Lista de Poemas
Circense travessia
o palhaço
construindo o riso
espalha ilusão
nos ombros do circo
os olhos do menino
lançados no palhaço
são trapezistas saltando
nas artimanhas do ato
o palhaço é uma usina farsante
das mágoas que traz nos braços
construindo o riso
espalha ilusão
nos ombros do circo
os olhos do menino
lançados no palhaço
são trapezistas saltando
nas artimanhas do ato
o palhaço é uma usina farsante
das mágoas que traz nos braços
👁️ 3
Das vitalícias razōes de todos
no mundo
tudo é vitalício
a matéria perdura
desde o infinito
até no homem
cumpre-se a métrica
de morrer-se abraçado
à matéria genérica
a vontade de ser eterno
é só um gesto
de dizer-se prematuro
nesse último manifesto
tudo é vitalício
a matéria perdura
desde o infinito
até no homem
cumpre-se a métrica
de morrer-se abraçado
à matéria genérica
a vontade de ser eterno
é só um gesto
de dizer-se prematuro
nesse último manifesto
👁️ 3
assobios navegantes
as ondas assobiadoras
talvez ouvissem no tempo
os assobios do menino
chamando o vento
e o cosmos, ofegante,
soprava mansamente
como se afagasse terno
os pedidos da gente
o cosmos vige em mim
como um braço permanente
talvez ouvissem no tempo
os assobios do menino
chamando o vento
e o cosmos, ofegante,
soprava mansamente
como se afagasse terno
os pedidos da gente
o cosmos vige em mim
como um braço permanente
👁️ 6
Pensante natureza
o homem,
consciência da natureza,
joga em si
liberdade alheia
tudo que o liberta
é a capacidade de se-la
e trazer-se solto
apesar de preso
o pensamento é mais um produto
dos rompantes da natureza
consciência da natureza,
joga em si
liberdade alheia
tudo que o liberta
é a capacidade de se-la
e trazer-se solto
apesar de preso
o pensamento é mais um produto
dos rompantes da natureza
👁️ 28
Ode a Stalingrado com laivos de saudade
Stalingrado, lutando,
no seu grito de vitória,
esconde-se farta
no útero da história
habita, assim, ainda tanta,
com a certeza das horas,
nos vincos claros do tempo,
o vitalício vão da memória
Stalingrado ainda adormecida
engravida o futuro em suas portas
no seu grito de vitória,
esconde-se farta
no útero da história
habita, assim, ainda tanta,
com a certeza das horas,
nos vincos claros do tempo,
o vitalício vão da memória
Stalingrado ainda adormecida
engravida o futuro em suas portas
👁️ 3
Declaração
a poesia
não pode dar-se à vaidade
de ser apenas bálsamo
da realidade
construir-se avara
sem o suor das cidades
afastar-se da vida
montando verbais disfarces
a poesia é sentimento
da humana liberdade
em postar-se em palavras
ou derramar-se em fatos
não pode dar-se à vaidade
de ser apenas bálsamo
da realidade
construir-se avara
sem o suor das cidades
afastar-se da vida
montando verbais disfarces
a poesia é sentimento
da humana liberdade
em postar-se em palavras
ou derramar-se em fatos
👁️ 1
Indígena ilação
meu cocar
tremula a consciência
como um grito exato
da primitiva avença
construi-lo transeunte
das matas que declara
nas digitais informes
do mundo em passeata
até que a indígena manhã
invente os futuros da alma
tremula a consciência
como um grito exato
da primitiva avença
construi-lo transeunte
das matas que declara
nas digitais informes
do mundo em passeata
até que a indígena manhã
invente os futuros da alma
👁️ 2
Das lonjuras volitivas do horizonte
o horizonte
posto na memória
deixa rastros do futuro
pelas córneas
escreve paisagens
nos sonhos que invoca
tê-lo viajante
pelo vão dos olhos
é fazê-lo constante
nos braços das horas
o horizonte é um sonho
grávido de demoras
acha-lo assim longe
é construir em tudo a história
posto na memória
deixa rastros do futuro
pelas córneas
escreve paisagens
nos sonhos que invoca
tê-lo viajante
pelo vão dos olhos
é fazê-lo constante
nos braços das horas
o horizonte é um sonho
grávido de demoras
acha-lo assim longe
é construir em tudo a história
👁️ 2
Do poema em forma
o poema
pode ser complexo
inventar enredos
e palavras textos
consumir estrofes
desenhando verbos
e dar-se ao mundo
em varal moderno.
o poema
pode ser humilde
nas gramaturas do que diz
da vida que comenta
traçando retratos
nas palavras simplesmente
como se fora enredo
daquilo que se sente
pode ser complexo
inventar enredos
e palavras textos
consumir estrofes
desenhando verbos
e dar-se ao mundo
em varal moderno.
o poema
pode ser humilde
nas gramaturas do que diz
da vida que comenta
traçando retratos
nas palavras simplesmente
como se fora enredo
daquilo que se sente
👁️ 2
dos arquivos em humano firmamento
nas nuvens
o arquivo agita
todos os bites
no vão da vida
a lógica
trânsito incauto
deixa no peito
um céu descampado
o dispositivo humano
jaz interditado
tudo que lhe move
é um mouse quebrado
o arquivo agita
todos os bites
no vão da vida
a lógica
trânsito incauto
deixa no peito
um céu descampado
o dispositivo humano
jaz interditado
tudo que lhe move
é um mouse quebrado
👁️ 6
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.