Lista de Poemas
Na mágica manhã
Na mágica manhã
É o rio, rasgando a natureza
É a onda, estourando no mar
É o brilho duma estrela, com certeza
A apontar o rumo certo a trilhar
É a água, a *transubstanciar-se
É o vento, dissipando miasmas
É o sol, radiante a afastar-se
Ao cair da tarde, noite em plasmas
É a aurora, na mágica manhã
É a sinfonia do trinar das aves
É o orvalho, a gotejar da flor
É o mundo, a transpirar louçã
A cada dia que surge sem entraves
Na catedral da prima natureza
Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia,blogspot.com
- Transformar-se; mudar a substância; mudar
É o rio, rasgando a natureza
É a onda, estourando no mar
É o brilho duma estrela, com certeza
A apontar o rumo certo a trilhar
É a água, a *transubstanciar-se
É o vento, dissipando miasmas
É o sol, radiante a afastar-se
Ao cair da tarde, noite em plasmas
É a aurora, na mágica manhã
É a sinfonia do trinar das aves
É o orvalho, a gotejar da flor
É o mundo, a transpirar louçã
A cada dia que surge sem entraves
Na catedral da prima natureza
Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia
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- Transformar-se; mudar a substância; mudar
👁️ 628
Me desnuda
Me desnuda !...
O teu lado imaginário
Me desnuda, certamente
Mas neste meu santuário
Se for prudente, não tente
Tua pérfida cilada
Pro meu lado não deu sorte
Foi uma singela piada
De tempero muito forte
A âncora podes levantar
Para aportar noutro porto.
Neste, não adianta tentar
Coração por ti está morto
Do outro lado do atlântico
Quem sabe pode morar
Um coração romântico
Que poderá te aceitar
E, se tal não ocorrer,
Percorre mundos sem fim.
Para me dares o prazer
De não te lembrares de mim.
São Paulo, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia
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O teu lado imaginário
Me desnuda, certamente
Mas neste meu santuário
Se for prudente, não tente
Tua pérfida cilada
Pro meu lado não deu sorte
Foi uma singela piada
De tempero muito forte
A âncora podes levantar
Para aportar noutro porto.
Neste, não adianta tentar
Coração por ti está morto
Do outro lado do atlântico
Quem sabe pode morar
Um coração romântico
Que poderá te aceitar
E, se tal não ocorrer,
Percorre mundos sem fim.
Para me dares o prazer
De não te lembrares de mim.
São Paulo, 04/12/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 622
Caminhos escusos
Caminhos escusos !
Caminhava nervosa e vacilante
Nas aléias do jardim arborizado
Quando soltou um grito lancinante
E ali expiou a culpa do seu pecado
Foi assaz a dor, densa e profunda
Na sinistra e pavorosa atitude
De vida escabrosa, qual vagabunda
Para isto aponta a sua ilicitude
O comportamento leviano de mulher
Que sua honra não soube preservar
Passando a despeito a ser uma qualquer
E assim finalizou sua vida desregrada
Decidiu da mesma pra sempre se afastar
A pobre mulher... estava alucinada.
São Paulo, 30/10/2012
Armando A. C. Garcia
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Caminhava nervosa e vacilante
Nas aléias do jardim arborizado
Quando soltou um grito lancinante
E ali expiou a culpa do seu pecado
Foi assaz a dor, densa e profunda
Na sinistra e pavorosa atitude
De vida escabrosa, qual vagabunda
Para isto aponta a sua ilicitude
O comportamento leviano de mulher
Que sua honra não soube preservar
Passando a despeito a ser uma qualquer
E assim finalizou sua vida desregrada
Decidiu da mesma pra sempre se afastar
A pobre mulher... estava alucinada.
São Paulo, 30/10/2012
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👁️ 718
Cálida Mulher ! (soneto)
Cálida mulher !
Libidinosa e sensual mulher
Tuas lúbricas luxúrias de prazer
Dizem mais que minhas lascivas frases
Nos depravados encantos que fazes
O teu olhar fogoso dá comoções
E esboçam veleidades aos corações
Mulher! Quantas ambições , tu dissecas
Nos quadros pervertidos... os carecas
Os últimos fios de cabelo perdem,
Tal a vicissitude que no prazer te pedem
E aos vícios abjetos ambos cedem
Nessa perversa atitude romanesca
Submissa à lasciva pitoresca
Pelo dinheiro. É uma condição grotesca.
Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Libidinosa e sensual mulher
Tuas lúbricas luxúrias de prazer
Dizem mais que minhas lascivas frases
Nos depravados encantos que fazes
O teu olhar fogoso dá comoções
E esboçam veleidades aos corações
Mulher! Quantas ambições , tu dissecas
Nos quadros pervertidos... os carecas
Os últimos fios de cabelo perdem,
Tal a vicissitude que no prazer te pedem
E aos vícios abjetos ambos cedem
Nessa perversa atitude romanesca
Submissa à lasciva pitoresca
Pelo dinheiro. É uma condição grotesca.
Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 642
Idiocracia (soneto)
Idiocracia
O homem não precisa ser nenhum James Bond
Nem tampouco um simples Charles Chaplin
Precisa é ter moral e brio, como fronde
E personalidade ágil como a do espadim
Enfim, o homem atual deve ter noção
De simbolizar a masculinidade
Não deve viver no mundo da ilusão
Nem perdido na sombra da caducidade
E na introspecção de seu interior
Antever a resolução de seus problemas
Conceituar valores e os sentimentos
Longe desta *idiocracia sem valor
Que corrompe o mundo e todos os sistemas
Posto que está presente, em todos segmentos!
São Paulo, 08/10/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
- Expressão nova não constante de
nenhum dicionário, mas cujo significado é entendido como o da democracia da
idiotice; popularização da idiotice. Enfim o mundo dos néscios e ignorantes.
O homem não precisa ser nenhum James Bond
Nem tampouco um simples Charles Chaplin
Precisa é ter moral e brio, como fronde
E personalidade ágil como a do espadim
Enfim, o homem atual deve ter noção
De simbolizar a masculinidade
Não deve viver no mundo da ilusão
Nem perdido na sombra da caducidade
E na introspecção de seu interior
Antever a resolução de seus problemas
Conceituar valores e os sentimentos
Longe desta *idiocracia sem valor
Que corrompe o mundo e todos os sistemas
Posto que está presente, em todos segmentos!
São Paulo, 08/10/2012
Armando A. C. Garcia
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- Expressão nova não constante de
nenhum dicionário, mas cujo significado é entendido como o da democracia da
idiotice; popularização da idiotice. Enfim o mundo dos néscios e ignorantes.
👁️ 651
A bruxa
A bruxa
Seu pensamento era um rio de amargura
Dissimulação de suas próprias intenções
Seu rosto a máscara de outra figura
Personificação abstrata das maldições
Superstição ao não, continua existindo
Nome: Bruxaria Tradicional no Brasil
Onde você poderá participar, intervindo
E ser um novo bruxo entre os mais de mil
Confesso que esta não é a minha praia
Mas como gosto de escrever sobre tudo
Não podia tirar meu corpo da raia
No delicado assunto, d'alvitre cabeludo
São Paulo, 09/10/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 770
Presságio (soneto duplo)
Presságio
I
Pressinto no mundo o fel da amargura
Verdade escondida nos trapos de rua
A sombra consome a luz e a figura
Na noite calada no brilho da lua
No manto celeste vejo a fé consumida
No oráculo de Delfos, sopé de Parnaso
Oferendas jogadas, esperanças perdidas
Transes e visões, foram obras do acaso
Sacerdotisas de Apolo, aqui novamente
De pastoras e religiosas disfarçadas
Vão jogando neste mundo novas sementes
E em nome doutro Deus, oblações são dinheiro
E vão amealhando tesouros às braçadas
Na fúria das ondas, são elas o timoneiro.
II
O Deus que afagam no céu não habita
E se existe, tem emoções quase humanas
Pois, se de dinheiro também necessita
Que Deus é esse que a matéria orbita
Dum sopro Divino o mundo precisa
A despertar consciências, puder definir
No palco da vida de quem profetiza
Que o povo a final, melhor saiba decidir
Pressinto na terra a paz sem sentido
O ódio e a cólera começam a crescer
Pressinto o naufrágio do mundo fingido
De vícios e tramas urdidas nas trevas
A fúria das ondas no dorso a gemer
Tracei o esboço, na prancheta as canevas
São Paulo, 01/10/2012
Armando A. C. Garcia
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I
Pressinto no mundo o fel da amargura
Verdade escondida nos trapos de rua
A sombra consome a luz e a figura
Na noite calada no brilho da lua
No manto celeste vejo a fé consumida
No oráculo de Delfos, sopé de Parnaso
Oferendas jogadas, esperanças perdidas
Transes e visões, foram obras do acaso
Sacerdotisas de Apolo, aqui novamente
De pastoras e religiosas disfarçadas
Vão jogando neste mundo novas sementes
E em nome doutro Deus, oblações são dinheiro
E vão amealhando tesouros às braçadas
Na fúria das ondas, são elas o timoneiro.
II
O Deus que afagam no céu não habita
E se existe, tem emoções quase humanas
Pois, se de dinheiro também necessita
Que Deus é esse que a matéria orbita
Dum sopro Divino o mundo precisa
A despertar consciências, puder definir
No palco da vida de quem profetiza
Que o povo a final, melhor saiba decidir
Pressinto na terra a paz sem sentido
O ódio e a cólera começam a crescer
Pressinto o naufrágio do mundo fingido
De vícios e tramas urdidas nas trevas
A fúria das ondas no dorso a gemer
Tracei o esboço, na prancheta as canevas
São Paulo, 01/10/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 854
Jesus, semeou o amor
Jesus, semeou o amor
Em sua passagem pela terra,
Jesus, semeou nela o amor
Aquele que aqui vive, só erra,
Ao desviar-se do semeador
Ele, é a luz de cada dia
Eterna lembrança do porvir
É a esperança da maioria
Que um dia, todos vão seguir
É a estrela na noite escura,
E seu luzir no firmamento
Na noite densa d'amargura
Aplaca a fúria do tormento
É o sol que rasga a escuridão
Apoio nos seixos do caminho
A luz da glória é a ascensão
Redenção do mundo em desalinho
Glorificado seja o seu carinho
Pra com o homem e a natureza
A ave aprendeu a fazer ninho
O homem, a veste e a mesa
Se por justiça, milhões clamam
Outros tantos, pelo desamor
São pobres, aqueles que não amam
Sua incúria, transforma-se em dor
São Paulo, 18/10/2012
Armando A. C. Garcia
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Em sua passagem pela terra,
Jesus, semeou nela o amor
Aquele que aqui vive, só erra,
Ao desviar-se do semeador
Ele, é a luz de cada dia
Eterna lembrança do porvir
É a esperança da maioria
Que um dia, todos vão seguir
É a estrela na noite escura,
E seu luzir no firmamento
Na noite densa d'amargura
Aplaca a fúria do tormento
É o sol que rasga a escuridão
Apoio nos seixos do caminho
A luz da glória é a ascensão
Redenção do mundo em desalinho
Glorificado seja o seu carinho
Pra com o homem e a natureza
A ave aprendeu a fazer ninho
O homem, a veste e a mesa
Se por justiça, milhões clamam
Outros tantos, pelo desamor
São pobres, aqueles que não amam
Sua incúria, transforma-se em dor
São Paulo, 18/10/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 757
A Bandalheira
A Bandalheira
Pus-me a rever a história
Deste querido Brasil
Seu passado tem glória
Seus heróis são mais de mil
Neste século encontrei
Facínoras de categoria
Que roubaram nossa grei
Quando deles era a chefia
O Ministro por cabeça
Deputados, Senadores
Roubando dinheiro à beça
Dos cidadãos sofredores
Foi tão grande a roubalheira
Que a nação se articulou
Pra coibir a bandalheira
O Supremo, os julgou
Essa corja de safados
Sem um pingo de civismo
Teve os votos sufragados
Na bandeira do cinismo
É gente despudorada
Sem um mínimo de preparo
Que de gente, não tem nada
A não ser o seu *descaro
Presidente não sabia
Assim o disse à nação
Mas nossa grana sumia
Nesse tal de mensalão
Não havia honestidade
Só astúcia nessa classe
Era tal a sagacidade
Que dispensava repasse
Esse tal de mensalão
Diziam não existir.
Nosso povo é bobalhão
Nos é forçoso mentir.
S'estava d'olhos vendados
Finalmente os desvendou
Se ouvidos, eram tapados
Igualmente os destapou
Ignorando a vergonha
Esfacelam a nação
Tomam vinho da Borgonha
O povo, água do charcão
Pervertendo a verdade
Enganam o povo singelo
Eles, são na realidade
Como uma pedra de gelo.
Escondem dinheiro na cueca
Na meia e no sapato
Eles são levados da breca
Espertinhos como rato.
**Solipsismo de ateu
Na defesa do interesse
No interesse do seu eu
O povo, nada merece !
Feira de Santana, 11/10/2012
Armando A. C. Garcia
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- Cara-de-pau; falta de vergonha
** Doutrina na qual a realidade é o eu.
Pus-me a rever a história
Deste querido Brasil
Seu passado tem glória
Seus heróis são mais de mil
Neste século encontrei
Facínoras de categoria
Que roubaram nossa grei
Quando deles era a chefia
O Ministro por cabeça
Deputados, Senadores
Roubando dinheiro à beça
Dos cidadãos sofredores
Foi tão grande a roubalheira
Que a nação se articulou
Pra coibir a bandalheira
O Supremo, os julgou
Essa corja de safados
Sem um pingo de civismo
Teve os votos sufragados
Na bandeira do cinismo
É gente despudorada
Sem um mínimo de preparo
Que de gente, não tem nada
A não ser o seu *descaro
Presidente não sabia
Assim o disse à nação
Mas nossa grana sumia
Nesse tal de mensalão
Não havia honestidade
Só astúcia nessa classe
Era tal a sagacidade
Que dispensava repasse
Esse tal de mensalão
Diziam não existir.
Nosso povo é bobalhão
Nos é forçoso mentir.
S'estava d'olhos vendados
Finalmente os desvendou
Se ouvidos, eram tapados
Igualmente os destapou
Ignorando a vergonha
Esfacelam a nação
Tomam vinho da Borgonha
O povo, água do charcão
Pervertendo a verdade
Enganam o povo singelo
Eles, são na realidade
Como uma pedra de gelo.
Escondem dinheiro na cueca
Na meia e no sapato
Eles são levados da breca
Espertinhos como rato.
**Solipsismo de ateu
Na defesa do interesse
No interesse do seu eu
O povo, nada merece !
Feira de Santana, 11/10/2012
Armando A. C. Garcia
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- Cara-de-pau; falta de vergonha
** Doutrina na qual a realidade é o eu.
👁️ 738
Coletânea de Poesias EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA
Coletânea de Poesias
EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA
SORRISO DE CRIANÇA
O sorriso de criança
De angelical pureza
Demonstra sua confiança
Neste mundo de incerteza
Franco e sadio sorriso
No seu reino de alegria
A vida é um paraíso
Que ela vive a cada dia
Sorri contente e feliz
Numa alegria sem par
É da vida um aprendiz
Capaz de nos ensinar
O sorriso de criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.
São Paulo, 19/05/2005
Armando A . C. Garcia
-------------------------------------
A GAZELA E O LOBO MAU
Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranquila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se d'um pulo alcançava
O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...
Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!
E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...
A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!
O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou!
O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.
Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.
São Paulo, 23 de agosto de 2004
Armando A. C. Garcia
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O CURUPIRA
A estória que vou contar
Não é minha criação
É folclore brasileiro
Das matas ou do sertão
Consta que na floresta
Havia um menino peludo
Dentes verdes, pés virados
Cabelos avermelhados
Criatura horripilante
Não fosse sua bondade
Dos animais vigilante
Tornar linda a fealdade.
Conta a lenda que protege
Todo animal que lá habita
E quando um caçador herege
Que caça não necessita...
Os bichos da mata imita
Ninguém o consegue ver
Assobia, grulha e grita
E da trilha o faz perder
Os que matam os filhotes
E caçam só por prazer
Judia-os passa-lhes trotes
Ficam loucos pra valer
Diz a lenda que certo dia
-Curupira era o seu nome
Na floresta um índio dormia
E Curupira tinha fome.
Então resolve comer
Do índio seu coração
Este acorda, ouve dizer
Vou fazer dele um lanchão
O índio apavorado
Fingindo medo não ter
- Teu olhar fique fechado
Que vou-te dar tal prazer !...
No bornal tinha guardado
Um coração de macaco
- Ao Curupira ofertado
Como se dele, fosse o naco.
O índio em troca pediu
Que o Curupira lhe desse
seu coração. Consentiu!
Com a faca o peito abriu...
Porque havia acreditado
Que o índio nada sentiu !
Caiu morto, esticado.
O índio fugiu aterrado...
Jurando lá não voltar
Mal um ano se passou !...
Sua filha pediu um colar
Diferente qu'o povo usou.
O índio aí se lembrou ...
Verdes dentes do duende !
Ao tirar... o ressuscitou
- O duende, nada entende....
Quis retribuir a bondade !
Arco e flechas certeiras
Para caçar sem maldade
Foram as ordens primeiras.
E avisado não poder
Mais que para um apontar
Com bando, nunca mexer ...
Porque o iriam atacar
Um dia, todo emproado...
Quis mostrar ao povo inteiro
De nenhum disparo errado
Com seu atirar certeiro
Esqueceu o recomendado
Atirou num bando inteiro
Foi de tal forma atacado
Qu'nada sobrou do arqueiro
O Curupira tudo viu
Cheio de pena ficou
Com cola, os restos uniu
O índio inteiro montou
Em razão da tal colagem
Ao índio recomendou
Não comer ou beber quente
Se não derrete para sempre
Um dia sua mulher
Fez um prato apetitoso
Muito quente e o guloso
Se apressou em comer
Derreteu de uma só vez.
- A lenda quer nos mostrar
Que a caça predatória
Não se deve praticar.
Que Curupira só deixa
Caçar um para comer
E aquele que caça enfeixa
Da trilha o faz perder.
---------
Esqueci de acrescentar
Como Curupira tem pés virados para trás
Ninguém o consegue encontrar !...
S.P. 04/12/2004 -
Armando A. C. Garcia
-----------------------------------
TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O
CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)
Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar
É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente
Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites
Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.
Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder
Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso
Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...
Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .
Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás
Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.
São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
---------------------------------
O Poeta Pigmeu ! (Infantil)
Era uma vez um poeta
Pigmeu por natureza
Escrevia tão bonito
Que encantava a realeza
Um dia p'lo Rei foi chamado
Quis saber donde provinha
Seu lindo palavreado
Que, mesmo o Rei, não o tinha
-Respondeu-lhe: são as musas
Que o transportam do além
Achando as respostas escusas
O Rei, achou ser desdém
Mandou-o encarcerar
Pensando preso não usa
Com as musas conversar
E a escrever, ele se recusa...
Foi em vão. Logo em seguida
O Pigmeu escreveu
Poesia. O sopro da vida.
- Melhor entre terra e o céu!
São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia
----------------------------------------
A MENTIRA ! - (Infantil)
O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir
Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado
Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou
Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar
Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido
Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou
Vendo a mentira do Zé
Os pastores s'entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram
Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança
No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu
Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou
Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !
São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
----------------------------------
O casal de castores
Lindo casal de castores
Vivia à beiro do rio
Nem tudo eram flores
Pelo risco que corriam
É que lá ia beber
Casal de gatos selvagens
Passando logo a querer
Dos castores tirar vantagens
Tocaiaram sua presa
Um bom tempo sem cessar
P'ra colocá-los à mesa
À noite no seu jantar
Mas o casal de castores
Arquitetos por nascença
Tinha erguido uma barragem
P'ra defender sua existência
Construíram sua morada
Com galhos bem entrançados
Com a porta de entrada
Na barragem submersa
No meio dos paus trançados
Grande espaço reservado
Lá moravam sossegados,
Com mantimento, guardado.
Até que dois gatos selvagens
Perturbaram sua paz,
Mantendo guarda cerrada
Com finalidade voraz!
Por terem discreta porta
Com entrada pelo rio,
Deixaram de virar torta
Nos ataques que sofriam.
Cansados da perseguição
Resolveram se vingar...
Fizeram um mutirão,
Para os gatos afogar.
Assim na próxima investida
Os castores de prontidão
Abriram as águas do rio
Dos gatos... nunca mais se ouviu falar.
São Paulo 09/08/2004
Armando A. C. Garcia
----------------------------------
A RITINHA E O GATO SIAMÊS
A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez
A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez
Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava
A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada
A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu'o siamês gerou
São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
-------------------------
Oração da Criança
Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p'ra cada dia
O que acho principal.
Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.
Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P'ra ele, trabalho achado.
Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P'ra vós, não é novidade!
Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.
Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.
São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
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EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA
SORRISO DE CRIANÇA
O sorriso de criança
De angelical pureza
Demonstra sua confiança
Neste mundo de incerteza
Franco e sadio sorriso
No seu reino de alegria
A vida é um paraíso
Que ela vive a cada dia
Sorri contente e feliz
Numa alegria sem par
É da vida um aprendiz
Capaz de nos ensinar
O sorriso de criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.
São Paulo, 19/05/2005
Armando A . C. Garcia
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A GAZELA E O LOBO MAU
Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranquila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se d'um pulo alcançava
O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...
Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!
E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...
A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!
O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou!
O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.
Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.
São Paulo, 23 de agosto de 2004
Armando A. C. Garcia
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O CURUPIRA
A estória que vou contar
Não é minha criação
É folclore brasileiro
Das matas ou do sertão
Consta que na floresta
Havia um menino peludo
Dentes verdes, pés virados
Cabelos avermelhados
Criatura horripilante
Não fosse sua bondade
Dos animais vigilante
Tornar linda a fealdade.
Conta a lenda que protege
Todo animal que lá habita
E quando um caçador herege
Que caça não necessita...
Os bichos da mata imita
Ninguém o consegue ver
Assobia, grulha e grita
E da trilha o faz perder
Os que matam os filhotes
E caçam só por prazer
Judia-os passa-lhes trotes
Ficam loucos pra valer
Diz a lenda que certo dia
-Curupira era o seu nome
Na floresta um índio dormia
E Curupira tinha fome.
Então resolve comer
Do índio seu coração
Este acorda, ouve dizer
Vou fazer dele um lanchão
O índio apavorado
Fingindo medo não ter
- Teu olhar fique fechado
Que vou-te dar tal prazer !...
No bornal tinha guardado
Um coração de macaco
- Ao Curupira ofertado
Como se dele, fosse o naco.
O índio em troca pediu
Que o Curupira lhe desse
seu coração. Consentiu!
Com a faca o peito abriu...
Porque havia acreditado
Que o índio nada sentiu !
Caiu morto, esticado.
O índio fugiu aterrado...
Jurando lá não voltar
Mal um ano se passou !...
Sua filha pediu um colar
Diferente qu'o povo usou.
O índio aí se lembrou ...
Verdes dentes do duende !
Ao tirar... o ressuscitou
- O duende, nada entende....
Quis retribuir a bondade !
Arco e flechas certeiras
Para caçar sem maldade
Foram as ordens primeiras.
E avisado não poder
Mais que para um apontar
Com bando, nunca mexer ...
Porque o iriam atacar
Um dia, todo emproado...
Quis mostrar ao povo inteiro
De nenhum disparo errado
Com seu atirar certeiro
Esqueceu o recomendado
Atirou num bando inteiro
Foi de tal forma atacado
Qu'nada sobrou do arqueiro
O Curupira tudo viu
Cheio de pena ficou
Com cola, os restos uniu
O índio inteiro montou
Em razão da tal colagem
Ao índio recomendou
Não comer ou beber quente
Se não derrete para sempre
Um dia sua mulher
Fez um prato apetitoso
Muito quente e o guloso
Se apressou em comer
Derreteu de uma só vez.
- A lenda quer nos mostrar
Que a caça predatória
Não se deve praticar.
Que Curupira só deixa
Caçar um para comer
E aquele que caça enfeixa
Da trilha o faz perder.
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Esqueci de acrescentar
Como Curupira tem pés virados para trás
Ninguém o consegue encontrar !...
S.P. 04/12/2004 -
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O
CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)
Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar
É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente
Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites
Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.
Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder
Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso
Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...
Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .
Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás
Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.
São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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O Poeta Pigmeu ! (Infantil)
Era uma vez um poeta
Pigmeu por natureza
Escrevia tão bonito
Que encantava a realeza
Um dia p'lo Rei foi chamado
Quis saber donde provinha
Seu lindo palavreado
Que, mesmo o Rei, não o tinha
-Respondeu-lhe: são as musas
Que o transportam do além
Achando as respostas escusas
O Rei, achou ser desdém
Mandou-o encarcerar
Pensando preso não usa
Com as musas conversar
E a escrever, ele se recusa...
Foi em vão. Logo em seguida
O Pigmeu escreveu
Poesia. O sopro da vida.
- Melhor entre terra e o céu!
São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia
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A MENTIRA ! - (Infantil)
O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir
Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado
Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou
Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar
Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido
Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou
Vendo a mentira do Zé
Os pastores s'entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram
Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança
No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu
Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou
Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !
São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
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O casal de castores
Lindo casal de castores
Vivia à beiro do rio
Nem tudo eram flores
Pelo risco que corriam
É que lá ia beber
Casal de gatos selvagens
Passando logo a querer
Dos castores tirar vantagens
Tocaiaram sua presa
Um bom tempo sem cessar
P'ra colocá-los à mesa
À noite no seu jantar
Mas o casal de castores
Arquitetos por nascença
Tinha erguido uma barragem
P'ra defender sua existência
Construíram sua morada
Com galhos bem entrançados
Com a porta de entrada
Na barragem submersa
No meio dos paus trançados
Grande espaço reservado
Lá moravam sossegados,
Com mantimento, guardado.
Até que dois gatos selvagens
Perturbaram sua paz,
Mantendo guarda cerrada
Com finalidade voraz!
Por terem discreta porta
Com entrada pelo rio,
Deixaram de virar torta
Nos ataques que sofriam.
Cansados da perseguição
Resolveram se vingar...
Fizeram um mutirão,
Para os gatos afogar.
Assim na próxima investida
Os castores de prontidão
Abriram as águas do rio
Dos gatos... nunca mais se ouviu falar.
São Paulo 09/08/2004
Armando A. C. Garcia
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A RITINHA E O GATO SIAMÊS
A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez
A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez
Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava
A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada
A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu'o siamês gerou
São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia
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Oração da Criança
Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p'ra cada dia
O que acho principal.
Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.
Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P'ra ele, trabalho achado.
Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P'ra vós, não é novidade!
Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.
Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.
São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia
E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
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