Lista de Poemas
A Ritinha e o Gato Siamês (infantil)
A Ritinha e o Gato Siamês (infantil)
A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez
A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez
Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava
A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada
A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu'o siamês gerou
São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez
A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez
Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava
A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada
A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu'o siamês gerou
São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
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👁️ 900
A uma senhora ! (soneto)
A uma senhora ! (soneto)
A ausência me livrou da contingência
De ver teu rosto murchar, minguando
Pela incoercível degenerescência
Da regra, que no mundo tem seu mando
E a matéria outrora bela inigualável
Hoje, é tal ave noctâmbula
Passeando com rosto murcho miserável
Só, na noite escura qual sonâmbula
Triunfo passageiro, cilício, aflição
Nos segredos insondáveis da memória
Ficou gravada sua imagem no coração
Ver as fases da beleza, hoje irrisória
Melhor evitar o precipício em vão
Deixando nos meus versos a vanglória !
São Paulo, 02 de outubro de 2008
Armando A. C. Garcia
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A ausência me livrou da contingência
De ver teu rosto murchar, minguando
Pela incoercível degenerescência
Da regra, que no mundo tem seu mando
E a matéria outrora bela inigualável
Hoje, é tal ave noctâmbula
Passeando com rosto murcho miserável
Só, na noite escura qual sonâmbula
Triunfo passageiro, cilício, aflição
Nos segredos insondáveis da memória
Ficou gravada sua imagem no coração
Ver as fases da beleza, hoje irrisória
Melhor evitar o precipício em vão
Deixando nos meus versos a vanglória !
São Paulo, 02 de outubro de 2008
Armando A. C. Garcia
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👁️ 724
A C a n d u r a
No murmurejar incessante da fonte
Corre água pura, branca, cristalina
A brancura dessa água nos ensina
Que turva, se for cair fora da fonte.
Como ela é a candura feminina
Precisa de muito viço e cuidado
Não misturar a candura ao pecado
Para não turvar a pureza angelina
Teu ego, na limpidez alabastrina
Envolvido por ternuras blandiciosas
Não deixará perceber quão mentirosas
As carícias recebidas em surdina
Para não seres tua própria vítima
Nunca deixes cair tua moral
Que a carícia jamais te arraste ao mal
Par obteres a vitória legítima.
São Paulo, 07/05/64
Armando A. C. Garcia
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Corre água pura, branca, cristalina
A brancura dessa água nos ensina
Que turva, se for cair fora da fonte.
Como ela é a candura feminina
Precisa de muito viço e cuidado
Não misturar a candura ao pecado
Para não turvar a pureza angelina
Teu ego, na limpidez alabastrina
Envolvido por ternuras blandiciosas
Não deixará perceber quão mentirosas
As carícias recebidas em surdina
Para não seres tua própria vítima
Nunca deixes cair tua moral
Que a carícia jamais te arraste ao mal
Par obteres a vitória legítima.
São Paulo, 07/05/64
Armando A. C. Garcia
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👁️ 805
A Vida Humana !!! .(soneto)
A Vida Humana !!! (soneto)
A vida humana impregnada de mentira
Deixa sem discernimento ou vontade própria
Valores perenes que a sociedade suspira
No incognoscível senso da mestria
O vislumbre da certeza inquestionável
Obscurecido pela teia da mentira
No denso lodaçal incomensurável
Tem muita gente acoimando o que aspira
Insinceridade e franqueza da alma
Divisando sempre com desconfiança
Abjeta atitude, clamores sem calma
Sem vislumbre da pura realidade
O pensamento humano em si se trança
E faz submergir a sã naturalidade
São Paulo, 13 de junho de 2007
Armando A. C. Garcia
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A vida humana impregnada de mentira
Deixa sem discernimento ou vontade própria
Valores perenes que a sociedade suspira
No incognoscível senso da mestria
O vislumbre da certeza inquestionável
Obscurecido pela teia da mentira
No denso lodaçal incomensurável
Tem muita gente acoimando o que aspira
Insinceridade e franqueza da alma
Divisando sempre com desconfiança
Abjeta atitude, clamores sem calma
Sem vislumbre da pura realidade
O pensamento humano em si se trança
E faz submergir a sã naturalidade
São Paulo, 13 de junho de 2007
Armando A. C. Garcia
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👁️ 634
Abrindo as velas ao vento
Abrindo as velas ao vento
Abrindo as velas ao vento
Ao incógnito se lançaram
Com fé, vigor e alento
O alto mar eles singraram
Pequeninas Caravelas
Por gigantes conduzidas
Em alto mar de procelas
Esperanças adormecidas
Lá na vasta imensidão
Sobre ondas encapeladas
Singrando o mar elas vão
Por águas nunca navegadas
Em silêncio, a frota navega
Dia após dia, sem cessar
Até que um dia, à terra chega
Já cansados de tanto mar
Onde as ondas tiveram fim
Novas gentes, novas plantas
E tudo estranho, enfim
Não há igrejas, nem há santas
Tem uma flora exuberante
Com recursos infindáveis
Matas virgens, diamante
Ouro e prata admiráveis
O esplendor da terra nova
Na sua vastidão imensa
Cheio de mistério, é trova
- A praia, por recompensa
Ali aportaram por fim
Cansados de tanta luta
Chegaram os índios, assim
Numa vergonha dissoluta
Deram-lhe quinquilharias
Espelhos e outros mais
E com essas ninharias
Cativaram os demais
Foram assim conquistando
Dos selvagens amizade
Deste modo atuando
Acalmaram a tempestade
Mas o índio, sempre arisco
Por vezes se sublevava
E para não correr o risco
O pessoal, não vacilava
Os dias foram passando
E estes formaram anos
O Brasil foi caminhando
Ainda hoje, há desenganos.
Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
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Abrindo as velas ao vento
Ao incógnito se lançaram
Com fé, vigor e alento
O alto mar eles singraram
Pequeninas Caravelas
Por gigantes conduzidas
Em alto mar de procelas
Esperanças adormecidas
Lá na vasta imensidão
Sobre ondas encapeladas
Singrando o mar elas vão
Por águas nunca navegadas
Em silêncio, a frota navega
Dia após dia, sem cessar
Até que um dia, à terra chega
Já cansados de tanto mar
Onde as ondas tiveram fim
Novas gentes, novas plantas
E tudo estranho, enfim
Não há igrejas, nem há santas
Tem uma flora exuberante
Com recursos infindáveis
Matas virgens, diamante
Ouro e prata admiráveis
O esplendor da terra nova
Na sua vastidão imensa
Cheio de mistério, é trova
- A praia, por recompensa
Ali aportaram por fim
Cansados de tanta luta
Chegaram os índios, assim
Numa vergonha dissoluta
Deram-lhe quinquilharias
Espelhos e outros mais
E com essas ninharias
Cativaram os demais
Foram assim conquistando
Dos selvagens amizade
Deste modo atuando
Acalmaram a tempestade
Mas o índio, sempre arisco
Por vezes se sublevava
E para não correr o risco
O pessoal, não vacilava
Os dias foram passando
E estes formaram anos
O Brasil foi caminhando
Ainda hoje, há desenganos.
Porangaba, 31/03/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 790
A Natureza
A Natureza
Cruzas o mar, a terra, os céus e os montes
Em tudo que passas vês novos horizontes
Nos céus os planetas e o brilho das estrelas,
Na terra os horrores e as coisas mais belas
No mar, o azul dos céus e as águas a brilhar
Nos montes a natureza, a despontar
Em tudo tens um enigma a decifrar
Em cada coisa uma beleza, ou um pesar
No mar tem a água, o sal e as tempestades
Nos céus trovões e, também, as potestades
Nos montes, as feras, os rios e as flores
Na terra, os homens, os ódios e os amores
Se existem oásis no cálido deserto
E pequenas ilhas no grande mar aberto
E brotam gotas d água da rocha dura
Se abre o dia, se fecha a sepultura
É porque existe algo sobrenatural
É porque o mundo não é nosso, é divinal.
São Paulo, 27/02/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Cruzas o mar, a terra, os céus e os montes
Em tudo que passas vês novos horizontes
Nos céus os planetas e o brilho das estrelas,
Na terra os horrores e as coisas mais belas
No mar, o azul dos céus e as águas a brilhar
Nos montes a natureza, a despontar
Em tudo tens um enigma a decifrar
Em cada coisa uma beleza, ou um pesar
No mar tem a água, o sal e as tempestades
Nos céus trovões e, também, as potestades
Nos montes, as feras, os rios e as flores
Na terra, os homens, os ódios e os amores
Se existem oásis no cálido deserto
E pequenas ilhas no grande mar aberto
E brotam gotas d água da rocha dura
Se abre o dia, se fecha a sepultura
É porque existe algo sobrenatural
É porque o mundo não é nosso, é divinal.
São Paulo, 27/02/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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👁️ 793
Agricultor
Agricultor
Se em chão infecto, jogares boa semente
Sem limpar teus campos primeiramente
Não esperes ter uma boa colheita
Porque a força da inércia está à espreita
Com mão firme cata as ervas daninhas
O amendoim-bravo e demais gramíneas.
Também a guanxuma, e a trapoeraba,
A tiririca, o picão-preto,e a buva,
É preciso separar o joio do trigo
As invasoras, para este, são um castigo
A disseminação está somente em tuas mãos
Depende de ti a boa colheita de grãos
Para boa produtividade, afasta a infestante
A partir da semeadura, limpeza constante
E, assim, nada mais afetará tua colheita
Por isso agricultor, à boa pratica, te ajeita
Sabes que as plantas daninhas competem
Com as culturas, e na produção refletem
Portanto, caleja as mãos no manejo do solo
Trata ele, como a mãe, trata a criança ao colo
Porangaba, 17/02/2012
Armando A. C. Garcia
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Se em chão infecto, jogares boa semente
Sem limpar teus campos primeiramente
Não esperes ter uma boa colheita
Porque a força da inércia está à espreita
Com mão firme cata as ervas daninhas
O amendoim-bravo e demais gramíneas.
Também a guanxuma, e a trapoeraba,
A tiririca, o picão-preto,e a buva,
É preciso separar o joio do trigo
As invasoras, para este, são um castigo
A disseminação está somente em tuas mãos
Depende de ti a boa colheita de grãos
Para boa produtividade, afasta a infestante
A partir da semeadura, limpeza constante
E, assim, nada mais afetará tua colheita
Por isso agricultor, à boa pratica, te ajeita
Sabes que as plantas daninhas competem
Com as culturas, e na produção refletem
Portanto, caleja as mãos no manejo do solo
Trata ele, como a mãe, trata a criança ao colo
Porangaba, 17/02/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 808
Nas asas do tempo (soneto)
Nas asas do tempo (soneto)
Vai-se apoucando a sua formosura
Presa nas asas do tempo fugaz
Imutável condição da estrutura
Que impiamente o tempo é capaz
As rugas, são o alígero retrós
Trespassada a leda mocidade
Vencidas do fausto, logo, avós
Marcadas do tempo, sem piedade
Teus fenômenos, oh! pia natureza
Instrumento geométrico das linhas
Consola-lhes o horror dessa tristeza
Aos seus olhos de moças, já velhinhas
Cura-lhes o tal vício da beleza
E que aprendam a ler, nas entrelinhas !..
Porangaba, 08/04/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Vai-se apoucando a sua formosura
Presa nas asas do tempo fugaz
Imutável condição da estrutura
Que impiamente o tempo é capaz
As rugas, são o alígero retrós
Trespassada a leda mocidade
Vencidas do fausto, logo, avós
Marcadas do tempo, sem piedade
Teus fenômenos, oh! pia natureza
Instrumento geométrico das linhas
Consola-lhes o horror dessa tristeza
Aos seus olhos de moças, já velhinhas
Cura-lhes o tal vício da beleza
E que aprendam a ler, nas entrelinhas !..
Porangaba, 08/04/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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👁️ 772
A Vida tudo consome !
A Vida tudo consome !
A vida tudo consome!...
A cada dia que passa
O amor e a felicidade !
Só não consome a desgraça.
São Paulo, 05/12/2004
Armando A. C. Garcia
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A vida tudo consome!...
A cada dia que passa
O amor e a felicidade !
Só não consome a desgraça.
São Paulo, 05/12/2004
Armando A. C. Garcia
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👁️ 694
A Mentira ! - (Infantil)
A Mentira ! - (Infantil)
O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir
Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado
Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou
Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar
Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido
Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou
Vendo a mentira do Zé
Os pastores s’entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram
Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança
No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu
Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou
Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !
São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir
Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado
Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou
Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar
Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido
Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou
Vendo a mentira do Zé
Os pastores s’entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram
Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança
No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu
Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou
Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !
São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
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E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
👁️ 828
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Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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