Escritas

Lista de Poemas

Sublimidade !

Sublimidade !


Porque rejeitais tanto os meus quereres
O que quereis de mim, minha senhora
Vós que sois a fonte excelsa dos prazeres
Volvei para mim, vosso amor de outrora

Deixai-me desfrutar de novo esse convívio
Vós que em tempos passados, amar-me dizíeis
Vossa presença, será para mim um alívio
Deleitar-nos-emos o quanto poderíeis

Assim senhora, provareis que me amais
Como amantes que fomos, noutras eras
Com vosso desejo, amar-me-ás, inda mais

Deixa que teu coração ao meu se renda
E vós, que me recusais em todas as esferas
Vereis em mim um baluarte, uma prenda!

São Paulo, 05-09-2012
Armando A. C. Garcia

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👁️ 635

O Bem (soneto)

O Bem.  (soneto)

 
A sensação do bem em que consiste
Senão num estímulo físico *aferente
À qual a felicidade dá auguro latente
E enxuga a lágrima daquele que está triste

É tal primavera esplendorosa
Que, com certeza coexiste em cada ser
É a palavra sublime e carinhosa
A sensação do bem, é o bem viver

Tem na essência o perfume delicado
E cabe no peito de qualquer ser humano
Benefício que deve ser multiplicado

Levando a alma ao patamar angelicano
Ante o caminho do bem purificado
Que nos conduz ao logradouro olimpiano

São Paulo, 28-08-2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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·       Que conduz
👁️ 712

Menina

Menina !

Na tua boca querida
Um beijo, deixa-me dar
Que satisfaça o desejo,
Que nutra meu desejar

A tua boca menina
Ando louco por beijar
Como água cristalina
Nunca vai-me saciar

De nada mais eu preciso
A não ser do teu amor
Tua promessa, um sorriso
Faz vibrar meu interior

Se por vontade do destino
Meu sonho se realizar
Será um beijo divino
Dos trocados no altar


A vida tem seus encantos
Corre pranto na saudade
E do amor, entretanto
A ternura e a amizade

Se tua boca eu beijar,
Podes crer minha menina
Eu, que da vida sou nada
Deste nada, serei tudo !

Será por certo um milagre
Ou uma benção de Deus
Num mundo que me foi agre
Teu beijo é benção dos céus.

São Paulo, 26/08/2012
Armando A. C. Garcia

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👁️ 705

TROVAS – 27-08-2012

TROVAS - 27-08-2012

Eu, amei-te absurdamente
Tu, absurdamente ignoraste
Hoje, queres-me incondicionalmente
Eu, passo por ti indiferente
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Eu, que passei minha vida
Sempre esperando por ti
Vejo-te agora arrependida
Tenho pena, do que senti
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Dizem por aí que o poeta
É um demente em confusão
Diz, o que lhe vem na veneta
Não escuta o coração.
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Eu amei a vida inteira
Quem amar nunca me quis
Nasce a uva da videira,
A água do chafariz
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Pulverizei de amor
A alma e coração
Assim, saí vencedor
Auferi tua afeição
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Teve um gênio colossal
Que este mundo elaborou
Criou o mundo animal
No espaço, o sol fixou.


Sua obra e conjuntura
É de arquiteto, sem igual
Sua flora é uma pintura
Tudo é lindo, natural.
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Nos restos, insignificantes
Às vezes está o melhor
Sai do cascalho o brilhante
Que lapidado tem valor


São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 650

A Mocidade

A Mocidade !

O auge da mocidade
É o auge dos desenganos
E ao crer na falsidade
Tanto mais, nos enganamos

Nem na palavra de Deus
Cremos com sinceridade
Somos uns semi-ateus
Presunçosos de vaidade

Mocidade é passageira
É tal nuvem que passou
A vida, é pra vida inteira
A mocidade voou !

A mocidade é veloz
Passa igual furacão
Deixa marcas no retrós
E marcas no coração

Muito sonho, muita espera
Audaciosa, extravagante
É uma linda primavera
De um inverno distante

Tem o perfume da flor
Na exuberância da vida
Tem mais viço, tem mais cor
É primavera florida

Depois dos trinta, geralmente
Aumenta a compreensão
Com decisão mais prudente
Sem impeto e afobação

São Paulo, 28-08-2012
Armando A. C. Garcia

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👁️ 718

No furor das águas

No furor das águas


Estou à porta deste mar que se agiganta
À minha frente, mais que o sol no horizonte
Onde o vagalhão da onda forte se levanta
Onde o forte é fraco, quando ele se enfurece


Lá, no clarão da noite, o brilho das estrelas
Nas noites tenebrosas, desesperos mudos,
Sibilam os ventos no furor das águas
Que não dão trégua à fúria que as domina


Precisa pedir à sorte, um consolo na desdita
Os fenômenos da natureza ninguém dita
Nem na grandeza dos astros no vasto céu
Nem na fantástica desventura, creio eu.


Porangaba, 25/08/2012
Armando A. C. Garcia

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👁️ 669

Tuas juras

Tuas juras...


E se as juras valessem
Serias tu a culpada
Tuas apalavras fenecem
Ao longo da caminhada

Se triste foi o anseio
Mais triste a realidade
O castigo veio em cheio
Na jura da falsidade

Que te faça bom proveito
Aquele por quem me trocaste
Tua jura, não teve jeito
Pois com ela me enganaste

Naqueles loucos momentos
De beijos e juramentos
Que de recordar me dá pena
De palavra tão pequena

No íntimo era tão falsa
Como falsa a dona dela
Desdenhosa e ingrata
E metida a aristocrata

A dor mais triste e cruel
Consome alma e coração
Bem mais acre que o fel
É a dor duma traição

Certas mágoas nesta vida
Que cego amor nos impõe
Até a ilusão é vencida
Quando algo se interpõe

São Paulo, 27-08-2012
Armando A. C. Garcia

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👁️ 716

Mente nefelibata

Mente nefelibata

*Nefelibata ficou a minha mente
Não perdida em sonhos, mas acordada
Inexpressável a tragédia de repente
Com a sentença a casa foi-me sequestrada

Na solidão sofro, o amargor da sombra
Que escureceu de linhas funéreas
E na realidade me prostra qual **lombra
Farpeado que fui na decisão ***vipéria

Que tirou de mim um bem que a duras penas
Construí, e tijolo por tijolo foi regado
Com sacrifício. E ele, tocava sua ****avena

Em místico sonho, de um sonhar safado
Em que espera qual felino sua presa
Pra dar o bote, quando não é esperado.

São Paulo, 04/09/2012
Armando A. C. Garcia

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- Quem vive nas nuvens
**efeito do uso da maconha
***venenosa; peçonhenta
**** flauta pastoril

Em breve darei nome aos bois.
👁️ 611

Sem confins

Sem confins...


Alguns, põem tanta avidez no que desejam
Que pisoteiam em gente, como num lagar
Se pisoteiam as uvas, para fazer o vinho.
Sua ostentação demonstra que ensejam
Ser a peça principal em qualquer lugar,
Não importa se o ser humano é capachinho


É a total ausência objetiva do direito
É o obter, por finalidade um resultado
Que satisfaça suas aspirações, seus fins
Mesmo que redundem, pra outros em mal feito
Seus interesses inconfessáveis, de outro lado,
São indiferentes, em sua ânsia sem confins.

São Paulo, 24/08/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 638

Troca-se


Troca-se

Troca-se o bem pelo mal
O vero, pelo irreal
O vício, pela saúde
Mesmo que leve ao ataúde


Troca-se Deus, por satanás
Tem gente que até é capaz
De sua família trocar
Se o dinheiro apontar


Troca-se a vida do campo
Pela do agitado trampo
Numa cidade qualquer
Com poluição pra valer


A razão, pela mentira
E do mundo, ninguém tira
O poder da trocação
Até amor, pela ilusão


Troca-se tudo na vida
Só depende da ocasião
Se a troca é necessária
Seja nobre, não falsária


Na inversão dos valores
Trocam-se bons, pelos piores
Num clima de louvação
Com jeitinho de salão


Trocam-se homens de brio
Por palavras, de um vazio
Sem semente e, nada mais
É barco, parado no cais


Troca-se pura alquimia
Onde reina a harmonia
A calma e a oração
Pela reles imprecação


A sagrada natureza
Com toda sua pureza
Pela vida cosmopolita
Onde tudo se agita


Troca-se o amor, pelo ódio
Centeio, pelo serôdio
Troca-se o céu, pelo inferno
O verão pelo inverno


A verdade, por fingimento
O amor, pelo esquecimento
A sorte, pela desventura
O certo, pela aventura


A face da liberdade
Pela da totalidade
De regimes de desdita
Onde o povo geme e grita


Troca-se a paz, pela guerra
A floresta, pela serra
O justo, pelo injusto
O novo, pelo vetusto


Troca-se tudo na vida
E a cada nova investida
A troca é defendida
E a troca, troca, é mantida...


Porangaba, 19/08/2012
Armando A. C. Garcia

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