Escritas

Lista de Poemas

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lcarlos coelho

lcarlos coelho

Tempo

Faz tempo que eu nĂŁo tenho tempo
NĂŁo sei se um dia eu tive tempo
Sei que vivo da saudade de vc
que nunca teve tempo para mim
Sem tempo e sem vc, cadĂȘ o meu tempo?

Sem tempo sĂł a sombra do passado me acompanha.

licroceh usalsolo.
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joao euzebio

joao euzebio

ASSIM QUE SE FOI

ASSIM QUE VOCÊ SE FOI

O SOL NÃO BRILHOU

AS ESTRELAS NÃO SURGIRAM

NEM A LUA APARECEU

O CÉU FICOU CINZENTO

E O VENTO

AS LÁGRIMAS LEVOU

ASSIM QUE VOCÊ SE FOI

MINHAS LEMBRANÇAS

SE ENCHERÃO DE CORES

OS SUSSURROS FORAM

SÓ DE AMORES

NA FANTASIA DE MINHA

SOLIDÃO

NEM O BOTÃO DAS FLORES

SE ABRIRAM

SÓ A TRISTEZA SURGIRAM

DENTRO DO MEU CORAÇÃO

ASSIM QUE VOCÊ SE FOI

FIQUEI CEGO

NÃO CONSEGUIA VER NADA

SÓ VIA ESTA ESTRADA

QUE NÃO TINHA FIM

POIS SEI QUE NÃO VOLTARA

PARA MIM

E TUDO FOI UMA DOCE ILUSÃO

ASSIM QUE VOCÊ SE FOI

O QUE ÉRA NOS DOIS

FICOU SENDO EU

FICOU SENDO VOCÊ

FICOU UMA ETERNIDADE

DENTRO DESTA SAUDADE

QUE SEI

NUNCA VAI ME DEIXAR

TE ESQUECER.
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lcarlos coelho

lcarlos coelho

Violeta Cor

O vento surgiu para dominar 

A natureza - trouxe lembranças e saudades. 

VocĂȘ se ausentou ligeira e fugaz

 Deixando o rastro dos seus passos 

No retiro encoberta de violeta cor 

Perscruta o passado o presente e se aventura

 A moldar o futuro! 

A luta continua para acertar os atalhos 

Da vida! 

Ao longe acompanho seus passos 

Lembro do amuleto - um leĂŁo, um brinquedo 

E me pergunto aonde estou

 Em seus pensamentos. 

A nascente simbiose da sua presença 

E a bailarina ausente.

 Onde encontra-lĂĄ? 

O medo emudece meus lĂĄbios 

Deixa turvos meus pensamentos 

SĂł a força vence a batalha 

 Para ver em seus olhos a resposta do amuleto doutrora.

 Licroceh Usalsolo agosto 2013

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Enide Santos

Enide Santos

Use os meus beijos

Use os meus beijos,

para se satisfazer.

Cada um com um sabor

todos dedicados a vocĂȘ.

 

Use os meus beijos,

abundantemente quentes,

Deliciosamente ardentes,

para encharcar-te de prazer.

 

Use-os molhados,

Utilize-os dedicados.

Busque novas texturas,

Aproveite-os com gula.

 

SĂŁo nos meus beijos,

que encontrara,

toda a minha “fĂșria “

em possuir vocĂȘ.

 

Enide Santos 13/06/14

 

683
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Tchoroco Záfenat

Tchoroco Záfenat

AMIGO MEU

AMIGO MEU

 

01/08/2007

Campina Grande/PB

 

Ah! Amigo meu, amigo meu.

Quanto tempo nĂŁo te vejo.

A distĂąncia separou vocĂȘ e eu.

Faz tempo que nĂŁo te vejo.

 

Lembro do dia que vocĂȘ chegou,

Pequenino, recém nascido,

Mas que depressa pulou

Do recém aos 77, e era vivido.

 

Ah! amigo meu, amigo meu.

NĂŁo conto as vezes que briguei com vocĂȘ.

VocĂȘ, educado, calado no canto que era seu.

Baixava e olhava miudinho como quem pedindo um perdĂŁo para vocĂȘ.

 

É amigo meu!

Meu sorriso e tua cauda,

Muitas e muitas coisas venceu,

Por isso Ă© meu amigo, por isso amigo meu.

 

Quantas vezes em meu ombro deixastes tuas mĂĄgoas,

E as vezes que para vocĂȘ derramei minhas lĂĄgrimas,

Eram assim, nossas palavras.

Eram assim, nossas histĂłrias.

 

MĂĄs Ă  distĂąncia nos separou,

E como nĂŁo bastasse, a morte te levou,

Nesse dia nossa histĂłria silenciou,

Lembranças e saudades é  tudo o que restou.   

http://tempuri.org/tempuri.html

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opoetadabaixada

opoetadabaixada

A CADA MOMENTO DE EMOÇÃO

A CADA MOMENTO DE EMOÇÃO

 

Bate, bate coração,

Bate, bate sempre na lida,

O coração tem a função,

De abastecer a Vida!

 

Mas; Ele vai bem além,

O que revela essa Canção,

Ele filtra os sentimentos,

A cada momento de emoção!

 

Ele mede a ternura,

De cada Ser, de cada criatura!

Ainda o afeto, o carinho,

De cada qual pelo caminho.

 

Coração, coração,

Viva a Vida minha gente!

Bate, bate sem parar,

Coração, coração quente!

 

VIVA JESUS!

 

18/05/04   ___   ___    Sergio Caroli.

 

 

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Luciano Melo

Luciano Melo

A Ilusão

A IlusĂŁo

A ilusĂŁo se compara ao vinho, e doce, suave, amargo.
O vinho te embriaga!
A ilusĂŁo! Traz-te magoas!
Mas, e necessĂĄrio ter ilusĂŁo!
Mesmo que corte seu coração! Pois sem ela, não haveria poemas nem cançÔes
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Helen Costa

Helen Costa

Divino Amor

Tomada por um sentimento de leveza
A alegria invade minh'alma
Me abraça
Me eleva
Me faz livre.

Depois de nuvens negras
Vejo o horizonte azul
E posso contemplar os pĂĄssaros.

Percebo que mesmo com os dias nebulosos
Eles sempre estiveram ali
Esperando o momento certo
Para cruzarem o céu.

Passada a escuridĂŁo,
Vejo o quĂŁo lindo se faz o dia.
Porque, sim
O dia renasce muito mais belo
Depois de uma longa noite de chuva.

Viva o sentimento mais nobre do universo
Que nos faz transcender
E nos tornarmos divinos
Mesmo sem sermos divindades.

Viva ao amor
E tudo que hĂĄ nele e por ele!

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Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

PARAMNNÉSIAS

Delongas vetoriais trajam cambraia
Enquanto dedilham meus fracassos no porta-retrato
Com suas unhas de porcelana francesa
E enxerga-me como andrajo de redoma
LetĂĄrgica, insuficiente e amargurada!
Os cavaleiros do destino debocham-me
FadĂĄrios de seus faetontes e faz de conta
Renitentes senhores do apocalipse
Brincam de malmequer com meus cabelos
SonĂąmbula demĂȘncia em demasia!
Energia cĂłsmica contentada
Inimiga conducente imaginĂĄria
Sou nada, nada, nada - confessada
Carne, ossos, sonhos e preguiça


590
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Lorenza Gomes

Lorenza Gomes

Dois Lados

Esse olhar, esse falar, esse agir, mas o que era preciso mesmo era que fossem com amor, com delicadeza, com misericĂłrdia... Esse lado mal, nĂŁo pode imperar, me sufoca, me maltrata, me
revolta, e me afasta o sorriso, a doçura, a paz... Se existe o mal é porque se faz necessårio o
bem, que traz a sublime perfeição do sorriso de quem amo, das alegrias
escondidas, do olhar sereno, das doçuras das palavras e dos gestos delicados...
Como pode o mal agir?... Que nojo o egoĂ­smo, que nojo a hostilidade, que nojo a
arrogĂąncia... Condeno tanto e Ă© o que mais reflete nesta alma pequena... Que
nojo a hipocrisia. Chega de rudeza! Ninguém precisa disso, ninguém é obrigado a
isso... Eis que apresento os frutos do EspĂ­rito. HĂĄ lugar para o fruto do EspĂ­rito,
jĂĄ ouviu falar?... É porque na verdade Ă© preciso praticar, com tanta maldade se
faz necessårio o bem, ainda hå esperança para esta pobre alma que reconhece que
precisa amar... Seja bem-vindo, amor, seja bem-vinda, bondade, seja bem vinda, paz.
E que eu seja uma boa anfitriĂŁ, minha famĂ­lia agradece, meus amigos agradecem, todo mundo agradece.






















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3
Carla Furtado Ribeiro

Carla Furtado Ribeiro

O POEMA DORME NO SILÊNCIO

O poema dorme no silĂȘncio e depois
Sobe devagar Ă s fontes do esquecimento
Até que te recordes das palavras e as 
Destiles em versos caudalosos
De assombro ou de ternura.

E pede-te que sangres as palavras 
E delas colhas as raĂ­zes do que existe:
As amoras nas polpas dos teus dedos, 
As bagas das romãs ruborizando a terra, 
A dança inocente dos noivos prometidos,
As ondas vagueando na sua paz austera,
Os cavalos eriçando suas crinas voluptuosas
E a vida trespassada de rotinas imperiosas

E o poema emerge da comunhão 
Do poeta com a amorfa voracidade dos dias 
E é raiz e caule que sustém o mundo nas 
Palavras sem as quais o mundo nem sequer existiria
 
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Larissa Rocha

Larissa Rocha

Natimorto


Tenho pena dos meus poemas

Que morrem no primeiro verso

Eles contariam meus dilemas

Mas se perdem em outro universo

 

Eles morrem antes da criação

E se vĂŁo deste mundo

Quando eu perco a inspiração

Abandono o verso moribundo

 

Ai de mim! Que mal me roubou

O verso e a prosa?

Que minha vida sem poesia

É como espinhos sem rosa!

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Luna Blanca

Luna Blanca

Enganos

Pensei amar em vocĂȘ o que de mim em vocĂȘ havia

TĂŁo tĂȘnue e eu nĂŁo sabia

O limite entre a realidade e a ilusĂŁo

Cai entĂŁo no conto do amor perfeito

E ali deitada em teu peito fiz uma regressĂŁo

Aos velhos tempos de infĂąncia

VocĂȘ sabe

Alma gĂȘmea...

PrĂ­ncipe encantado...

Outra metade da laranja...

ConfusĂŁo!

Deixei-me mover por idéias d'algo que não pensa

Loucura

InconsequĂȘncia

Coração

Hoje sofro por ceder a esta influĂȘncia

Vagando como morta entre vivos

Vivendo com a morte da inocĂȘncia

EntĂŁo creio que mais feliz seja o "ignorante"

Que nĂŁo questiona os "por quĂȘs" e obstante

Simplesmente lança-se em viver ao léu

Deve ser o céu!

Estar sempre alheio

Usando o fatĂ­dico como meio

De dar a vida sabor - Mel, fel

Infelizmente esta nĂŁo Ă© a minha verdade

Tenho em mim, sem piedade, a inconformidade a me atormentar

E agora ao te olhar posso enxergar-te como és

Sabendo que de mim em vocĂȘ nĂŁo havia nada

Que perdi tantas madrugadas por tolice ou revés.
533
3
Luis Rodrigues

Luis Rodrigues

Se pudesse

Se pudesse dobrava as nuvens
e enviava-tas num envelope azul
pelo céu.
3 857
3
Regina Viana

Regina Viana

Pode ser


Eu jĂĄ encontrei pessoas que nunca vi antes, de uma forma peculiar
E me vi no convĂ­vio delas, no jeito de ser, na forma de olhar
Senti o cheiro de lugares, em que nunca passei
E que me pareceu tĂŁo familiar!
Senti sabores ,que nunca provei
E em fotografias me vi em lugares , que talvez com meus pés nunca irei tocar
Mais que de alguma forma eu estive lĂĄ
JĂĄ me apaixonei por pessoas, que nada haver tinham comigo
E mesmo assim, eu as amei
Jå senti a o vento na pele como se fosse o carinho de alguém
Jå senti a presença de tantos, e do meu lado ninguém
Pode ser que eu esteja ficando louco
Pode ser que esteja zen
Pode ser imaginação ou posso ser refén
De tudo isso que digo, de tudo que me leva além
218
3
1
Fernando Cartago

Fernando Cartago

UMA MÚSICA

Versos e notas.......
DĂł, RĂ©, Mi, FĂĄ.....

Sentimentos no encontro de emoçÔes para encantar.
Cantar uma histĂłria vivida exprime,
na excelĂȘncia artĂ­stica de escrever, dançar,
pintar ou atuar,um ponto de referĂȘncia,
um conto sem diferença,
traz a presença viva de pessoas,
seres simplesmente mortais.
Tais melodias vibram, entoam
a energia de uma amizade e de um amor.

Eu na mĂșsica, a mĂșsica em mim...
Apenas figura a feliz oportunidade de enxergar,
na minha verdade,
a satisfação de conviver com as pessoas,
e poder reconhecer o ser humano,
antes de estar e ser,
os artistas que os palcos do mundo veem.

Fernando Cartago
796
3
4
joao euzebio

joao euzebio

A ESTRELA QUE NÃO BRILHOU

DEPOIS QUE AS FOLHAS CAÍRAM
QUE SE ESPARRAMARAM PELO CHÃO
MEU CORAÇÃO
SE ENCHEU DE SAUDADE
VEIO NA VERDADE
VOAR
DENTRO DAS LEMBRANÇAS
QUE ME DEIXOU
POIS SEI QUE O TEMPO APAGOU
TODOS OS SONHOS QUE SONHEI
E ASSIM QUE A TARDE CAIU
QUE O SOL QUASE SUMIU
ME VEIO A SOLIDÃO
E PEGANDO EM MINHA MÃO
VEIO ME ACOMPANHAR
QUERENDO BRILHAR
TAL QUAL A PRIMEIRA ESTRELA
QUE NO CÉU APARECEU
E DENTRO DESTE VAZIO
DO BRILHO DA LUA
VOCÊ AGORA FLUTUA
NOS SONHOS
QUE ESTÁ REALIDADE
QUASE LHE DEU
E DESAPARECENDO
EM UMA CURVA
LÁ ONDE POR DE BAIXO DA PONTE
O RIO CORRE
QUERENDO NO MAR DESAGUAR
POIS TEU OLHAR JÁ NÃO BRILHA
COMO SEMPRE BRILHOU
APENAS APAGOU
POIS SEI QUE NO CÉU
UMA ESTRELA FALTOU
NÃO QUERENDO... NUNCA MAIS
ME ILUMINAR.
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3
6
Alma  e Gort

Alma e Gort

Os teus olhos e minhas mãos

Os teus olhos e minhas mĂŁos

 

Por vĂȘzes me perco em pensamento

Busco o sublime e muito mais aqui

É que teus olhos buscam algo em mim

Quando me olhas em nosso momento

 

O amor Ă© tanto e pelos tais beijos

Vejo mais em teus olhos a paixĂŁo

Esse amor tem algo mais que ilusĂŁo

A sintonia tem muito mais desejo

 

Por vĂȘzes me encontro em teu olhar

Nua na alma e corpo a me mostrar

Em teus olhos me vejo diferente

 

Por vĂȘzes meu amor nas tuas mĂŁos

Quando envolves minhas mĂŁos entĂŁo

Aquecidas entre as tuas confidentes
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3
3
Zatonio_Lahud

Zatonio_Lahud

Onde estão vossos deuses

O dorso nu.
A pele negra
brilha sobre o
sol escaldante

EstĂĄ acorrentado
ao tronco
o negro homem

O chicote sibila
no ar e rasga
a pele- dor lancinante!
Uma.... duas...trinta vezes...
O sangue escorre.
Vermelho,
como o meu
o seu
o do feitor
e o de seu dono.
NĂŁo soltou um ai.
O suor escorre
misturado ao sangue,
o corpo desfalecido
acorrentado ao tronco.
Onde estĂŁo vossos deuses?
Onde estĂĄ vossa humanidade?
Mais no chicote que no tronco,
que acolhe o corpo torturado.
Precisamos aprender a ser troncos,
rijos e acolhedores.
Ă© um longo caminho, pegajoso,
pelo sangue que brota
de corpos inocentes,
vĂ­timas de homens e deuses
covardes e indecentes!
780
3
1
Carla Valadão

Carla Valadão

Ironia

Palavras, leva-as o vento...
É o preço da liberdade!
Palavras que foram ditas por um sentimento,
que um dia foi amor...
Hoje nem Ă© saudade!

Palavras que ficam na memĂłria,
De quem no passado as ouviu...
Como aquele abraço que ficou para a historia,
Que foi dado por nĂłs,
mas que nunca existiu...
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Danilo  de Jesus

Danilo de Jesus

Não era para ser

Como nĂŁo me submeter a uma Ășnica ordem
Deste pecado e deste desejo e deste medo
Que me ordenam atĂ© vocĂȘ
Como nĂŁo escalar a mĂ­nima, mas tĂŁo longa distancia
Entre seu ombro e seu pesco
E nĂŁo deixar uma sĂł gota do oceano de carinho
Que banha o meu coração

Ah! E este momento... quase! mas livre de vocĂȘ
E um grito de - te quero! vindo da alma.
E as minhas mĂŁos sĂŁo muito mais que mĂŁos
E meus toques sĂŁo muito mais que toques:
São palavras e são abraços e são lágrimas
E são juras guardadas e o infinito muito mais  além também...
- O tempo ainda não sabe,
Mas momentos  assim se eternizam. 

Mas infeliz 
È aquele  que pode, mas não deve
Porém, para este há  perdão,
Porque o querer nem sempre esta ligado a razão.

E  feliz
È aquele que apenas segue o caminho,
Mesmo sabendo de pedras e de espinhos
Porque se necessitar de perdão
O próprio é  chegar 
Onde o caminho o  levou.

Sufoquei-me por dentro
E todo o ar vindo de fora
Agora  não é mais suficiente para eu respirar .
E essa dor e essa ausência 
E essa falta vida  em forma de ar
Só você pode tirar.

Como não persistir e chorar, 
Como deixar livre e sonhar  
Se depois da busca que busquei
E da luta que lutei
E da espera que eu que eu  esperei,
Quando não mais procurava
Foi que achei? 

Diga-me, por favor!
diga-me a você o que  custa deslizar nesse  amor
E depois seguir o seu caminho?
Mas salvando a vida e trazendo  descanso
E me libertando desta eterna espera!

Diga!
Faça...
- por favor, faça isso sim!
Porque eu diria ao sol e eu ordenaria ao tempo
Que este dia teria mil anos.

E então...
Eu só  quereria  caber na palma da sua mão
Por algum tempo, como algo raro 
E  depois do  sopro  do seu beijo
voar...
- Para a eternidade desse desejo.

Apesar da distancia
Apesar “desse” ser sempre sonho
Apesar desse “ não era pra ser”
Do meu lado esquerdo, muito além do pensamento, 
Está a sua imagem, com todos o seus gestos em movimento
E eu não eu não esqueço não esqueço...  




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3
2
je

je

mil e nenhum poema

1
É ainda o milagre
o incĂȘndio lento das noites,
ofĂ­cio de febre e esplendor
de nudez e jĂșbilo
de espelhos e nomes -
e o sono Ă© a antiga inteligĂȘncia
que nos acorda por dentro.

2
PĂĄras:
as algibeiras sĂŁo outros mares
de nomes belos e esquecidos.
Estavas assim ardente e incĂłgnita,
como ĂĄrvore subtil e terrena -
mão-cheia de força e tristeza
era o vagaroso acender dos filhos
que corriam dentro de ti
no nascimento sĂĄbio da voz -
eras a ideia pura de mĂŁe
a que conhece a cegueira da vida
e vem abrasada colada Ă  chuva.

PĂĄras:
e a Terra segue-te.

3
HĂĄ os que recolhem o lixo na tarefa espessa da chuva
e iluminam o veneno espantado do tempo:
ei-los de espadas ferozes e vozes ébrias,
caindo por dentro no delicado espasmo das veias.
Ardem ainda assim. VĂȘm mortos de alegria,
de infindåveis células e pedras ateadas.
SĂŁo violentos e descem ocultos
de tantos nomes de tantos medos.
Chamam devagar a ressureição das mãos,
o magro exercĂ­cio dos olhos analfabetos
e as escadas tumultuosas
em que colhem o lĂ­rio do suor.
Nascem ainda assim
encostados aos caixotes mĂĄgicos
onde as estrelas caem geladas-

e a vida fica mais espalhada no que recolhem.

468
3
Macely Batista

Macely Batista

Meu Mundo


No mundo das palavras
me perco
No mundo das palavras
me encontro
No mundo das palavras
mergulho
fundo
no meu mundo.

387
3
joao euzebio

joao euzebio

MISTÉRIOS

O QUE IMAGINA
QUANDO PELAS ESQUINAS DESAPARECE
DENTRO DESTA SAUDADE QUE CRESCE
FEITO SOMBRAS
PELAS PAREDES NUAS DESTA CASA
QUANDO PELAS RUAS O SOL PASSA E ARDE
FEITO BRASAS
QUERENDO OS MEUS OLHOS INCENDIAR
POR QUE DEIXOU O PALADAR
PRESO EM MINHA BOCA
QUANDO A LEMBRANÇA ANDA FEITO LOUCA
QUERENDO SUA IMAGEM
DENTRO DELA DESENHAR
POIS O VENTO SE ESPALHOU
LEVOU AS FOLHAS QUE FICARAM PELO CHÃO
ME TROUXE A SOLIDÃO DAS MADRUGADAS
NÃO DEIXOU NADA
A NÃO SER ESTE DESERTO QUE SOTERROU MEUS
DESEJOS
POIS PELOS TEUS BEIJOS EU PAGUEI
E AINDA NEM SEI O SABOR QUE ME DEU
SÃO APENAS CAMINHOS QUE EU VOU PERCORRER
QUERENDO VIVER ALÉM MAR
NAVEGAR NESTAS ONDAS GIGANTESCAS
E FURIOSAS
ASSIM COMO O ESPINHO QUE QUEBRA O
ENCANTO DESTA ROSA QUE SE DESPETALOU
POIS A CHUVA VIRA
VAI ESPALHAR SUAS LÁGRIMAS POR AI
E SE NO FIM DO ARCO IRIS
AS CORES SE MISTURAREM
NUNCA DEIXE QUE OS MEUS SUSSURROS SE
PERCAM NESTE SILÊNCIO TEU
SOU APENAS EU
UM BRILHANTE
UMA JÓIA RARA
QUE OS TEUS OLHOS... LAPIDOU.
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3
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