Lista de Poemas
A Palavra !
A Palavra !
Nasceste tão pequenino
Como cada um de nós
Na humildade do destino
Foste o portador da voz
Da voz que o peregrino
Ao mundo inteiro legou
Na palavra. Teu ensino
Às gerações consagrou
Palavras leva-as o vento
Diz o dito popular
As tuas, cento por cento
As fez, foi multiplicar
Nem os anos, nem o tempo
As puderam apagar
Elas são o grande exemplo
P'ra nossa vida pautar
Atuais, inexauríveis
Que nem o tempo consome
Alcançam todos os níveis
Na sociedade do homem
Afinal, indestrutível
A palavra do Senhor
Só por ela é possível
Alcançar o Criador
A Tua Santa Doutrina
Ensina amor e perdão
Sua essência predomina
Em moldar o coração
Dois milênios, já passaram
E os vindouros passarão
Tuas palavras perpetuaram
A luz em cada geração
O coração se ilumina
Na palavra verdadeira
Tua celeste doutrina
É a esperança, mensageira
Nas agruras do caminho
Na imensidão do deserto
Tens na palavra o carinho
O conforto, o rumo certo
Quando sem pão, sem guarida
Sem ninguém que reconforte
Com a alma desvalida
Tens na palavra o suporte
Ouve a mensagem da paz
Na palavra do Senhor
Verás que tu és capaz
De fazer o mundo melhor !
São Paulo, 19/07/2010
Armando A. C. Garcia
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A Saudade !
A saudade não chega a ser uma dor
É um sentimento perdido no tempo
É lembrança do passado não perdida
Que nos anais, é realidade vivida
Qual nau que no mar aguarda vento...
- Mansa corrente não tem movimento
Tudo para si, não passou de passatempo
- Maldosa solidão, a ausência do amor
São Paulo, 06/02/2008
Armando A. C. Garcia
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A PRIMAVERA
Ficam floridas as amendoeiras
As árvores se cobrem com novas folhas
A natureza recupera o esplendor
Após dias tenebrosos de escuro inverno
A vida se aquece, enfeita a natureza
Engalanada no perfume da flor
É a festa da perpetuação da vida
Renovação que os olhares procuram
Na alegria do renascer das flores
No gorjeio que o júbilo convida
Os casais de passarinhos, que se arrulham
Exprimindo com doçura seus amores
A primavera é a estação do amor
Quando desabrocham os brincos de princesa,
Os agapantos, lírios e as margaridas,
As hortênsias, e as violetas multicor
O jasmim, e a dama da noite, com certeza,
Perfumará as flores mais coloridas
Os jardins de azaléias, e gardênias
Gérberas, ciclones e prímulas,
Hibiscos, centáureas e amores perfeitos
Florescidos, cercados de estefânias
Com purpúreas flores pêndulas
Sobre o jardim que se chama primavera !
São Paulo, 06/09/2006
Armando A. C. Garcia
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A Princesa e o Golfinho (Infantil)
Havia um país, cujo reinado era uma ilha
Situada além mar, n'uma terra distante
No palácio morava o rei e sua filha
Numa vida feliz, serena, radiante.
A princesa, Ariete era sua única filha
O palácio real ficava à beira mar.
E envolta numa rica escomilha,
Sempre lá, a princesa ia-se banhar .
Brincava com os peixes quando ia nadar
Um golfinho ficava sempre ao seu lado,
Se cansada, a ajudava a carregar
Montado com ela, em seu costado.
E assim, às vezes por horas percorriam
Milhas do oceano, qual navio!
Quando de regresso à praia sorriam.
Só. O golfinho, ficava triste, vazio...
Na manhã do dia seguinte lá estava
Cheio de alegria e brincadeira
O golfinho que na praia esperava
Para receber a carícia lisonjeira.
Até que um dia, um barco que ali passou
Com piratas que raptaram a princesa...
Era tarde, quando o golfinho lá chegou
Não a encontrando, se encheu de tristeza.
Correu p'ro alto mar, curtir a solidão
Mas quando passava perto d um navio
Escutou alguém chamar oh! brincalhão!
O golfinho respondeu com um assobio,
A princesa pulou da amurada
O golfinho a carregou até à praia.
Onde o rei já montava uma jangada
Para ir procurá-la em outra raia.
O rei, surpreso, do que via à sua frente!
Julgou ser imaginária sua visão...
Só quando ouviu, feliz contente
O chamado da princesa, que satisfação.
Quando pode realmente compreender
Que o golfinho salvara sua filha.
Pois o bando de piratas. ia vender
Sua filha logo à frente, em outra ilha.
São Paulo, 17 de agosto de 2004
Armando A. C. Garcia
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A Desigualdade Social
A educação é a base das prioridades
Caminho certo ao equilíbrio social
Ponto de eliminação das desigualdades
Que exorbita o aprimoramento cultural
Numa terra idílica onde a chance é igual
Vegetar na ignorância e na extrema pobreza
Pel'ausência de conhecimento curial.
É caminhar sem destino da rude torpeza
A disparidade só pode ser atenuada
Com expressão da verdade e do saber
Na transmissão do conhecimento pautada
No intelecto que desponta em cada ser
Expulsar da inteligência o saber
É rudimentar processo que se cria
É o homem ser primata sem o ser
É ver uma nação inculta dia a dia
Não são acidentais as desigualdades
Provêm de um conjunto de relações
Da economia, do trabalho, das vontades
Da política, e de tuas próprias decisões
São Paulo, 16/02/2009
Armando A. C. Garcia
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A TV noticiou !
Com aspecto de libertação
À salvação de Jesus
De Demo inspiração
Fingir um reino de luz
Criou uma santa igreja
Que de santa, nada tem
Ao invés de benfazeja
Só o dinheiro, lhe convém
Lá, a pedinchança é brava
Tem cobrança, todo dia
Se não pagava, ele cobrava
Sem pagar, ninguém saía
Dos fiéis, ele exigia
Dízimos para pagar
O programa que exibia
E que não podia parar
Grandes somas amealhou
Enricou, quanto queria
Fazendeiro se tornou
Não de pequena pradaria
São milhares as suas rês
De linhagem selecionada
E o povo, fica a seus pés
Vão vê; que é presepada
É um colóquio montado
Explorando a fé cristã
Deus, não está a seu lado
Sua crença é pagã
Não é inspiração Divina
Por certo de belzebu
Que do mal, tudo ensina
Até, a comprar zebu
Não se engane minha gente
Com quem só pede dinheiro
Jesus Cristo, inteligente
Deu o exemplo verdadeiro
Indagado sobre a moeda
Com a efígie de César
Disse Jesus:
...A César o que é de César
E a Deus o que é de Deus
Ninguém quer interpretar
Esta parábola a rigor
Porque interessa amealhar
Sem o esforço... do suor
Vivem às custas de Deus
E da fé de ignorantes
São piores do que ateus
E pensam ser importantes
Pobres almas na partida
Muito terão que pagar
Sem arranque na subida
Ficam ermas a divagar
Nossa TV noticiou
Um fato, aberração
Dum apostolo que gerou
Da igreja um fazendão.
Porangaba, 24/03/2012
Armando A. C. Garcia
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Meu Destino !
Vim cumprir o meu destino
Transpor pavores sem igual
Ser humilde peregrino
Passar privação abissal
E, no infinito desacerto
Viajou minha hesitação
Tu, nunca estavas por perto
Só, longe do meu coração !
Vivi, d'ávidas esperanças
Sempre suspenso no ar
Estava em ti a confiança
Tu, estavas em outro lugar
Assim, ao ver-me traído
Do deslumbrante projeto
Vi meu sonho destruído
E, senti-me um abjeto !
Se o destino é nosso fado
Ele nos dispõe, onde estamos
Nem sempre do nosso agrado
Ele nos coloca, e ficamos
O que passa, não volta mais
Pelo destino é previsto
São razões elementais
Como o calvário a Cristo !
São Paulo, 27/04/2012
Armando A. C. Garcia
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A Águia Imperial (infanto-juvenil)
Alcandorada nos píncaros da montanha
A águia imperial, bela, majestosa
Esplende suas diáfanas plumas, garbosa
Aos últimos raios de sol em que se banha
E, eu, vendo-a assim quieta, silenciosa
Esqueci suas cruéis garra, de rapinas,
Eriçadas, acúleas e felinas
Quando ataca suas vítimas desditosas
O brilho e a beleza se suas plumagens
Aparentam-na, meiga, inofensiva
Não parecendo ser como o é, tão nociva
Quando alcandorada em cima das ramagens
Só quando surgiu bem alta, lá nos céus,
Buscando sua presa, ferina, raivosa...
Deixou exteriorizar a beleza mentirosa
Que deleitou por momentosos olhos meus!
Horrorizou-me agora o que fazia
Com aquela pomba branca agonizada
Que lutando pela vida desesperada,
Nas hiantes garras da águia, morria!
São Paulo, 25/03/1964
Armando A. C. Garcia
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ALEGRIA
Para uns é o carnaval,
Para outros futebol,
Mas tem quem goste afinal
Duma vara e dum anzol
A alegria é passageira
Vai e volta como o sol
A terra dá volta inteira
A alegria é o escol
Alegria é privilégio
De um estado de alma
Ultraje é sacrilégio
Quando fere a nossa calma
Quando a alegria se esvai
Perde-se o feliz momento
É qual máscara que cai
Do alto do firmamento
Alegria é sentimento
Prazer moral que apraz
Júbilo, contentamento
É Felicidade, é Paz !
São Paulo, 03/11/2005
Armando A. C. Garcia
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
A Sorte ! (soneto)
Já me alvejam desenganos freqüentes
Amostras que a negra sorte dedilhou
Ao nada que o vil talento me dotou
No meu estro, já murcham as sementes
Adejando as nuvens, o sol e a lua
Com o pensamento em busca da razão
Meu louco intento, meu pobre coração
Sucumbe no abismo, dorme na rua
Ah! Qual bem maior, que a própria sorte
Ditoso, quem de ti, favores merece
E nesta terra deste arrimo e suporte
E se a sorte, já está predestinada
Não mostrou por mim, nenhum interesse...
- Porque sempre fugiu de mim, essa malvada !
São Paulo, 17/09/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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