Escritas

Lista de Poemas

A alma e o instinto!

A alma e o instinto!

Vagam junto à alma instintos presos
Para não agir de modo inconsciente
Plasmados em ebúrnea ebulição
Triste amostra de enganos coesos
Luta desigual. O bem e o mal presente
A alma é o psique, o instinto o coração

São Paulo, 12/11/2008
Armando A. C. Garcia

E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
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Conflitos de Amor

Conflitos de Amor

Da afeição que eu tanto confiava
No amor que tão desejada era
Traição tamanha, jamais esperava
Quão grande a flama que em mim ardera

Enfim, só quem ama sabe, compreende
Que aquilo que se quer e se deseja
Há sempre alguém que sem pelejar contende
Tão suspeito, que em curto tempo se não veja.

As lágrimas míseros dos dias sofridos
D’ amor qu’ teve começo, nunca teve fim
Foram prelúdio de jogador vencido
Que, na ordem do destino foi traído

A lealdade das juras já negada
No amor que sustinha não renova
Infestam a alma e a vida subjugada
Como lhe convinha, seu peito aprova !

Armando A. C. Garcia   
São Paulo, 15/12/2001  
      
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A Mó da Azenha

A Mó da Azenha

Homem pacato o moleiro
Afeito ao gingar da água
Tira o trigo do celeiro
Coloca na roda d’água

Tange a água a mó da azenha
Daqui se ouve o clamor
Tritura o grão e se empenha
Na farinha da melhor

Homem pacato o moleiro
Afeito ao gingar da água
Tira o trigo do celeiro
Coloca na roda d’água

A água sempre correndo
Transforma grãos em farinha
O moleiro vai moendo
Para entregar à noitinha

E no caminho da azenha
Tange a mula carregada
É mula, não fica prenha
Mas chega ao topo cansada

Diariamente o moleiro
Faz o trajeto sem fim
Tirando o pão do celeiro
Moendo o trigo e afim

Polvilhados de farinha
O moleiro e sua mula
Pelas arribas caminha
Sem descansar a medula

Cumpre assim sua missão
Grão a grão ele vai moendo
Para que não falte o pão
Sobe as arribas correndo

A azenha é seu tesouro
Seu mundo, sua missão
Corre água no rio Douro
E amor no seu coração

São Paulo, 12/08/2009
Armando A. C. Garcia

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A Poesia!

A Poesia!

A poesia retrata o amor
A beleza a fantasia
Lê na alma o valor
Termômetro de nostalgia

A poesia é assim !
Cratera que afere o calor
Espelho da alma, jardim
Onde se planta o amor.

A poesia é o sonho
Que retrata a realidade
É o perfume bisonho
Onde reside a saudade...

É o afeto, o carinho
A eterna namorada
No percurso do caminho
Até à última morada.

A poesia é sintonia
Com um plano superior
Que rege com sabedoria
O universo interior

É o aroma, o frescor
De manhã primaveril
É o frio, o calor
O estopim o barril!

Vai-se a noite surge o dia
Assim é a poesia
Na mente inspira e traça
Novo sonho, nova graça.

São Paulo, 15/01/2005
Armando A. C. Garcia

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ABORTO - II

ABORTO - II

Quando tudo nos parece paradoxal e estranho
Com a banalização da morte, o bem da vida
É de vital grandeza que o homem tente protegê-lo
Criando regras que a prática de atos inúteis impeçam
Crueldades degradantes e não que favoreçam,
A legalização do aborto, ou a sua descriminalização.
Revela, senão a ovação ao crime a indiferença à vida
Injustificável conduta contra seres indefesos ao canho *

Infanticídio oficial, a tolher o direito de existir
Na Lei Universal, são implacáveis assassinos
Desde a mãe, aos obstetras disponíveis a essa prática
Porque após a fecundação do óvulo, existe vida
E como pode outrem dispor da vida alheia. Deicida **
Em matar com mais eficiência e destreza tática
Sem o mínimo respeito à vida do homem e seus destinos
O direito de nascer não pode ser tolhido ou reprimido.

São Paulo, 23/02/2007
Armando A. C. Garcia

*lucro desonesto
** Quem mata um deus
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A Marca do Tempo (soneto)

A Marca do Tempo (soneto)


Tu foste a lembrança do meu coração
Que a marca do tempo não pode apagar
E se algum impulso, intento em vão
A chama da paixão volta a brotar

Os eflúvios que exalam da lembrança
Vastas ondas sob o jugo de Cupido.
Para sempre perdida e sem esperança
Mil vezes me julgo velho arrependido

Trocastes pelos bens, fiel ternura
Qual punhal que sopeia* tua dor
Tua imagem luminosa, hoje escura

Teu sorriso de esplendor é amargura
A inteligência demonstrou não ter valor
Porque os bens, não se levam à sepultura.

São Paulo, 09/12/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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* calcar, reprimir, conter, estorvar o movimento de.

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ABORTO - I

ABORTO - I

Medo, angústia, desespero, remorso
Com maior ou menor repercussão
Em função do nível de esclarecimentos
Que possuímos perante a Lei Universal
Fruto de uma miopia intelectual
O aborto é a somatória do sofrimento
Agravado pelo desequilíbrio da imolação
Apesar do momento cruel , do temido escorço

Em baldes frios de clínicas, bebês, jogados são
E o espírito submetido a essa atroz violência
Sofre intensamente em razão da interrupção
brutal. Em dolorosa e impiedosa cicatriz
Que extirpou o óvulo fecundado na raiz
Onde a vida despontava em evolução
No ambiente infra-uterino, pura excelência
Ao desenvolvimento da vida e da razão

São Paulo, 23/02/2007
Armando A. C. Garcia

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Acorda Amada ! (soneto)

Acorda Amada ! (soneto)

Acorda amada ! O sol está alto e global
Não fujas da luta, do fragor terreno
O mundo te espera sempre jovial
Acorda amada desse teu sonho sereno

Eu te espero à sombra dos pinheiros
Como o levita, que medita a voz de Deus
Escuto na azenha a pedra dos moleiros
Enquanto aguardo a luz dos olhos teus

Levanta-te pois, ó minha doce amada
Já o mundo inteiro está na caminhada
E eu, aqui prostrado, espero o teu aceno

É tempo de amar ! O dia é lindo e pleno
De tanto esperar meu peito desfalece
... P’ra só reagir quando tua imagem aparece

São Paulo, 13 de março de 2008
Armando A. C. Garcia

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A Voz do Pensamento


A Voz do Pensamento

Posso calar minha boca
Calo até meu sentimento
Eu só não posso calar ...
A voz do meu pensamento !

Sufoco minha emoção,
Também calo a saudade,
Silencío o coração!
- Pensamento... é liberdade!

Calo todos os sentidos,
Só o pensamento não.
Fecho olhos e ouvidos
- O pensamento ... é em vão!

SP 09/12/2004
Armando A. C. Garcia

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São Paulo

São Paulo

A ti não chegaram às caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e America do Sul

És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual

Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repletas de arranha céus imponentes

No emaranhado, contrastas briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
És a locomotiva que roda sem parar

Berço do trabalho e da cultura
Acolhes o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro

Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A forca do destino te edificou

És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro

Porangaba, 24/01/2012
Armando A. C. Garcia

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