Escritas

Lista de Poemas

Na medonha sociedade !

Na medonha sociedade !


Da sagrada virtude à prepotência
Da doce liberdade à violência
O homem com sua dualidade insana
Em virtudes e fraquezas se engana


Engana a si e um bando de comparsas
Em amostras desiguais cheias de farsas
Envolvendo a verdade em denso abismo
Não tem moral, não tem honra, nem civismo


São os horrores, desta medonha sociedade
Onde nunca acha um bem que o agrade
As coisas vãs, são as que mais ele adora
As de Deus, cheio de indiferença, ignora


O horror que hoje vejo nesta terra
É d'uma sociedade insana em guerra
Ante inexorável magia da ilusão
O homem perdeu o senso e a razão,


Representando o desejo à imaginação
Envolve-se no vício, na depravação
Destrói a real essência da humanidade
Numa existência frívola, sem dignidade.


São Paulo,21/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Às loas

Às loas...


Já não é mais como era
Este mundo encantador
Parece estarmos em guerra
Num tremendo desamor


Fingem todas as pessoas
Não se verem quando passam
Mandam seus irmãos às loas
Poucos são os que se abraçam


A moral e os bons costumes
Deixaram de ser respeitados
É uma faca de dois gumes
Cortando pra ambos os lados


A droga campeia solta
Logo, logo é liberada
E o povo não se revolta
Com tamanha palhaçada


Um mundo de fantasia
O que estão a criar
É tamanha a hipocrisia
Que os céus vão-se revoltar !

São Paulo, 25/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Outra Cama

Outra Cama...


Toda vez que penso em ti
Estremece meu coração
Vem à tona o que senti
Quando pedi tua mão


Embora o fulgor do sol
Não seja o mesmo de outrora
Outra cama, outro lençol
O vento range lá fora


Revolve a terra o arado
E a enxada lentamente
O pensamento, o passado
O momento, o presente.


A mágoa consola a calma
O tempo, consome a vida
A fé, dá vida à alma
A ti, meu amor querida !


Porangaba, 18/08/2012
Armando A. C. Garcia


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Último Sonho

Último sonho !


A única "coisa" que podia ter de ti,
Era o sonho, vejo agora, que a perdi
Por longos anos o sonho extravasou
Latente as fronteiras de minha fantasia
Almejei prender o tempo para te esperar
Mais uma vez, o coração quis me enganar


Reconheço, são as circunstâncias da vida
Que não se curvam, nem ao frio, nem ao vento
Tortura implacável, tremendo sofrimento
Infinita dor, profunda, insatisfeita
É como se sobre um leito alcatifado
Alguém esperasse alguém, sem ser amado


Devagarzinho, e aos poucos foi morrendo
O sonho que sonhei, e que tu mataste
Ele era a mansidão, a estrela, o caminho
Mas, naufragou meu sonho de esperança
E com ele, na mesma água o meu carinho
Meu sonho, conseguiu esta vingança.

São Paulo,23/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Escuta !

Escuta !


Se emoção aflorou ao te ver passar
Quero lembrar teu amor de outrora
E numa tela, um quadro poder pintar
Para poder lembrar o que sinto agora

Aquele instante mostra o lúcido intento.
Quem tornar pudera aos dias do passado
Sentir tua paixão, é tudo que sustento
Se falo em conjeturas, perdoa o recado

Hoje vivo cada instante, tal vivia
Tomado da esperança que invade
A cada dia mais o sonho que queria:

Ver transformado em pura realidade
Num canto suave de terna harmonia
Ao final vencido... pela falsidade !

São Paulo, 14/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Já mudei de estação

Já mudei de estação


Todo amor que foi apreço
Hoje em dia desconheço
Nem penses que me aborreço,
...Já mudei de estação

O amor, confunde a mente
E confunde o coração
E quando toca na gente
Faz-nos perder a razão

A vida tem os percalços
E tem os transtornos, também
Quem anda c´os pés descalços
Não tem crédito no armazém

Tenho imensa piedade
De quem sofre uma injustiça
E sacrifica, tudo ao nada
E nem sabe o que é cobiça

É trise viver sem rumo
Mãos vazias e sem força
Consumir-se como o fumo
Ser mais fraco que uma corça

Ser um homem consumido
Pelo vício ou ilusão
É viver arrependido
Nas asas da solidão

Palavras soletro a esmo
Nesta minha redação
Nem pareço ser o mesmo
Pela fraca composição

São Paulo, 17/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Humor Satírico

Humor/satírico


Queixou-se o cidadão
Que depois de quarenta anos
Sua mulher o abandonou.
Respondi-lhe: meu amigo
Se tua sina foi dura,
A minha foi bem pior,
A mulher que sempre amei
Nem comigo se casou.
E ouvindo minha história,
O cidadão chorou.

São Paulo,23/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Nuvem Passageira

Nuvem Passageira

Num sopro, a vida fenece
A ilusão desaparece
Como nuvem que passou
Sonho, que noutro acabou


Povoam, certos momentos
Idéias e pensamentos
Altruístas ou mundanos
Na mente dos seres humanos


Quimera azul, em flor
Assim foi, o ideal amor
Mas, utopia, solidão,
Não agasalha coração


Demência e desventura
É fruto que não amadura
O sonho de quem sonhou
Pro mundo, não acordou


Na tal nuvem passageira
Chega a morte traiçoeira
Esfaimada, espavorida
E nos conduz pra outra vida


A existência, é derradeira
A nuvem passa ligeira
E o homem se esqueceu
De louvar preces ao céu !


O homem grita, blasfema
Uiva feito uma hiena
Mas a morte, é impiedosa
Cerra os olhos, não tem prosa !


Porangaba, 11/04/2011
Armando A. C. Garcia

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Simulação

Simulação

Simulo desdém ao te ver passar
Fantasio ao meu ego indiferença
Mas minhas emoções pedem licença
Na ânsia desvairada de te beijar

Removo os liames que me apeiam
À simulação da falta de apreço
Do carinho que sinto falta, confesso
Para viver sob as flechas que permeiam

Este pobre coração em desalento
Sem os deleites fundeados em meu peito
E antes que a mágoa vença darei um jeito

De difundir num suspiro de ternura
Nas agudas ânsias e com candura
Beijar-te novamente a qualquer momento


São Paulo, 16/08/2012
Armando A. C. Garcia

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Desatando os nós

Desatando os nós


Quando penso em ti, parece que existe
A esperança tão pensada que consiste
Em ser de ti, e viver sempre a teu lado
Desatando os nós do destino em nosso fado


Mas nenhuma força humana pode conter
O fadário que no mundo, o outro tiver
Quais correntezas em vagas furiosas
No marulhar de ondas perigosas


Quero de volta os pensamentos que sonhei
Viver no outro mundo, não no que acordei
Sê tu, o licor, a iguaria do amante
Das noites de outrora, hoje, tão distante


Solta as vertentes que tens adormecidas
Nos sentidos das sombras contraídas
Vem ser feliz, mesmo que tardia a hora
Vem amor meu, não me olvides, agora !


São Paulo,21/08/2012
Armando A. C. Garcia

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