Escritas

Enganos

Luna Blanca
Pensei amar em vocĂȘ o que de mim em vocĂȘ havia

TĂŁo tĂȘnue e eu nĂŁo sabia

O limite entre a realidade e a ilusĂŁo

Cai entĂŁo no conto do amor perfeito

E ali deitada em teu peito fiz uma regressĂŁo

Aos velhos tempos de infĂąncia

VocĂȘ sabe

Alma gĂȘmea...

PrĂ­ncipe encantado...

Outra metade da laranja...

ConfusĂŁo!

Deixei-me mover por idéias d'algo que não pensa

Loucura

InconsequĂȘncia

Coração

Hoje sofro por ceder a esta influĂȘncia

Vagando como morta entre vivos

Vivendo com a morte da inocĂȘncia

EntĂŁo creio que mais feliz seja o "ignorante"

Que nĂŁo questiona os "por quĂȘs" e obstante

Simplesmente lança-se em viver ao léu

Deve ser o céu!

Estar sempre alheio

Usando o fatĂ­dico como meio

De dar a vida sabor - Mel, fel

Infelizmente esta nĂŁo Ă© a minha verdade

Tenho em mim, sem piedade, a inconformidade a me atormentar

E agora ao te olhar posso enxergar-te como és

Sabendo que de mim em vocĂȘ nĂŁo havia nada

Que perdi tantas madrugadas por tolice ou revés.