Lista de Poemas
«À Maneira De…»
Horizonte a luz se desfere. Opaca (ela)
De nós se nutre como lume aceso
O Príncipe Bastardo
Morreu no exílio não conquistou seu reino
E aqueles que invocou não o coroaram
Entre ele e seu destino havia um outro
Perdido em batalha tão confusa
Que ninguém sabe se está vivo ou morto
Iv. Ele Porém Dobrou o Cabo E Não Achou a Índia
E o mar o devorou com o instinto de destino que há no mar
1982
Xiv. Através do Teu Coração Passou Um Barco
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
1982
Não Te Esqueças Nunca
O pinhal a coluna a veemência divina
O templo o teatro o rolar de uma pinha
O ar cheirava a mel e a pedra a resina
Na estátua morava tua nudez marinha
Sob o sol azul e a veemência divina
Não esqueças nunca Treblinka e Hiroshima
O horror o terror a suprema ignomínia
Orpheu
seu canto alto e grave
O canto de oiro o êxtase da lira
Orpheu
A palidez sagrada de seu rosto
Que de clarões e sombras se ilumina
Ante seus pés se deitam mansas feras
Vencidas pela música divina
Açores
Na palavra Açor
E em redor das ilhas
O mar é maior
Como num convés
Respiro amplidão
No ar brilha a luz
Da navegação
Mas este convés
É de terra escura
É de lés a lés
Prado agricultura
É terra lavrada
Por navegadores
E os que no mar pescam
São agricultores
Por isso há nos homens
Aprumo de proa
E não sei que sonho
Em cada pessoa
As casas são brancas
Em luz de pintor
Quem pintou as barras
Afinou a cor
Aqui o antigo
Tem o limpo do novo —
É o mar que traz
Do largo o renovo
E como num convés
De intensa limpeza
Há no ar um brilho
De bruma e clareza
É convés lavrado
Em plena amplidão
É o mar que traz
As ilhas na mão
Buscámos no mundo
Mar e maravilhas
Deslumbradamente
Surgiram nove ilhas
E foi na Terceira
Com o mar à proa
Que nasceu a mãe
Do poeta Pessoa
Em cujo poema
Respiro amplidão
E me cerca a luz
Da navegação
Em cujo poema
Como num convés
A limpeza extrema
Luz de lés a lés
Poema onde está
A palavra pura
De um povo cindido
Por tanta aventura
Poema onde está
A palavra extrema
Que une e reconhece —
Pois só no poema
Um povo amanhece
1976
Sobre Um Desenho de Graça Morais
Rijeza firme do tronco
As pálidas folhas como ponta de lança
E o pequeno fruto negro
Compacto e brilhante
As Parcas
Fulvas Ménades em tigres transformadas
Já seu corpo dividem membro a membro
E o sangue bebem vinho de Setembro
Seu rosto entregaram à corrente
Que o leva para o mar de olhos azuis
Iv. Aqui Viu o Surgir Em Flor Das Ilhas
Dante, Purgatório, Canto I, terceto 5
Aqui viu o surgir em flor das ilhas
Quem vindo pelo mar desceu ao sul
E o cabo contornou para nascente
Orientando o cortar das negras quilhas
E sob as altas nuvens brancas liras
Os olhos viram verdadeiramente
O doce azul de Oriente e de safiras
1977
Comentários (10)
kkkkkkk
Poetisa que deu a magia nos co tos da minha i fancia!
foi uma grande escritora /poeta e é pena que não esteja entre nós :(
tao admirador
Amei o poema
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Fuck my errors, important are my rights that are MANY
Porque tu tens toda a razâo na maioria of your assertions, are a great poetic genius, although I despise Blake for that concept, sometimes he, as his Tiger and engraves, must be considered. Girl, you are hot in poetry. Podia ter conhecido a tua excelsa presença, eu que sou de falar dos partidos e raramente nos vivos, normalmente na musica...Amo'te Mulher
Eu não estou morta servos! Hahaha
ameei,pena q ja morreu,mais ela tinha um talento enorme...
Sophia de Mello é um Icon da literatura portuguesa