a passeata transitava
tangendo as consciências,
afagando o peito de todos
em devidas providências
os santos assim viajantes
decretam-se pela ausência
e a vontade quase expressa
de permitir a obediência
👁️ 63
Onírica delação de palcos
quando durmo,
a cama é um palco:
todos os sonhos
infestam o cenário
aves rápidas,
na onírica paisagem,
delatam meus egos
e minhas sinapses
dormir é navegar impune
os mares de que nem se sabe
a cama é um palco:
todos os sonhos
infestam o cenário
aves rápidas,
na onírica paisagem,
delatam meus egos
e minhas sinapses
dormir é navegar impune
os mares de que nem se sabe
👁️ 3
Vívidos ensaios da existência
os ensaios da vida
restam no tempo
como um exercício tenaz
dos sentimentos
querer-se todos
nas asas da liberdade
é consumir a manhã
nas costas da tarde
ensaiar a vida
é vivê-la à vontade
restam no tempo
como um exercício tenaz
dos sentimentos
querer-se todos
nas asas da liberdade
é consumir a manhã
nas costas da tarde
ensaiar a vida
é vivê-la à vontade
👁️ 51
Dos vindouros concertos
quando a vida,
estiver em solo
abra todos os compassos
com o tempo a tiracolo
como se o refrão desenhasse
as permanências do óbvio
tanger o tempo nos fatos
como se fora um introito
do concerto de todos
abraçados à história
estiver em solo
abra todos os compassos
com o tempo a tiracolo
como se o refrão desenhasse
as permanências do óbvio
tanger o tempo nos fatos
como se fora um introito
do concerto de todos
abraçados à história
👁️ 37
Das itinerâncias do verbo
o verbo, grávido,
desmaiado no comício
inunda os ouvidos
como um precipício
engolindo as palavras
a multidão, contrita,
como um vendaval
varre a avenida
os homens bebem o palco
e sonham, militando a vida
desmaiado no comício
inunda os ouvidos
como um precipício
engolindo as palavras
a multidão, contrita,
como um vendaval
varre a avenida
os homens bebem o palco
e sonham, militando a vida
👁️ 94
Das intempéries dos fatos
o acaso
é só um salto
que a vida inventa
pelos fatos
surpreso e crente
nos limites da alma
o homem calcula
os alheios dessa prática
o acaso é só um modo
da vida dar-se aos fatos
é só um salto
que a vida inventa
pelos fatos
surpreso e crente
nos limites da alma
o homem calcula
os alheios dessa prática
o acaso é só um modo
da vida dar-se aos fatos
👁️ 30
Dos infantes saltos em pluvial disputa
do alto da ponte
como um bólide humano
o menino abraça o rio
desfazendo horizontes
a infância, recatada,
drapeja aventuras
na afoita resistência
da necessidade da disputa
o rio era só o lençol
que cobria nossa luta
como um bólide humano
o menino abraça o rio
desfazendo horizontes
a infância, recatada,
drapeja aventuras
na afoita resistência
da necessidade da disputa
o rio era só o lençol
que cobria nossa luta
👁️ 94
Escaramuças de partes
o todo
escondido na parte
deixa resquícios
por onde passe
é que infinitos
brincam de pedaços
quando a razão habita
os ombros dos fatos
viver como tudo
é só habitar esses lapsos
escondido na parte
deixa resquícios
por onde passe
é que infinitos
brincam de pedaços
quando a razão habita
os ombros dos fatos
viver como tudo
é só habitar esses lapsos
👁️ 96
Sideral flagrante
o buraco negro
adormecido
sonha a estrela
que havia sido
nesse divagar
nas costas do infinito
inscreve nos radares
todos os seus gritos
a matéria pulsa, incauta
as delações de sua vida
adormecido
sonha a estrela
que havia sido
nesse divagar
nas costas do infinito
inscreve nos radares
todos os seus gritos
a matéria pulsa, incauta
as delações de sua vida
👁️ 79
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.