Escritas

A uma senhora ! (soneto)

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A uma senhora ! (soneto)

A ausência me livrou da contingência
De ver teu rosto murchar, minguando
Pela incoercível degenerescência
Da regra, que no mundo tem seu mando

E a matéria outrora bela inigualável
Hoje, é tal ave noctâmbula
Passeando com rosto murcho miserável
Só, na noite escura qual sonâmbula

Triunfo passageiro, cilício, aflição
Nos segredos insondáveis da memória
Ficou gravada sua imagem no coração

Ver as fases da beleza, hoje irrisória
Melhor evitar o precipício em vão
Deixando nos meus versos a vanglória !

São Paulo, 02 de outubro de 2008
Armando A. C. Garcia

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Comentários (1)

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vanessa
vanessa
2015-11-19

muito bom ameii