Escritas

Lista de Poemas

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Carla Pais

Carla Pais

Amar-te

Amar-te é inventar palavras que ficaram a faltar
em frases choradas, é ler-te o desejo abafado na
profundidade do olhar e adivinhar-te os pecados
intrínsecos numa carne por saciar. É sentir o sabor 

dos teus beijos a nuvens de distância e num abraço
decifrar a intensa saudade submersa no tempo.
Amar-te é viver, como minhas, as dores mergulhadas
num peito que é teu, é beber-te as lágrimas do rosto como

se fosse de sede o meu estado. É fazer das minhas
míseras pernas o teu mais ansiado colo e dar-te os 
meus ombros como a mais suave das almofadas.
Amar-te. Amar-te é contemplar cada pedaço da tua 

pele fundida na minha, é desfazer camas com cheiro
intenso de linho e acariciar a manta que guardou a 
nudez da alma. É desenhar poemas com gotas de suor 
e neles descansar. Amar-te é tudo isto e ainda,

ler cada vírgula do teu silêncio.
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Atravessar-te em festa

Há um tempo para tudo, um tempo de ter pressa,
Há um tempo para ser ousado e amar a valer
Há um tempo para usar do tempo com a força que temos
Há tempo de semear e um outro de colher
Chamar o tempo de usado é talvez pleonasmo

Mas se me chamas d’amor, chama-me depressa
Porque a tarde passa e a mesma hora não regressa,
Como tudo, ele é breve, devesse ter eu um tempo
Só meu, que andasse às avessas, quanto ao meu peito
Esse deveria atravessar -te, mas sem pressa,

Pois a vida bate breve, antes de deixar de bater
Serve-me a tua companhia na sala e no quarto,
Elegante e sempre em sal mel iogurte e beijos
A paciência é uma coisa tua com que conto
Ao certo, a minha boca nua nos cumes teus

Tesos, em que me perco por encanto ou deleite,
Pudor no coito? Pudesse tomar-te privativa geisha
E semear o teu do meu corpo em morno esperma.
Há tempo para tudo, para ser ousado e em festa

Joel Matos (02/2014)
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Efigenia Coutinho

Efigenia Coutinho

Entre




ENTRE

Efigênia Coutinho


Entre sonhos de
esperanças,
sublimando
o encanto de viver.

Segue um coração,
aberto para
o amor que chega
em tons de primavera.

E na ansiosa espera
que se desfolha
em versos
pede o coração inquieto;

Entre sem pedir
licença,
Vem adornado de flores,
deixa o azul deste céu
perfumado de amores.


  Balneário Camboriú
2002
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marcelomalves

marcelomalves

Mente sombria

A tristeza me enriquese a cada minuto que se passa
Ela nunca me ajuda, queria que fosse minha defesa
A cada olhar triste e doentio de minha mente
Sombras na parede de tristeza enchem meu quarto
Que sempre fica na minha mente doentia aberto 
Uma dor em meu coração ardente

Elas me dizem que nada adiantou
Nada do meu amor por ela
Valeu a pena, nada foi dela
Todo esse amor que me dominou

As vozes da minha cabeça
É algo que começa
Nada valeu a pena, naquele mórbido amor
Que nunca acontecera de verdade
Torna-se uma grande ansiedade
Um amor que transformou-se em calor

Apenas em minha mente doentia
Que tudo se realizou

As sombras na parede me envolvem cada vez mais
Elas são como arais
Elas me querem como nunca quiseram alguém
Me salve desta escuridão sem fim
Por favor, salva-me para enfim
Como sempre, ser ninguém

Desta tristeza que me enriquece
A cada minuto que se passa...
241
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Eunice Pimentel

Eunice Pimentel

A vida é a arte do desencontro

"A vida é a arte do desencontro". Cabe a nós, deambulantes, deslindar os nós a que nos propomos ou que o destino nos propôs. Cabe a nós, almas errantes, cortar o fio que nos conduz se assim o entendermos, para isso temos a razão: decidir: deslindar ou romper. Porém há vezes em que a razão é toldada por algo indecifrável, desgraçadamente poderoso. Estanques, em nós, por dentro, já nem o próprio pensamento controlamos e as palavras vagueiam incoerentes, soltas, libertinas (não livres, antes presas, muito presas, prisioneiras, escravas). Todo o ser se transforma, o próprio olhar muda. Brilha desmesuradamente. Cega camufladamente. O sorriso sorri impertinentemente sem motivo aparente. O pensamento descontrolado permite ao sorriso sorrir sem que tivesse perguntado à mente.

Perdidos, nesta arte de desencontros que a vida é, vivemos,  sem saber se vivemos mesmo ou se apenas projetamos nesta vida o esboço de um desenho inacabado, o tronco de uma árvore qualquer,  a asa de um corvo, a cor num pincel, uma tela em branco, vazia, um livro por folhear, desfolhar se a raiva deixar, uma canção por cantar, um poema por fazer, dizer, morrer, um filho por ter, um amor por viver, vinho por beber, mergulho por dar, vestido por vestir, grito por gritar, abafado, mudo. A vida é a arte do desencontro. Cabe a nós deambulantes, deslindar os nós a que nos propomos ou que o destino nos propôs.

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jomadosado

jomadosado

MALDITO FRIO

Maldito frio que vadio, vais vadiando nos meus sapatos
Arrefecendo os dedos rotos nas meias andanças
Atrasas-me a mensagem, que trago envolta nos trapos
Que finos um dia, são agora rasgões expostos às lembranças

Maldito frio que vadio, no beco mostras a minha pobreza
Sei que a garrafa que envergo, meia cheia de esquecimento
É também meia cheia de céu cinzento que recordo,
bebendo na certeza de esquecer gentes que amei
quando sem trapos nem rasgões, no sentimento

Maldito frio que vadio, me lembraste de partir
Para pedir moeda quente que te faça fugir
Pois pobreza, meu corpo e alma estás a cobrir
E o bendito sol hoje tarda, por muito dormir

Todos os dias tem sido nublados e opacos
Mas frio assim só hoje que aqui desisti
Das andanças que não eram meias de dedos rotos esfriados

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Samuel da Mata

Samuel da Mata

PRAIA DAS OSTRAS

Logo o mar da vida nos colocará pra fora
Pra sermos apenas resíduos da história
Onde os mais belos castelos edificados
Já serão meras catacumbas do passado

Por mais bela que seja nossa aparência
Somos apenas moluscos na existência
E quando a areia da ampulheta se esgota
é que se sabe quem deu pérolas ou gosma

Quão mais vultosos sejam os bens deixados
Mais mostram o quanto esteve enganado
Quem optou por viver para si apenas

Vazio e nu chegará por fim na eternidade
Sem no seu bojo portar a fé e a caridade
Apenas lixo de sua arrogância efêmera
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Andrea Ribeiro

Andrea Ribeiro

Mais um pedaço de papel...

         A BÍBLIA
MANUAL PERFEITO DE "COMO VIVER BEM E TRATAR BEM AS PESSOAS"QUE ESTÃO
AO NOSSO REDOR OU ALÉM DE NOSSAS VIDAS.
MAS QUE INFELIZMENTE NA MAIORIA DAS VEZES É USADA MAIS POR  "IGNORANTES"QUE 
USAM DE SUAS PÁGINAS UM MODO DE COMO SEPARÁ-LAS,JULGÁ-LAS,DISTINGUI-LAS,
CONTROLÁ-LAS E ASSIM ATÉ MANIPULÁ-LAS!
345
3
Eugénia Tabosa

Eugénia Tabosa

Sonhei comigo


Sonhei comigo
esta noite
vi-me ao comprido
deitada
tinha estrelas
nos cabelos 
em meus olhos
madrugadas.
Sonhei comigo
esta noite
como queria
ser sonhada
senti o calor da mão
percorrendo uma guitarra.
De longe vinha um gemido
uma voz desabalada
havia um campo
de trigo
um sol forte
me abrasava.
E acordei
meio sonhando
procurando
me encontrar
Quando me vi
ao espelho
era teu
o meu olhar.

309
3
maria joao moreira

maria joao moreira

Dança

Vestiu-se de nevoeiro e foi dançar
pés de musgo
mão na anca e outra estendida no ar
gotas de chuva mansa no olhar
um peso leve 

acariciando a terra húmida
em passos cadenciados, improvisados
um, dois, três
para um lado e para o outro
rodopiando
um, dois, três
vertigem serena
abismo
um, dois, três
era uma vez
uma história e uma janela
promessa de amor e
o homem da vida dela
assobiando, marcando o ritmo da
melodia e da memória
e da invenção da paixão
porque real é só o corpo
mal coberto pela névoa
revelado pela noite
quase nua, quase lua
quase somente sua. Quase só.


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3
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Carla Pais

Carla Pais

Os meus olhos

Guarda, se possível, a cor das paredes do quarto, 
as flores desbotadas do tapete, 
a lâmpada fundida junto ao teu lugar na cama, 
o pó mergulhado na textura das cortinas, 
a janela aberta em dias de vento, 
o cheiro a alfazema do roupeiro,
os álbuns dentro das gavetas como memórias que 
o teu corpo desejou no meu, só não guardes, por favor, 
o som daquela porta a bater nas tuas costas, 
pois esse, foi o som que guardaram os meus olhos. 
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1
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

Sei apenas, valer isto.


Sei apenas, valer isto,
-Uma criatura de relance,
Crendo-se frade ou monge,
Não passando do Ex. Tio,… Ausente

Num romance de Dumas Filho,
Que ninguém leu ou viu.
Sei valer apenas isto,
(Sem reenvio depois d’ido)

Sobrevivo nulo, goro
E ridículo, na versão
De gordo-cachorro-vadio,
Sinto-me perdido, anão,

Vazio, um sem talento,
Pra empreitada alguma,
Penduro-me 100 %,
Em realidade refractada

E planto plátanos num ilusório palco,
Sonho inútil até para mim,
Estou cansado do café, da bica
E dos bicos dos pés que a cabeça

Não alcança, nem noutra valência,
A minha maior coragem,
É no levantar dos ditos,
Como se um Cristo dissesse,

"Anda" - e ele andou
Não admira, “pau-mandado”, 
Confuso e estúpido, ele andou
Sem sentido, despido, nu…

O meu destino é a demência
2oo mil olhos me mirando
Na jaula dum zoo, distante…
No oriente…nenhum lado

Nem pensar, nem olhos nem janelas,
Banal  triste forasteiro
Preenchido de nada e ar,
Não aguardo o regresso de Cristo,

Nem explicar tudo isto, escapulir
No silêncio do mundo interno
Incurável covardia,
Estafeta vulgar, incompetente

Sem sonho nem frete...
Sei valer, apenas isto.

Jorge  Santos (02/2014)
1 021
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natalia nuno

natalia nuno

Quem sou então?

Por mais que me procure,

de mim não sei!

A imagem que vejo de mim

não pode ser esta... é apenas

o que resta!

Então quem serei?


Talvez a do retrato, aquela

mais antiga!?


Ah! Mas essa está na gaveta

das antiguidades...

Não sejais amáveis! Não sou essa

nem as outras, porque delas

só restam saudades.


Quem sou então,

que me procuro insistentemente?

Quem sou na realidade?!

Ora, sou simplesmente a que sonha!

Já sei... talvez a que escreve poemas

como se matasse a sede,

ou a que acorda e adormece nas palavras,

que traz a memória desarrumada,

que traz na boca pássaros chilreantes,

Não! Não sou esta também... assim de horror

tomada.

Nem sou mais a de antes...


Sou  a que se ouve num tempo distante

a que trago comigo na lembrança

sou a que leva saudade  na bagagem

e o perfume da criança que interiorizo

as palavras que me saem do coração

Assiste-vos a razão de julgar que

não tenho juízo...

Quem sou então?


natalia nuno

rosafogo

4 151
3
Teresa Mariana dos Santos

Teresa Mariana dos Santos

Escrito Lunar

Procuro-te pelos recorte e sentidos ao luar,
Sinto a memória dos dedos,
do teu cheiro e a própria fantasia aqui...
E percebo quanta sorte tem quem se beija assim só pelo olhar.

332
3
Fernando Cartago

Fernando Cartago

CONDUTA MASSIFICADA

Viver em um mundo onde às vezes parecemos mudos,
é quase uma utopia e nesta grande manifestação, estamos
às voltas com a desejada evolução e por diversas vezes
deixamos de ouvir a voz do coração.

Rapidamente as informações se afunilam por entre a tecnologia,
meios de comunicação, que despertam o desejo quase insensato
de consumir, por simples vaidade, necessidade de poder, de status...
Por ter e querer ter, sem se quer procurar sentir e estar, este ciclo
Depravado, estimula um grande grupo nesta empreitada quase cega,

a marcharem ao mesmo passo que dificulta o humano na prática
de exercitar o protagonismo, a autonomia de expressão, e a suspirar,
almejar novos cantos, adequados ao perfil individual de cada ser.
Perdendo a satisfação em desfrutar de tudo e todas as coisas a seu bel-prazer.

"Não somos máquinas!", para aceitarmos um comportamento como padrão,
a mídia e alguns líderes sugerem, e não devemos ou não deveríamos engolir as
coisas que estão aí, pelo simples motivo da sugestão, chegam a cada um de nós
todos os dias, noite e dia, dia e noite... Temos sim capacidade e habilidade de saber
olhar para o nascer do dia, e decidir o quanto pode ser lindo e se realmente o é, assim
podemos compreender ou deveríamos saber que a autoconsciência é uma dádiva para os seres humanos.

Fernando Cartago
9 321
3
3
Carla Pais

Carla Pais

A última floresta da terra

Hoje trazes no olhar as folhas verdejantes que o vento arrastou,
por engano, da última floresta da terra. Não se erguessem os 
pássaros aflitos no céu e não saberia que ainda guardavas as histórias 
que o tempo teima em esquecer – linhas escritas de vírgulas perdidas na geografia do corpo, 

como pobres romances que amparam a solidão das noites.
855
3
Jose Raymundo Xavier

Jose Raymundo Xavier

A Gosma

A GOSMA

Desmontar palavras
Inverter a ordem

Deglutir as letras
Revirar o estômago

Nausear o morto
Que há dentro de ti

Vomitar a gosma
Libertar teu cérebro

Desfiar o fio
De tuas vontades

Cometer o suicídio
De teu paralelo

Vingar-se do tempo
Desrolar a infância

Retornar a vida
Renovar teus sonhos

Perder-te em desejos
Remontar palavras.
754
3
Nilza_Azzi

Nilza_Azzi

Tristeza II


Alegre-se, Tristeza! Não reclame.
Não é que um mar de fatos é confuso?
Decerto cada terra tem seu uso,
e às vezes ele pode ser infame.

Há falsos ideais! Fuja do abuso.
Quem sabe pode haver algum liame
e a vida de outro modo se amalgame,
e o riso surja, mesmo que difuso...

Verdade é que, Tristeza, chega o dia
que a casa vai ficando mais vazia,
porque ninguém se importa e as coisas tristes

afastam o melhor que a vida traz...
Abafe a sua dor, não chore mais;
descubra o picaresco e faça chistes!

Nilza Azzi
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3
2
Rodrigo_A_Cardoso

Rodrigo_A_Cardoso

Clemência

As coisas mudam por fora
Mas por dentro esta tudo como sempre
A luz do passado me ilumina o futuro
E traz com ele o reflexo teu
Olhando tua imagem galgo meus passos
Reflexo de um tempo que não voltará me faz caminhar
As lembranças do que fomos me mantém vivo
Sem minhas memórias não sei como poderia estar
Os dias passam mesmo que eu não os viva
O vazio não me abandona
As noites clareiam e nada muda
Quando o dia escurecer tudo continuará
Saudade não e uma palavra guardada aqui dentro
Seus reflexos em meu rosto se podem ver
O que foi sentido ontem hoje não mudou
O tempo não é minha amiga para esquecer
Os brilhos nos olhos que os vivos os têm
No espelho não consigo ver nos meus
Tenho passado várias vidas de martírio sem dessa morrer
Clemência só com a morte imagino ter
Ainda ando por ai
Mas o porque eu não consigo saber
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Enide Santos

Enide Santos

Sou eu, minha poesia

Busco viver, agir e sentir

como sei que sou por dentro

e como é difícil mostrar meu alguém

mostrar quem sou, por detrás desta realidade

que os olhos podem ver.



Sou eu

sou minha própria paisagem

estou onde estou por que sou eu.

Em minha alma, tenho tudo que preciso

exceto o toque do existir



é com minha alma que vejo e sinto tudo

é ela quem chora,

não, não são os meus olhos!

Meus olhos podem fingir

mas minha alma não.



é com minha alma

que exponho minha verdade

a realidade de quem sou

quem realmente sou por dentro



é minha alma quem abriga

a parte de mim que não se pode enxergar

e que tanto quer existir,

e que buscar caminhos querendo estrear



Nada somos

O que somos por dentro é o que temos de nosso,

é do que podemos dispor.



Disponho minha alma em minha poesia

para que assim ela possa existir.



Enide Santos 10/11/2013





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3
Gi

Gi

Colo de Mãe

Quanta saudade...
Do seu olhar,
Da sua voz...
Das palavras entre nós,
A sós.
Humildemente astuta...
Não me cala ao discordar do que penso,
Não acredita na verdade absoluta,
Ensinou-me a duvidar,
Fez minha voz ecoar,
...Incomodar!
Ao final sempre me diz:"Só quero te ver feliz!"
E sua felicidade é o que preciso...
Amor maior,
Seu presente é meu sorriso!

Gi Amor
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Samuel da Mata

Samuel da Mata

INTENSIDADE

Amar-te-ei,
Com mais profundidade que o teu olhar,
Com mais intensidade que a tua paixão,
Com mais carinho que o teu mimar,
E com mais fervor que toda sua devoção.

Mas, desprezar-te-ei,
Na velocidade do teu menosprezo,
Na cadência do teu descompasso,
Na proporção da sua frieza,
E magnitude do teu descaso.

E assim, abandonar-te-ei,
Tão longe que a decepção eu esqueça,
Tão ardente que me cauterize as chagas ,
Tão amargo que não mais a reconheça,
E tão sincero que me transpasse a alma.
472
3
Gi

Gi

Coma



Seus olhos me disseram tudo.
A tristeza evidente estampada em seu rosto,
Seu sorriso de desgosto.
Esse grito de alguém que não diz nada,
Essa voz calada...
Um corpo que está no mundo,
De quem se esconde em um sono profundo.

Gi Amor
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tais rocha silva

tais rocha silva

O QUE SINTO POR VOCÊ!

PODE SER QUE SEJA AMOR
OU TALVEZ UMA PEQUENA ATRAÇÃO
TALVEZ SEJA APENAS CARINHO
UMA GRANDE ADMIRAÇÃO.

SERIA MESMO PAIXÃO?
UM GRANDE AMOR A NASCER?
A VERDADE É QUE NÃO POSSO EXPLICAR
NEM AO MENOS DESCREVER.

VOCÊ CHEGOU DEREPENTE
INVADIU MINHA MENTE
E TAMBÉM MEU CORAÇÃO.

NÃO SEI O QUE SINTO POR VOCÊ
TALVEZ UM DIA EU POSSA LHE RESPONDER
MAS SE HOJE VOCÊ PERGUNTAR
NÃO SEI NÃO!
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