Lista de Poemas
Notas
1. Os poemas I e III são invocações da voz de Camões.
2. O poema VII é um poema sobre Dom Sebastião.
DERIVA
3. O poema IV é uma invocação de Bartolomeu Dias, o maior de todos os navegadores.
4. O poema V é uma glosa livre da Carta de Pêro Vaz de Caminha.
5. O poema XIII é uma invocação de Pessoa, que disse pertencer ao número daqueles portugueses que depois da descoberta da Índia ficaram sem emprego.
6. O poema XIV é uma invocação de Jorge de Sena.
7. O poema XV é um poema sobre as diversas Reboleiras de Lisboa, atro-zes e sem Tejo.
Xvi. Há No Rei de Chipre
Um certo mistério
Não só o ser grego
Sendo tão assírio
Mas certo sossego
E certo recuo
Entre duas guerras —
Seu corpo de espiga
Coluna de tréguas
Mora em certa pausa
Que nunca encontrei
— Clareza das ilhas
Que tanto busquei
1982
Iii. À Luz do Aparecer a Madrugada
Iluminava o côncavo de ausentes
Velas a demandar estas paragens
Aqui desceram as âncoras escuras
Daqueles que vieram procurando
O rosto real de todas as figuras
E ousaram — aventura a mais incrível —
Viver a inteireza do possível
1977
A Koré
A pesada palidez sagrada do Pártenon
Reina sobre o dia
Folhagens dançam movidas pelo vento
Na mesa ao lado a Koré de nariz direito e cabelo entrançado
Serve de intérprete e erguendo a sua taça
Brinda com os comerciantes tedescos que saquearam
A Grécia e a Europa quase toda
Mas que após a derrota de seus generais
Ganharam a guerra
O café tem pó — relíquia dos turcos
Porém no vinho resinado no frescor da vinha
Na fina suave brisa nas pálidas colunas
Algo dos deuses súbito visita
A luz do instante
V. Ali Vimos a Veemência do Visível
O aparecer total exposto inteiro
E aquilo que nem sequer ousáramos sonhar
Era o verdadeiro
1977
Viagem
E as palavras do poema não irrompiam já como palmeiras
Por isso abandonou a cidade — o país natal
País perdendo dia a dia o seu rosto:
A pintura a cair das paredes — cães
Farejando o lixo —
Brutais os gestos — obscenas as palavras
De cada coisa a beleza destroçada
Por isso se evadiu e para Oriente
Navegou e de noite e lentamente
E um novo dia se abriu em sua frente
E era um país de tigres e palmeiras
Como em longínquo cismar adolescente
Senhor
Embora sempre soubesse que me vias
Quis ver o mundo em si e não em ti
E embora nunca te negasse te apartei
1987
Vi. Eu Vos Direi a Grande Praia Branca
E os homens nus e negros que dançavam
Pra sustentar o céu com suas lanças
1982
Xi. Olhos Abertos do Navegador
Mudam aqui a luz a sombra a cor
E também faces e gestos se modulam
Segundo elaboradas estranhezas
Outro o recorte da vaga e do penedo
Caudas de dragões seguem os barcos
1982
Ii. Navegação Abstracta
Fito como um peixe o voo segue a rota
Vista de cima tornou-se a terra um mapa
Porém subitamente
Atravessámos do Oriente a grande porta
De safiras azuis no mar luzente
1977
Comentários (10)
kkkkkkk
Poetisa que deu a magia nos co tos da minha i fancia!
foi uma grande escritora /poeta e é pena que não esteja entre nós :(
tao admirador
Amei o poema
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Fuck my errors, important are my rights that are MANY
Porque tu tens toda a razâo na maioria of your assertions, are a great poetic genius, although I despise Blake for that concept, sometimes he, as his Tiger and engraves, must be considered. Girl, you are hot in poetry. Podia ter conhecido a tua excelsa presença, eu que sou de falar dos partidos e raramente nos vivos, normalmente na musica...Amo'te Mulher
Eu não estou morta servos! Hahaha
ameei,pena q ja morreu,mais ela tinha um talento enorme...
Sophia de Mello é um Icon da literatura portuguesa